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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Hoje eu acordei apaixonada.




Acordei com meu celular tocando, era a moça dos móveis dizendo algo que àquela hora da manhã era difícil de entender sem tomar café antes, apesar de ter acordado abruptamente, olhei para o céu e estava especialmente lindo, senti meu coração leve e fiquei pensando sobre o dia de hoje, o dia dos namorados e da minha relação com ele através dos anos.
Já vivi sensações diferentes. Passei alguns anos namorando e me sentia obrigada a comprar presentes, a fazer isso ou aquilo, claro que também fazia porque queria, mas era como se aquela obrigação de comemorar e demonstrar ficasse no ar, sabe? Noutros passei me sentindo muito mal porque a data era uma espécie de constatação da minha incapacidade de manter um relacionamento, embora eu soubesse que não era nada disso era assim que as pessoas me faziam sentir, já passei sem ligar pra data.
Nos últimos anos, em particular neste, não obstante ao momento que estamos vivendo, não sei se tem relação com a lua em peixes, mas acordei inexplicavelmente apaixonada, como quando era adolescente e costumava acordar assim (quase) todos os dias.
Não que meu coração esteja imune, porém o sentimento de hoje não tem relação nenhuma com ninguém, é mais um sentimento de gratidão por estar viva, por ter tantas pessoas especiais ao meu lado, por me sentir imensamente amada e principalmente por conseguir sentir, me entregar, me jogar fundo numa relação por mais que o fim nem sempre seja feliz e isso me dá fôlego para viver porque a vida a única certeza que a gente tem é do hoje, do agora, portanto, se joga!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Registro, logo existo

Cada vez mais percebo que as pessoas estão vivendo através das telas dos smartphones, seja num show de música eletrônica ou num culto religioso.
As pessoas estão constantemente registrando momentos e deixando de vive-los enquanto eles estão acontecendo naqueles 3 segundos, que, segundo a ciência é o tempo que dura o presente - lembro de ter visto uma matéria sobre o tema há alguns anos no Fantástico.
Costumava publicar bastante no perfil que tenho numa rede social, todavia, com o advento de uma ferramenta nova, desta rede em específico, passei a publicar fotos que ficam exibidas apenas por 24 horas e, com o passar do tempo, deixei de publicar as fotos que ficam em exibição por tempo indeterminado.
O que percebi é que passei a reparar mais no mundo ao meu redor, nas cores, nos acontecimentos enquanto eles estão e não quando já foram. Talvez isso seja o que chamam de exercício de atenção.
Falando assim parece que já atingi o nirvana ou algo do tipo. Gostaria, mas ainda não e estou bem longe disso.
O que estou tentando dizer é que deveríamos experimentar ver a vida menos pela lente da câmera do celular e ver mais com os nossos olhos, sem sentir a necessidade de mostrar para quem quer que seja aquilo que se pode eternizar com a memória, com o afeto. Mais abraços, mais beijos, menos "stories". 
    Foto retirada do ig @cometacavalo

Espaço

Quando você pensa sobre a palavra "espaço", o que vem na sua cabeça? Bom, se você for buscar no Google (oi, me patrocina rsrs) a primeira coisa que irá aparecer será o link da página da Wikipedia que conceitua o que é "espaço sideral". Duvida? tenta e me conta depois.
Pois bem, quando intitulei este post estava me referindo ao espaço físico ou emocional que algo ou alguém pode ter na nossa vida.
Comecei a refletir sobre quando enviei uma mensagem (e li) para uma amiga em que falava sobre o espaço que uma determinada pessoa ocupava na minha vida e o engraçado foi que usei a expressão "armário da minha vida" e isso me remeteu àquela música do Cícero, que particularmente amo, chamada "Ensaio sobre ela". Tem um trecho assim: "eu nem vi, quando você espetou sua casa aqui, quando você espalhou seu suor em mim, ameno...".
E, assim como na música o espaço construído por esse cidadão de modo sutil, despretensioso e que não me dei conta até digitar essa mensagem para essa amiga.
E é louco pensar como as pessoas entram nas nossas vidas. Já pararam para pensar nisso? O que me remeteu à outra música, aquela "Encontros e Despedidas", salvo engano é da Maria Rita (me corrija se eu estiver errada, por favor) na qual a letra diz "tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais...".
E é bem isso, não? Não sabemos se a pessoa está de passagem ou se veio para ficar até que ela efetivamente fique ou vá.
Se nada na vida é garantido, para quê pensar demasiadamente ao invés de viver?
Porque são nesses momentos em que a vida grita: - " só vai!!!!!!!!!!!!!!!!!!".


E eu fui.


domingo, 9 de fevereiro de 2020

EXPECTATIVAS: NÃO AS CRIE (EM NENHUMA HIPÓTESE)




Talvez você esteja pensando que vou discorrer sobre relacionamentos amorosos mal-sucedidos, não é mesmo? Bom, poderia ser porque, infelizmente e felizmente, tenho material para isso, mas não desta vez.
As expectativas a que me refiro são com relação à vida adulta que é tão superestimada e posta num pedestal de “a melhor” em relação a infância e à adolescência (ok, essa realmente eu poderia ter pulado), todavia, não passa de uma busca incansável por uma juventude perdida, por sonhos não vividos e estabilidade financeira, que, eu, do alto dos meus 26, achei que já teria atingido.
Espero que você leitor não fique achando que é só de fracassos que a vida adulta se trata, pelo contrário. A famigerada “chave de casa” e as implicações dela advindas acontece, você não precisa ligar para alguém abrir a porta ou ter hora para chegar tampouco teus pais vão se importar com a hora que chegou, quer dizer vão sim, mas só pela manhã porque o sono é prioridade. Risos.
Talvez as pessoas que você achou que poderia contar te decepcionem e mostrem o quão o mundo pode ser bem louco e se você não tiver estabilidade emocional, já era.
Inclusive, estabilidade emocional é uma coisinha que você vai precisar relevar porque, provavelmente, será facilmente perdida e há uma boa chance de um surto ou dois por semana, portanto, corra para a terapia e entre na fase adulta analisado (a).
Aprenda a gostar de você, a ser autêntico porque é um desejo legítimo, a amar seu corpo, seu rosto, suas estrias, você por completo. E vê se não pira se o cara que você achar legal não curtir nada disso em você. Ele que se f*d@.
Escrevo isto com a vã esperança de que estarei melhor quando termina-lo e poderei concluir minha contestação trabalhista (até porque sozinha ela não se redigirá, não é mesmo? Risos sarcásticos misturados com choros).

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O (quase) fim de uma era

Tenho observado com frequência a ansiedade quanto ao fim da década, sendo que, como apontado oportunamente por uma amiga, uma década termina em 0, logo apenas em 2020 será encerrada a década propriamente dita. 
O que quero dizer com isto é: ansiedade. Ansiedade que 2019 acabe, ansiedade porque 2020 está batendo na porta e muitas coisas não foram realizadas ou concluídas. 
A internet está lotada de memes acerca do assunto e não é para menos o "fim" sempre assusta, a mudança mexe com os recônditos do consciente e do inconsciente. 
Esse ano, em particular, me ensinou muitas coisas, acredito que estava mais consciente diante das avalanches e até às mais singelas mudanças, refletindo mais do que apenas deixando passar sem entender os processos.
Processos. Bem, eles realmente fizeram e ainda estão fazendo o meu ano, acredito que sem cada um deles eu não estaria me encaminhando para um estado de maior atenção ao que estou vivendo, à mim.
O que 2019 te ensinou ou que ainda está ensinando?

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