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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

500 dias com a mala da Summer

Foi assim que a minha prima chamou esse filme. Na verdade ele se chama,a versão em português,"500 dias com ela".
Essa é a segunda vez que o assisto,o que se ,é de espantar,pois gosto tanto dele que tenho a impressão que o assiste muito mais vezes na minha cabeça . Risos
Um parênteses bem rápido: Não sei se notaram,mas eu mudei o blog. De novo,eu sei. Fazia um bom tempo que não mexia no layout de modelo dele,ele estava precisando e eu também.
Joseph em cima e Zooey em baixo.
Voltando ao filme,para quem não o viu aqui vai a sinopse:
Ele inicia com o narrador dizendo que não se trata de um história de amor e sim uma história sobre o amor,o que pode decepcionar muitas pessoas que esperam por isso,mas eu insisto vale a pena,senão pela história que seja pela trilha sonora(que merece um post só para ela).
A história acontece pelos dias que ele passou com ela,Summer Finn,interpretada pela Zooey Deschanel. Ele é Tom Hansen,interpretado pelo fofo Joseph Gordon Levitt. É um garoto que acredita no amor,em almas gêmeas e tudo o mais,ela é o contrário.
Não vou contar mais nada,pois se eu contar mais não vai ter graça.
Assistam e depois postem para mim o que acharam,POR FAVOR!!
Obs.: A fotografia do filme também é belíssima e o olhar que eles colocam no filme.

Nota: 10! Uniu música,bons atores,boa história e...

Summer: - I said i love The Smiths!
Beijos e abraços.  

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Você tem fome de quê?

Inspirada pelo evangelho desse domingo no qual o Pe. Cláudio lindamente comparou com uma nostalgia,com infinitas coisas,mas o que me motivou a escrever foi a fome.
Fome,gente,a vontade,o que nos motiva,o que a gente sente falta,sabe? Aquilo que te faz seguir em frente ou simplesmente aquilo que te mantêm preso ao chão.
O que me motiva? Bem...Não sei ao certo,mas eu tenho vontade de viver,sabe? De fazer parte desse ambiente que é o mundo ao meu redor,de conhecer o mundo,de viver coisas diferentes,inovadoras,de conhecer,descobrir coisas novas,diferentes,vontade de pintar,de desenhar na rua,de qualquer coisa que não seja a monotonia.
Eu quero ser inquieta,criativa,produtiva...sempre!

Espero que eu tenha motivado vocês :)

Beijos e abraços muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito cheios de cheiro.

Ps.: Eu tô melhor,tá? Apenas com resquícios de secreção,mas não entremos em detalhes hahaha :**
Pode parecer sem nexo com o texto,mas  eu acho que tem sim,porque às vezes é necessário acontecer uma mudança interna para que possamos seguir a vida. Precisamos ter "apetite"!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Talvez o problema das minhas frustrações seja a minha mania de querer prever e controlar muito as coisas,de ser metódica,de ser mala,muito mala às vezes e eu não sei como eu mesma me suporto. Nam! Quero férias de mim!




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Confusão

Olá! Como vão?
Bom...estou bem bem confusa em relação a escolher minha profissão,a qual exercerei pelo resto de minha vida.
Nossa soou tão melodramático. rs
Mas falando sério fico confusa pois tenho afinidade com uma imensidão de coisas,fiz muitos testes vocacionais e apenas um que eu achei que deu certo e nem confiei tanto assim.
O que vocês sugerem? Eu tô vendo inúmeras possibilidades,estou procurando uma profissão que seja atual e que daqui uns anos também ainda seja atual e necessária,uma que o mercado não esteja saturado e que eu possa fazer a diferença e não ser mais um número nas estatísticas de profissionais fazendo parte do aglomerado.
Minha amiga,Josi me sugeriu jornalismo,mas acho que o mercado já possuem demais,mesmo eu sabendo que se eu cursasse acho que me sairia razoável,dizendo ela que eu escrevo bacaninha,quem dera rsrs
Enfim estou em dúvida entre:
Jornalismo;
Economia;
História;
Direito(é..);
Hotelaria(para poder conhecer pessoas de lugares diferentes);
Relações Públicas;
Relações Internacionais;
Moda;
Psicologia(meu amor antigo);
Veterinária;
Engenharia de alimentos;
Engenharia Química;
Farmácia(talvez).


Já perceberam que as minhas afinidades são diversas,né? Mas espero tomar a melhor decisão possível dentro da realidade.
Aceito sugestões e também,se puderem comentar a cerca de como e o motivo de escolherem tal profissão,acho que seria bem interessante.


Beijos e abraços,
marilimab.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nosso Dia

Olá pessoal,
hoje é um dia muito importante para nós,blogueiros,pois és que hoje é o nosso dia,o dia dos blogs de toda a via láctea! \õ/
Mas,porque no dia 31 de agosto,vulgo mês do desgosto?
Bom,vamos viajar um pouco na história...
Blog é a contração do termo inglês Weblog,onde: web : vem do termo World Wide Web que em português significa,"rede de alcance mundial",também conhecida como 'www' e log: tem sua origem no termo náutico "log" que significa "diário de bordo" .
O termo weblog foi criado por Jorn Barger em 1997. A abreviação blog, por sua vez, foi criada por Peter Merholz, que, de brincadeira, desmembrou a palavra weblog para formar a frase we blog ("nós blogamos") na barra lateral de seu blog. Pouco depois, em 1999, Evan Williams do Pyra Labs usou blog tanto como substantivo quanto verbo (to blog ou "blogar", significando "editar ou postar em um weblog"), aplicando a palavra blogger em conjunção com o serviço Blogger, que é um serviço do Google, que oferece ferramentas para edição e gerenciamento de blogs, o que levou à popularização dos termos.
Assim, Blog é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts. O blog atual é uma evolução dos diários online, onde pessoas mantinham informações constantes sobre suas vidas pessoais. Estes primeiros blogs eram simplesmente componentes de sites, atualizados manualmente no próprio código da página. A evolução das ferramentas que facilitavam a produção e manutenção de artigos postados em ordem cronológica facilitaram o processo de publicação, ajudando em muito na popularização do formato. Isso levou ao aperfeiçoamento de ferramentas e hospedagem próprios para blogs.
 
A designação da data
 
Foi o israelense Nir Ofir, que em 2005 criou o Blogday . Ele optou pelo último dia de agosto pela seguinte razão: 31-Ago em inglês vira 31-Aug, que pronuncia-se 31-Og, que vira 31Og . Com um pouco de imaginaçãoconsegue-se ver a palavra blog(sic). Ficou estabelecido que durante esse dia, blogueiros ou bloguistas de todo o mundo deverão colocar uma mensagem (ou postagem) aos seus leitores, apontando para outros 5 Blogs que considerem interessantes. Desta forma, todos os leitores do blog poderão descobrir novos blogs para serem lidos, redescobrindo outros, divulgando-os pela Web e, principalmente, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos blogueiros.
 
Então,eu não vou indicar,proponho a vocês que apontem cinco novos ou diversos blogs para serem "achados" por todos,digamos assim.
 
Um mega ultra beijo,
marilimab.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Rodízio de livros

Sabem aqueles livros que já lemos e relemos,mas eles permanecem na estante só criando mofo? Pois é,sempre falo com uma amiga minha Josy que a população poderia fazer uma espécie de rodízio literário meio 4 amigas e um jeans viajante.
Quando alguém solicitasse um livro,outro alguém manda via correio ou coisa assim se fosse o caso.

quero uma dessas no meu quarto rs

E coincidentemente a Deise no facebook me propôs o mesmo já que sempre procuro e nunca acho "Orgulho e Preconceito" e o "Livro dos abraços" e ela os tem muito conservados.
Espero que vocês gostem da ideia,acho que as pessoas ganhariam mais que conhecimento através desse 'intercâmbio' como vivência,interação pessoal mesmo que a distância. Enfim essa ideia já está sendo posta em prática,mas se mais pessoas se contagiassem seria melhor ainda.

Um beijo.                           

domingo, 21 de novembro de 2010

Horas

Tem horas que eu prefiro estar só,horas esse silêncio me perturba e me consome com pensamentos quase que incontroláveis,palavras enchem a minha cabeça,imagens vão e vêm,músicas passam como relâmpagos,lembranças mexem com os meus sentimentos,meu âmago,meu tudo,até àqueles sentimentos que eu nem dava por existirem.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quanto tempo!

Já fazem alguns dias que não escrevo,meus caros leitores,desculpe tenho tido contratempos escolares e pessoais(em outro post conto!),mas não é isso que me traz de volta e sim o que fiz nesse mês de outubro.

Bom,vi alguns filmes entre eles: Amor e Inocência me interessei tanto que no mesmo dia dei um jeitinho de ir numa locadora e para assisti,engraçado o meu gosto por fins dramáticos,creio que seja porque ninguém vive sem um dilema ou preocupação,sendo que de 10,8 nós inventamos,pode acreditar.
Voltando ao filme... É uma autobiografia da Jane Austen que pra os amantes da escritora é belíssimo e bem fiel.
Os atores estão fantásticos,A Anne Hathaway e o James McAvoy(Luz,dedico a você),porém o que mais me entreteu foi quando ela começa a criar o Sr. Darcy que pra mim é um perfeito gentleman por mais rude que queria parecer(um fofo isso sim).
(Pausa pra reflexão...)
Livros não poderiam faltar,na verdade tem que ser no singular,pois só li Querido John(está em 1º lugar na revista veja desta semana) que se trata de um drama(deu pra notar que eu gosto hein?!),mas acho que por eu ter essa paixão por literatura e poesias,aprecio esse dom de escrever e tocar o coração,eu realmente senti a angústia do John e me derramei em prantos quando o livro acabou,aliás pretendo comprá-lo pra reler inúmeras vezes,só que o meu foco é comprar COMER,REZAR,AMAR da Liz Gilbert ou A comprometida da mesma autora.
Provas,provas e mais provas,não aguento mais e ainda por cima tenho ENEM,pode uma coisa dessas? (risos)
Entre uma correria e outra sempre dá tempo pra fazer uma boquinha e gente comi um sanduíche de-li-ci-o-so,nem fazem ideia,muito suave que você come em pouquíssimo tempo,encontrei num quiosque de um shopping local daqui da Ilha,quem é daqui depois eu passo o endereço.
Mais sabem o que me encantou mais? Foi que o dono tinha uma conversa tão agradável que me convenceu a comer esse sanduba e não me arrependi. Pois tá... Até!
Boa semana pra todos,bom feriado e fiquem bem!

Beijos e abraços,
marilimab.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Re-começo

Olá,meus queridos,esse mês de setembro foi um mês incrível,cheio de reviravoltas,surpresas boas(ainda bem!),etc... Calma,que eu vou contar tudo e explicar o motivo de eu ter sumido durante uns dias.
Antes eu vou listar algumas coisas que pretendo adquirir,pegar emprestado ou assistir em outubro.


*Livros*
- Comer,rezar,amar - Há séculos que eu quero ler,tenho curiosidade e nunca compro,mas isso vai mudar!
- Querido John - Comecei a ler hoje,apesar de já ter visto o filme(que só pelo que eu li até agora,em nada se parece com o livro).


*Filmes*
- Comer,rezar,amar - Sim!Devem estar pensando que sou louca de pedra,espero que vou me retratar:
1º Adoro a Julia Roberts; 2º Amei a trilha sonora(filme sem trilha não é filme); 3º Eu gostei da história do livro e estou curiosa para comparar com o livro depois que tiver lido.

*Sumiço*
Provas,provas e mais provas. Chegando a reta final,muita tensão,ENEM se aproximando,tive que deixar um pouco o blog de lado.Mas eu voltei! =)






Beijos e abraços, 
marilimab.




Ps: Eu estou tão feliz,nem podem imaginar o quanto!


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sessão pipoca


Esse filme de hoje não tem nada em comum com os demais que já tenho falado por aqui.

Trata-se de duas formas de governo,o nazismo e o fascismo,muitos devem estar achando que é um filme antigo,mas vou logo avisando que não tem nada relacionado à II Guerra Mundial,ok? Devem estar se questionando: Como? Sim. É ai que vem o enredo abrilhantando e fisgando a nossa mente.



A Onda, Die Welle, é um filme realizado [dirigido] na Alemanha em 2008 por Dennis Gansel. Um professor amante de rock e com simpatia pelo anarquismo − personagem apesar de tudo frequente e revelador dos anseios frustrados de antigos estudantes insubmissos que acabaram por integrar o rebanho − foi encarregado pela directora da escola de dar um curso sobre os regimes autocráticos. Na Alemanha, inevitavelmente, o fascismo iria ser o tema dessas aulas, e como ninguém queria ouvir mais uma vez as banalidades de sempre sobre o Terceiro Reich e a culpabilidade alemã, o professor decidiu romper a barreira do desinteresse procedendo a uma experiência pedagógica. Propô-la aos alunos e eles aceitaram. Durante uns dias, o professor obrigaria os alunos, com o consentimento deles, a cumprirem os rituais físicos da disciplina de massas, esperando que eles aprendessem assim o conteúdo ideológico dessa disciplina.
Ao ver o filme, qualquer português da minha idade encontrará ali as aulas de Educação Física da sua infância. O que nos obrigavam a fazer! Talvez por isso todos nós, os jovens esquerdistas, éramos péssimos em ginástica. Se o taylorismo é a disciplina do corpo para a produção, o fascismo foi a disciplina do corpo para a política. Na experiência pedagógica daquele professor tudo começou com gestos simples, o levantar e o sentar, o estar sentado direito e de pés juntos.
E o professor tinha razão, porque antes de ser uma ideologia ou uma forma de governar, o fascismo fora acima de tudo um ritual colectivo, a encenação diariamente repetida da hierarquia e da submissão, da ordem enquanto anulação do indivíduo na grande colectividade, na pátria ou na raça.
O passo seguinte, não menos decisivo, foi a escolha de um uniforme, porque o uniforme não é apenas um símbolo de identidade do grupo. Muito mais do que isso, no fascismo o uniforme era uma máscara que ocultava as diferenças sociais, aquilo que já não sei que crítico britânico denominou «sartorial socialism», socialismo de alfaiate. E o pior é que foi esta a argumentação empregue por alguns alunos para convencer outros, mais renitentes, a aceitar o uniforme. Ele é democrático, diziam eles, pois reduz todos à mesma condição. E não é a democracia nos dias de hoje o mais insuspeito e incontroverso dos valores? Democrático dentro das paredes da sala de aulas, porque lá fora, apesar de envergarem roupa idêntica, os alunos eram ricos ou pobres ou assim-assim, sem que competisse ao uniforme abolir aquela realidade fundamental. A discussão na turma a propósito da adopção de uniforme foi das mais sugestivas, porque surgiu ainda o argumento de que nas democracias as fardas são comuns e até os executivos das empresas adoptam padrões de vestuário. Precisamente. Será que o fascismo foi democrático? Ou é a democracia que é fascista? E não podia ser mais aterrador o uniforme criado pelo professor e pelos alunos, calças jeans azuis e camisa branca. Na sua inteira banalidade, este uniforme lembrou-me o que John Le Carré descreveu em A Small Town in Germany, onde relatou o desenvolvimento de um fascismo pós-fascista, um movimento cinzento e anónimo de mediania social.
Adotado o uniforme, impunha-se naturalmente a escolha de uma saudação, o outro elemento ritual necessário para a identificação do grupo. E como o desporto aquático era a especialidade daquele professor e daquela turma, a saudação acabou por ser um gesto de braço reproduzindo o movimento de uma onda. Aquela tribo adquirira o seu nome e o seu totem. A Onda.
Porém, o que começara como um jogo continuou como um mecanismo inelutável, cujas engrenagens já não puderam ser sustidas e cujos efeitos não puderam ser travados. A sociedade não é um laboratório e as experiências sociais têm efeitos reais. A partir do momento em que se começa a fazer algo como experiência, ela deixa de ser gratuita. Talvez seja esta a maior lição de um filme que tem tantas. Contrariamente ao que imaginam os pós-modernos, a futilidade é uma coisa muito séria.
Uniforme, saudação, rituais, disciplina de massas, este conjunto excluiu todo o resto. As aulas deixaram de ser − ou de pretender ser − a transmissão ou a partilha de um conhecimento e converteram-se na mera afirmação da identidade do grupo. A vida privada foi eliminada. Não só a vida privada, aliás, mas todos os tipos de existência que ultrapassassem os limites do grupo. A Onda não tinha vias de saída, nem sociais nem mentais. A redução da existência a uma perspectiva única, é isto o totalitarismo, e o apelo aos sentimentos é aqui um dos procedimentos mais eficazes. Lealdade, afeto, devoção, nada disto podia ser gasto com namoradas ou com colegas, mas apenas com o grupo ou com as pessoas enquanto membros do grupo. A confusão do político com o afetivo, que ameaça todos os grupos, constitui o grande risco do totalitarismo, tanto mais perigoso quanto é a sedução da demagogia fácil. A política exercida com a razão é o antídoto do fascismo, que sempre se apresenta como uma política da emoção.
A Onda deu aos alunos o que lhes faltava, o sentido de uma comunhão coletiva, mas com a condição de eles darem tudo… a quem? Ao grupo? Através da hierarquia instaurada, tudo é dado inevitavelmente ao chefe do grupo, por isso ele pode aparecer como o generoso dispensador de beneficios e de conselhos. O autoritarismo não é senão a exploração afetiva dos que se entregam à autoridade. O carisma não emana do chefe, é-lhe dado pelos que acreditam nele e que não têm consciência de que recebem de volta no plano simbólico aquilo que lhe concederam no plano real.
Mas não foi só através da repetição dos gestos da disciplina coletiva que os alunos assimilaram o fascismo, a ponto de o adotarem. O terreno propício estava criado pelo misto de ignorância e de ressentimento que caracterizava a quase totalidade dos estudantes daquela turma, como caracteriza a sua esmagadora maioria noutras escolas e em outros países. A ignorância não consiste em não saber,mas em não desejar saber. A ignorância é só outro nome que se dá ao desinteresse. O ressentimento é a outra face do mesmo problema. Referindo-se à base popular dos precursores do fascismo francês, Eugen Weber observou que ela se caracterizara por «odiar os ricos e desprezar os pobres», o que constitui a definição do ressentimento. Naquele caso, o ressentimento era antes de mais sentido pelo professor, licenciado com diplomas de segunda ordem, enquanto os colegas tinham vindo de melhores universidades. O ressentimento era sentido também por muitos alunos e alunas, invejosos dos que tinham melhores notas ou melhores carros ou melhores roupas, das que eram mais bonitas e dos que eram mais atléticos. Como ninguém tem tudo, a semeadura do ressentimento encontra campos férteis. E assim os perdedores de sempre, os tímidos, os incapazes sentiram-se fortes em grupo e foram eles quem forneceu à turma a estrutura embrionária das tropas de choque.
Se  tivesse começado a espalhar-se pela cidade, o fascismo de A Onda fora gerado dentro das paredes de uma sala de aula e mantinha na escola a sua base de sustentação. Foi a estrutura escolar que forneceu o quadro daquela experiência. O professor não inventou uma nova relação com os alunos, apenas deu outro rigor e marcou de outro modo a hierarquia subjacente à vida da escola. Normas, submissões e comportamentos que no cotidiano aparecem de maneira dissimulada passaram para o primeiro plano e preencheram toda a cena. Ainda aqui o filme indica um dos mais importantes caminhos para a análise do fascismo, porque entre as duas guerras mundiais o fascismo jamais poderia ter ascendido e imperado sem o quadro prévio que lhe fora fornecido pelo liberalismo burguês. Compreenderemos o mecanismo básico do fascismo se soubermos que ele foi uma revolta no interior da ordem, não contra a ordem − ainda que,  em alguns casos, pudesse tê-la derrubado depois. Do mesmo modo, aquele fascismo escolar surgiu no interior da hierarquia docente e contou com a proteção discreta, embora significativa, da diretora da escola, numa ocasião em que o barulho dessas estranhas aulas começou a incomodar os professores conservadores que davam aulas ao lado. 

E na perspectiva dos tempos livres vemos que a escola não foi o único quadro constitutivo do fascismo de A Onda. Os pequenos grupos informais existentes entre os alunos, as minúsculos gangues de esquina que alguns deles formavam nos corredores da escola ou nas ruas da cidade, foram mobilizados para influir no grupo mais vasto, e ao mesmo tempo que perderam a sua identidade contribuíram para dar ao movimento uma identidade única e coesa.

É importante ressaltar que não estamos isentos de sermos mergulhados num regime totalitário,pelo contrário,é muito simples,surge a partir de uma ideia e essa mesma ideia se for comum à um pequeno grupo,pode crescer em tomar proporções inimagináveis.
Bom,assistam! É excelente!
Ps: Leitores,queridos,desculpem pelo tamanho,mas é que quando o assunto tem tantas vertentes não consigo me conter rsrs. Desculpem mais uma vez.
Beijos e abraços,
marilimab.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Locadora

Neste domingo fui à locadora com minha prima para que ela locasse um filme que estava querendo faz um tempo e como este é um dos lugares que eu mais me sinto em "casa",fiquei lá olhando na minha sessão predileta e acabei achando um dos que eu sempre procuro e nunca acho.Esse para mim é um dos melhores filmes que já vi em toda minha vida(está bem que não tenho tanta idade assim,mas vocês entenderão quando assistirem/se o fizerem).Um legítimo romance para se deleitar ao som de uma belíssima trilha sonora.


O nome do dito cujo é: Orgulho e Preconceito(Pride and Prejudice)


Bem,inspirado na novela de Jane Austen,é um romance que é ambientalizado na Inglaterra do começo do século XIX,uma família rural composta por cinco filhas(Elisabeth[Lizzie],Jane,Mary,Catherine[Kitty] e Lydia) e seus pais Sr. e Sra. Bennet.Vivem em uma modesta fazenda que será herdada por um primo(Sr. Collins) por isso as filhas tem que se apressar para casarem antes que o pai faleça ou ficarão na miséria.No entanto, Elizabeth, a personagem principal, está decidida a não se casar, a menos que seja compelida por um amor verdadeiro.



Sr. Bingley, um solteiro rico que mudou-se recentemente para Netherfield, uma grande casa nas redondezas, é introduzido à sociedade local em um baile, juntamente com sua irmã Caroline e seu reservado amigo Sr. Darcy, que "possui metade de Derbyshire". Bingley se encanta com a bela e gentil Jane, enquanto Elizabeth passa a ter antipatia por Darcy, depois que ele recusa friamente suas tentativas de conversa e acaba ouvindo-o dizer a Bingley que "ela não é bonita o suficiente para tentá-lo". Quando Jane fica doente durante uma visita a Netherfield, Elizabeth vai visitá-la.
Mais tarde os Bennet são visitados pelo Sr. Collins, um pomposo ministro que não fala de nada além de sua patrona, Lady Catherine de Bourgh. Entretanto, o belo e chamorso tenente Wickham, da recém-chegada milícia, captura a atenção das garotas; ele critica Darcy, dizendo a Elizabeth que ele o enganou com relação à sua herança. Em um baile em Netherfield, Elizabeth, surpresa por sua rápida aparição e pedido, aceita dançar com Darcy, mas diz para sua melhor amiga Charlotte Lucas que havia "jurado detestá-lo por toda a eternidade". Durante a dança, ela o trata com sarcasmo e ele responde na mesma medida. Eles se concentram tão completamente um no outro que os outros convidados "desaparecem" até o fim da música.
No dia seguinte, em Longbourne, Sr. Collins pede Elizabeth em casamento, mas ela não aceita. Isso causa uma crise nervosa em sua mãe, mas ela tem o apoio de seu pai. Quando Bingley retorna inesperadamente a Londres, Elizabeth manda que Jane vá até a casa dos seus tios, também em Londres, para não perder contato com ele. Depois disso, Charlotte conta a Elizabeth que vai se casar com o Sr. Collins, por que ele pode oferecê-la uma situação financeira estável e por está numa idade considerada avançada para as moças solteiras.
Meses mais tarde, Elizabeth visita os Collin em Rosings, propriedade da arrogante Lady Catherine; eles são convidados para jantar na mansão, onde encontram Darcy e o coronel Fitzwilliam, sobrinhos de Lady Catherine. Nesse encontro, Darcy demonstra um maior interesse em Elizabeth, especialmente quando ela replica as perguntas de Lady Catherine sobre sua família de forma espirituosa. No dia seguinte, o coronel Fitzwilliam acaba contando para Elizabeth que Darcy havia separado o Sr. Bingley de um moça cuja família não tinha sido considerada apropriada, que ela sabia ser Jane. Distraída, ela corre sob a chuva; Darcy escolhe esse momento para a seguir e pedir em casamento, dizendo que a ama "ardentemente", apesar de sua "posição inferior". Elizabeth recusa, citando o seu tratamento com Jane e Bingley, e Wickham, e eles discutem. Ele a procura mais tarde, apenas para entregar uma carta, que explica suas atitudes. Na carta, ele revela que julgou mal a afeição de Jane por Bingley, e expõe Wickham como um jogador que gastou toda a herança que o pai de Darcy, que o considerava como um filho, deixou para ele e a quem negou mais dinheiro; ele também cortejou a irmã de Darcy, Georgiana - na época com 15 anos, na tentativa de obter sua herança de 30.000 libras,desaparecendo depois disso ao saber que não receberia nenhum tostão.
Elizabeth não conta nada a Jane. Em vez disso, os Gardiners levam Elizabeth para uma viagem a Peak District, e eles visitam a casa de Darcy,Pemberley. Elizabeth fica atordoada com sua riqueza, e só ouve coisas boas dele de sua governanta. Acidentalmente, ela encontra com Darcy - que ela achava que não estava em casa - e ele a convida para conhecer sua irmã. Georgiana e Elisabeth gostam uma da outra instantaneamente. Mais tarde, Elisabeth descobre que sua irmã mais nova, Lydia, tinha fugido com Wickham, ela chora e conta a notícia para seus tios e para Darcy, antes de voltar para casa. A família acredita que chegará a ruína por ter uma filha "desgarrada", mas logo ficam aliviados por saber que o Sr. Gardiner tinha encontrado os dois em Londres, e que iam se casar. Mais tarde, Lydia conta acidentalmente a Elizabeth que Darcy que os havia encontrado e tinha arcado com seu dote.
Quando Bingley e Darcy voltam para Netherfield, Jane aceita a proposta de Bingley de casamento. Na mesma noite, Lady Catherine visita Elizabeth de surpresa e insiste que ela renuncie a Darcy, já que ele irá supostamente se casar com sua filha, Anne. Elizabeth se recusa e, sem conseguir dormir, vai caminhar nas charnecas ao amanhecer. Ela encontra Darcy, que também não dormiu, após saber o que sua tia havia feito. Ele admite que ainda a ama, e Elizabeth aceita casa-se com ele,sobe o nascer do sol,numa manhã fria,ela beija a mão dele. Mr. Bennet dá o seu consentimento depois que Elizabeth assume para ele o seu amor por Darcy e ele diz que não há nenhum outro rapaz que a mereça mais.
Protagonistas:
Elisabeth Bennet vivida por Keira Knightley;
Fitzwilliam Darcy vivido por Matthew Macfadyen.


Beijos e abraços,
marilimab.

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