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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Mais um na multidão

Li numa rede social “não há nada pior que se sentir sozinho mesmo estando cercado de gente” e é a tecla que eu sempre bato: de que adianta estar num relacionamento, mudar o status de relacionamento e continuar se sentindo só.

Quando eu era mais nova tinha mais aquele anseio de estar sempre rodeada de pessoas, talvez pela minha natureza extrovertida e pela memória afetiva da minha família barulhenta, inclusive saudades disso.

Mas, à proporção que fui crescendo, amadurecendo, certas crenças são desfeitas e o véu da ingenuidade é retirado (muitas vezes) bruscamente, percebi que o que desejo é uma companhia de verdade, alguém que esteja realmente para mim e eu para ele, independente do que for, não só para postar fotos bonitas e legendas melosas (nada contra, as adoro, por sinal). 

O que importa é ter com quem contar no final da estrada. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Inteligência emocional ?

O título desse post talvez tenha feito você pensar que se tratava de um post de algum/a coach com especialização em inteligência emocional, sim? Ou que eu havia extraído de algum texto afim, algum trecho, mas não. Na verdade é uma tentativa de ser minimamente coerente.

É sabido que o tempo é cruel, a velocidade com que ele passa, não é justo. E nem estou me referindo aos entes queridos que perdemos ao longo da vida, estou me referindo especificamente às lembranças felizes e a sensação boa que elas nos trazem, que, no afã de viver tudo ao mesmo tempo, elas se esvaem tão rapidamente. 

E, na confusão do dia a dia, quando estamos com o coração machucado ou com os pensamentos nebulosos, é muito mais fácil recorrermos às lembranças infelizes que vivemos. E qual seria a razão disso? A resposta talvez esteja no sentimento que tal memória nos traz e não ao motivo necessariamente. De ser abandonada, por exemplo.

Um dos meus desafios pessoais tem sido me manter com os pés firmes no aqui e no agora, nos dias felizes que construí apesar dos dias tristes, todavia, confesso que não tem sido fácil. Não sei se posso atribuir essa piora ao ano que estamos atravessando ou se ao amontoado de sentimentos que me permiti sentir, o fato é que amadureci mais nesses quase 11 meses do que nos últimos 4 anos. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O (quase) fim de uma era

Tenho observado com frequência a ansiedade quanto ao fim da década, sendo que, como apontado oportunamente por uma amiga, uma década termina em 0, logo apenas em 2020 será encerrada a década propriamente dita. 
O que quero dizer com isto é: ansiedade. Ansiedade que 2019 acabe, ansiedade porque 2020 está batendo na porta e muitas coisas não foram realizadas ou concluídas. 
A internet está lotada de memes acerca do assunto e não é para menos o "fim" sempre assusta, a mudança mexe com os recônditos do consciente e do inconsciente. 
Esse ano, em particular, me ensinou muitas coisas, acredito que estava mais consciente diante das avalanches e até às mais singelas mudanças, refletindo mais do que apenas deixando passar sem entender os processos.
Processos. Bem, eles realmente fizeram e ainda estão fazendo o meu ano, acredito que sem cada um deles eu não estaria me encaminhando para um estado de maior atenção ao que estou vivendo, à mim.
O que 2019 te ensinou ou que ainda está ensinando?

segunda-feira, 19 de março de 2018

Pressão de ser "alguém"

Bom, se tu já tens mais de 18 anos é bom ir se preparando para as cobranças porque elas nunca mais deixarão de incomodá-lo(a). 
Há uma crença equivocada de que ao se completar 18 anos adquire-se o total controle da sua vida, a famosa independência. Mas, o que não lhe contam é que essa famigerada liberdade só será entregue  quando puderes se sustentar (em todos os sentidos!) e que de nada adianta completar mais uma primavera se tu não sabes o que fazer com todas as implicações que dela advêm.
Não, eu não tenho mais dezoito anos, caro leitor.
Não sei se gostaria (HELL NO!) de tê-lo novamente, estou feliz com as minhas conquistas e fracassos. (!!!)
Do alto dos meus VINTE E QUATRO ANOS (sei que não é muito, para alguns), experienciei momentos que estão ajudando a construir a mulher que quero ser, afinal todos estamos inacabados, não-terminados, insatisfeitos com algo que ainda não conseguimos conquistar, sempre querendo mais por mais distante que pareça estar.
Estou num momento de novas descobertas, de estreia no mundo de "gente grande", aquelas pessoas míticas que quando criança achava que fossem muito mais velhos e sábias.
Sabe de uma coisa? Não é nada disso. Não me considero sábia tampouco velha, talvez menos ingênua, uma vez que desmitifiquei muitas coisas que me contaram, confirmei outras tantas e simplesmente me sinto honrada dos passos que estou dando, da feitura da minha vida, sabe essa sensação?
Essa paranoia de atingir o inatingível, de preencher as expectativas alheias, é o caminho mais rápido para frustração e quanto mais cedo perceberes isso, melhor.
Se preocupe em se encontrar na vida, sem a pressão de ser isso ou aquilo, tente manter sua saúde mental, ser feliz apesar dos obstáculos e perceber que são os tropeços que te tornam um bom navegador.
Mar calmo nunca fez bom marinheiro.  Não é assim que costumam dizer? Pois bem.

Era isso.

XXXX

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O tal do autoconhecimento


Para começo de conversa, esse tal do autoconhecimento é difícil pra CACETE (desculpem a expressão). E como é.
Venho tentando atingi-lo desde os meus...sei lá... desde que comecei a criar um pouco de juízo, porém sempre acontece alguma situação que puxa nosso tapete e diz que ainda não aprendemos tudo e que precisamos dar uma baixada na nossa bola - pelo menos comigo é assim (se não é com você, foi mal rsrs). 
Na última semana ocorreu uma situação que deu uma rasteira certeira no meu ego, daquelas que sacodem e dizem "não é bem assim, baby". Pois é.. A minha sorte é SEMPRE estar próxima de amigos (as) maravilhosos porque se não fosse Carol lá... Provavelmente teria ido embora na hora ou no mínimo deixaria nítido no meu rosto que não estava nada bem. 
Sei que você, caro leitor, não deve estar entendendo, mas tente imaginar uma situação que você tenha vivido, que tenha te feito repensar sobre o que você quer da vida, seja um relacionamento ou mesmo um resultado ruim numa prova da graduação, mestrado ou mesmo do ensino médio. 
Acredito que a grande questão é que achamos que sabemos o que queremos e o que não queremos, e talvez saibamos, todavia a vida é movimento e isso faz com que mudemos o tempo todo, para tanto  é preciso tempo para se reajustar a esses novos anseios. E não, não há nada de errado em demorar para entender o que se passa contigo. 
Ás vezes sinto como se estivesse nadando contra a correnteza e a fadiga me atingiu então a maré foi mais forte que eu e me trouxe de volta à praia. Noutras tantas estou no meio do mar e ele está calmo (assim como meus sentimentos e pensamentos) e assim consigo navegar novamente. 
Saiba identificar em qual desses momentos você está vivendo e tente (apenas tente) ver serenidade no meio desse (aparente) caos. 
Beijos,
M
P.S. Prometo tentar voltar mais vezes.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sobre ser intensa



 Incrível que quando o universo conspira, não tem jeito. 

Ontem estava conversando com minha prima e estávamos justamente falando sobre o conteúdo da foto. Falava que inevitavelmente há um fator identificador em todos aqueles por quem nos interessamos, seja uma característica física ou da personalidade.
E o que realmente me interessa é a pessoa falar sobre chuva de meteoros (que ocorreu ontem),sobre formigas ninjas (só um exemplo esdrúxulo, gente rsrs), sobre seus medos mais engraçados, sobre ter acordado de madrugada e confundido o guarda roupa com a porta e ter feito xixi lá mesmo, sobre o perímetro da lua, sobre a fórmula da penicilina, sobre ter um sinal do tamanho da Oceania próximo da bunda, enfim... como minha prima falou,"Tu gosta de pessoa que te agregue" e ela tá certa, pois é exatamente isso. Não tô dizendo que só os caras ditos "cultos" é que são interessantes, pelo contrário (conheci alguns que eram um pé no saco), mas que não são apenas os amassos que contam, sabe?


É o que você tem a falar e principalmente o que escolhe falar. 
Tá na forma de responder a uma simples mensagem instantânea. São essas coisas que tocam ou não.
É o cara dizer prefere o Caetano ao MC Biel e lá pelas tantas começar a cantar "ôh, tô chegando hein! ôh, que que isso, hein? coisa louca". 
É dizer que minha forma de pensar não é linear e nem por isso me corrigir. 
Assim como no print ao lado, gosto de gente com profundidade, que fala com a emoção de uma mente confusa. Não quero saber de 'e ai'. 



Fui!
Beijos e abraços,

M. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Eu não sei lidar

O título deste post é o nome do livro do Lucas Silveira, que hoje está na pré-venda no site da Saraiva (quem tem interesse, go go!). 
Sim! Ainda admiro o trabalho dele! Ao contrário dos que pensaram que eu teria deixado esse sentimento de lado, a resposta é não.

O livro é em palavras dele "este livro é uma espécie de farol, só que ao invés de marcar o ponto de chegada, é um farol concebido para iluminar o que ficou para trás. É por isso que ele revela não apenas “a história” escondida nos versos de cada canção, mas também o que liga cada uma delas e o que faz deste conjunto uma obra inteira, uma narrativa musicada de memórias fragmentadas.
Aqui, cada canção funciona como um pequeno ponto luminoso. A cada página, essa luz vai desvelando algo inesperado. Relatos do universo da música e sua trajetória profissional de repente se misturam com lembranças da vida pessoal, da infância, e desembocam em dilemas que geraram grandes histórias. E aos poucos é possível ver formar-se um caminho."

Gente, eu esperava que ele publicasse os textos dele em algum momento da vida, mas eram apenas pensamentos, e não é que ele conseguiu?! Parabéns! Que seja um sucesso como tudo o que ele faz!

ps. Se quiserem me dar algo de presente, já sabem, hein? Super dica!!

Beijos e abraços,

Marina.


segunda-feira, 16 de março de 2015

Recomeço

Guess i'm free. Totally. Thanks God. Although i'm so afraid because i spend some months thinking about others things when i should be thinking about myself. 
Like I'm not a drama queen, so come on let's get started the week. :))


sábado, 19 de abril de 2014

Pimenta nos olhos dos outros é refresco

Quando estava no ensino médio,conheci uma garota chamada Júlia, nunca fomos amigas apenas conhecidas, porém simpatizava com ela, me transmitia uma luz boa( não, eu não sou exotérica,nem mística,mas essas coisas são bem legais de certo modo). Foi então que ano passado soube que essa garota tinha falecido,não por causa natural ou doença, mas porque ela tinha tirado a própria vida. Fiquei horrorizada! Uma garota de 17 anos, linda, com toda uma vida pela frente tinha se matado assim? Era muito egoísmo para uma pessoa que me transmitia tanta coisa boa.
Na verdade ela estava sendo vítima de chantagens virtuais, e o chantageador era um ex que havia filmado-a enquanto tiveram relações sexuais. - Não filmem e não deixe serem filmadas! Hoje ele é o amor a sua vida, amanhã pode ser o seu chantageador. Não é paranoia, é um conselho. Momentos como estes não precisam ser filmados. - O vídeo deles se espalhou como viral e muitas pessoas viram, ela não aguentou os julgamentos, as palavras de ofensa, a vergonha que fez a família passar e resolveu aliviar o sofrimento de todos. Ela só não teria como medir que ao fazer isso, mataria todos de uma só vez.
Certa vez Durkheim disse que o suicídio é o atestado de que uma determinada sociedade ou instituição, a família por exemplo, falhou, e, portanto choca tanto. Ele tinha toda a razão.
Fico me perguntando, se a sociedade fosse menos hipócrita se isso teria acontecido,com certeza não. Hipocrisia sim porque todo mundo sabe que os jovens iniciam sua vida sexual mais cedo, que por estarem numa fase de descobertas não sabem o que fazem, nem com quem fazem. Estão descobrindo o que gostam, o que querem e quem são, como alguém tão imaturo pode ser culpado por se descobrir? Não sou a favor de que meninas muito novas saiam por ai transando com o primeiro ou primeira que encontrarem na rua, e por isso as mães DEVEM ensiná-las ou elas vão aprender sozinhas. Não adianta ficar oprimindo, fazendo-as vestir roupas compridas ou institucionalizar o sexo após o casamento. Não vai rolar! Ela vai casar com o primeiro só para poder transar e não se sentir tão culpada e vai aguentar um casamento falido porque disseram para ela que tinha que ser para vida toda. Desculpe dizer, mas não estamos mais no século XVIII e já faz tempo isso.
Talvez se o garoto não tivesse espalhado o vídeo, ou se alguém tivesse prestado atenção ao comportamento que a Júlia vinha apresentando seria tudo diferente, porém isso nós nunca iremos saber. Viver na pele são outros quinhentos, não é? Protejam seus filhos,eduque-os e preste atenção a cada suspiro diferente que ele der, muitos não conseguem falar o que sentem de uma vez, mas quem sabe aos poucos, ganhando terreno ele fale o que está incomodando. Ok?

Beijos e abraços!

PS.: Boa Páscoa para todos!! Que o recomeço recomece a cada novo abrir e fechar de olhos para todos nós!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Só o que importa

O que se leva dessa vida é a vida que se leva. Certa vez escutei essa frase numa telenovela e fiquei com ela na minha cabeça por algum tempo e para mim não fazia muito sentido. Eu devia ter uns 14 anos e não me questionei muito.
Hoje entendo essa frase e levo comigo sempre porque não importa o que aconteça com você, quem você esbarre pelo caminho, o que importa é o modo como leva a vida. E sabe do que mais? O que importa mesmo, é o que você decide guardar dentro de você. A sua bagagem.
Creio que por ser final de ano todos nós façamos um "check up" mental, uma retrospectiva sobre o que aconteceu. Fiz isso em novembro e percebi que não importa se eu não esteja com o príncipe encantado do meu lado(ainda!), ou se ainda não tenha o emprego dos sonhos(ou emprego nenhum), eu conheci tanta gente boa esse ano. Pessoas que me passaram tanto energia positiva(a maioria delas!) e que sei que vou levar comigo seja em lembranças, seja cotidianamente.
Quando falei que a gente decide o que guardar, quis dizer que por mais coisas ruins que tenham acontecido contigo, você pode treinar sua mente para encarar isso de modo que o saldo positivo se sobreponha ao negativo, que é o que a gente vê enquanto aquele acontecimento está fresco na mente. Mas ele tende a esfriar e quando a mente acalma, tudo se acalma.
Sempre fui um pessoa muito estressada, aquela do "quando não é 8 é 80", porém ultimamente tô tentando ser mais zen, ser calma e a aprender a encarar com leveza os intemperes da vida, porque o que importa não é onde você quer chegar, e sim o modo como você chegará.
Por isso quero que quem quer que esteja lendo esse post, veja que há mais beleza do que tristeza na vida e lembre-se sempre que o que se leva dessa vida é a vida que se leva.

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