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sábado, 5 de dezembro de 2020

pés descalços

Os meus últimos ciclos menstruais têm me deixado extremamente reflexiva, especialmente nos últimos dias tenho pensado bastante.

Pensado se tenho sido tola por me jogar sem para-quedas numa história que, desde o princípio, qualquer um/a teria pulado fora antes de sequer começar.

Mas, há muito não me permitia viver assim, de olhos fechados e coração aberto, com todas as consequências possíveis.

De início a surpresa desse encontro foi o chamariz, porém não foi a única razão que me fez permanecer, mas também a admiração e a sensação palpável quando estávamos juntos, e, principalmente o fato de parecermos tão conectados, até nas roupas – risos.

Um ano após aquele primeiro beijo inesperado, cá estou, vulnerável, com todos os sentimentos à flor da pele.

Não me arrependo de ter mergulhado sem reservas, mas como é maluco não ter controle dos próprios sentidos, hein?

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Hoje eu acordei apaixonada.




Acordei com meu celular tocando, era a moça dos móveis dizendo algo que àquela hora da manhã era difícil de entender sem tomar café antes, apesar de ter acordado abruptamente, olhei para o céu e estava especialmente lindo, senti meu coração leve e fiquei pensando sobre o dia de hoje, o dia dos namorados e da minha relação com ele através dos anos.
Já vivi sensações diferentes. Passei alguns anos namorando e me sentia obrigada a comprar presentes, a fazer isso ou aquilo, claro que também fazia porque queria, mas era como se aquela obrigação de comemorar e demonstrar ficasse no ar, sabe? Noutros passei me sentindo muito mal porque a data era uma espécie de constatação da minha incapacidade de manter um relacionamento, embora eu soubesse que não era nada disso era assim que as pessoas me faziam sentir, já passei sem ligar pra data.
Nos últimos anos, em particular neste, não obstante ao momento que estamos vivendo, não sei se tem relação com a lua em peixes, mas acordei inexplicavelmente apaixonada, como quando era adolescente e costumava acordar assim (quase) todos os dias.
Não que meu coração esteja imune, porém o sentimento de hoje não tem relação nenhuma com ninguém, é mais um sentimento de gratidão por estar viva, por ter tantas pessoas especiais ao meu lado, por me sentir imensamente amada e principalmente por conseguir sentir, me entregar, me jogar fundo numa relação por mais que o fim nem sempre seja feliz e isso me dá fôlego para viver porque a vida a única certeza que a gente tem é do hoje, do agora, portanto, se joga!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

TAKE ME TO YOUR RIVER

Leon Bridges tocando nos fones de ouvido e você me veem a mente, aquele dia em que a gente trocou olhares e parecia que o tempo tinha congelado.
 As pontas dos nossos dedos tocando a pele um do outro, minha respiração colada na sua, era como se respirássemos o mesmo ar por alguns instantes.
Nesses momentos de recordação parecia que você ainda estava aqui do lado esquerdo da cama, ainda conseguia ouvir você reclamar de que eu te deixava dormir demais, que ia perder a hora ou quando você reclamava que eu tinha que sair tão cedo.
O refrão tocando em looping na minha cabeça, “take me to your river”, você sobre mim, suas risadas misturadas as minhas, o suor, o calor do beijo mesmo naquele temporal de fevereiro.
Ah! O que eu não daria para ter aqueles minutos, hora, não sei, de volta?
“Me leva de volta para o seu rio”, eu implorava, mas você não parecia se importar. Nem em meio aos meus prantos e tentativas quase inaudíveis de dizer que não ia aguentar vê-lo sair da minha vida.

Assim que a música termina, a lembrança de você se esvai e eu lembro que preciso seguir adiante, terminar o que ainda não terminou dentro de mim e viver. 

Foto: @cometacavalo

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Câncer em peixes


Esses dias parei pra refletir enquanto colocava umas peças de roupa na lavadora. 
Cheguei à conclusão de que pela primeira vez na minha vida a ideia de estar aberta às possibilidades do amor não me assusta, pelo contrário. Sinto meu coração leve como nunca, e, ao contrário da minha cabeça a mil por hora diz, não preciso me preocupar com relógio biológico tampouco com pressão familiar. Na hora certa hei de reconhecer meu par dentre tantos na pista de dança da vida e o encontro vai acontecer. Assim. (Sempre há a possibilidade desse encontro já estar em nossas vidas e a gente não ter reparado). 
Que, está mais do que na hora de eu oportunizar ao meu coração a oportunidade de se entregar de novo, de tirar as teias de aranha sentimentais, de se entregar de novo, sem medo de ser feliz e de se decepcionar de novo porque isto é inevitável quando se toca. 
Talvez a culpa desse meu otimismo seja de câncer em peixes ou apenas do meu jeito de ser.
Vamos nos permitir amar de novo, amar um pouco, que seja por um cappuccino, por uma pasta, pela risada dos amigos... vamos amar! 


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Joguinho? Nem de videogame eu gosto

Há quem goste de fazer mistério e há quem prefira ser objetivo. Eu, com toda a certeza, estou no segundo time. 
Costumo abordar esse assunto em roda de amigos e ouço bastante reclamação tanto da ala feminina quanto da masculina em relação ao "joguinho". 
Essa forma de "demonstrar" interesse com desinteresse. Demorar a responder uma mensagem para não parecer que está querendo muito, mas também não demorar tanto para não parecer que está desinteressado.  - Qual seria a medida exata, então? 
Olha, para mim isto é simples: Se olhei um rapaz e o achei interessante, digo a ele, se não quero digo também. Nada mais injusto do que prender alguém à você por ego ou seja lá o que for. 
Quando se quer alguém de verdade não há espaço para fingir desinteresse ou julgar a conduta do outro. 
Claro que devemos controlar a ansiedade, pois as relações precisam de tempo para maturar. No entanto, ultimamente essa pressa em viver tudo que há para viver (Lulu Santos feelings) está suprimindo a fase de conhecer o território, de conhecer melhor o outro, de desnudar a alma porque ao mesmo tempo em que fingimos desinteresse querendo dizer que estamos afim, não queremos perder tempo "esquentando banco", estamos em constante busca pela próxima paixão efervescente. E quando as bolhas se esvaem, acaba também a relação que nem havia sido construída. 

Uma dica: Se você quer alguém, demonstre. Se ele ou ela não entender dessa forma, o problema obviamente não é contigo e sim com o outro que perdeu a sensibilidade de se relacionar com o outro. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DIAMANTE BRUTO LAPIDADO PELA VIDA


Meu avô foi um homem simples, não teve acesso à educação como eu e os seus demais netos tiveram, mas nem por isso ele deixou de ser uma das pessoas mais inteligentes que conheci na vida.
Todas as vezes que ia vê-lo, ele estava sentado lendo um livro ou uma revista e sempre gostava de compartilhar suas ideias, por mais que eu não entendesse o que ele queria dizer de pronto, no final fazia sentido. Ele costumava falar através de metáforas, de parábolas, de enigmas, de frases intrigantes que só ele era capaz de proferi-las.
Fazem 04 (quatro) meses que o devolvemos para Deus, e ao mesmo tempo em que parece que foi ontem que falei com ele pela última vez, parece que faz muito tempo que não o vejo.
Hoje eu queria muito dar um abraço apertado nele, daqueles em que ele dizia que eu ia quebra-lo (felícia feelings). <3 o:p="">

A saudade, tenho certeza, esta nunca vai passar. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Amar e ser livre

Ultimamente tenho sido questionada (e tenho me questionado) bastante sobre minha vida amorosa (ou a ausência dela rsrs) por algumas pessoas mais próximas e isso me fez pensar sobre alguns pontos. 
Para começo de conversa:  O que é namorar? É ter um parceiro, um relacionamento estável, saudável, que ocasionalmente um dorme na casa do outro, etc.. Certo? Mas esses relacionamentos precisam ter um termo? Digo..precisam ser eternos? 
O modo como as coisas foram repassadas, esse viés religioso engendrado até hoje dita a forma de pensar, isto é, não concebemos a ideia de que um namoro pode ser sazonal, porém porque não desfrutar da companhia do outro o tempo que nos for confortável (infinito enquanto durar já dizia Vinícius) sem a pressão de que a qualquer momento possam nos perguntar sobre nosso estado civil (solteira, casada, união estável...). 
Não quero dizer que eu seja a favor da promiscuidade (o que é promiscuidade afinal?!) ou da banalização do sexo, mas sim que é possível duas pessoas se relacionarem, se envolverem, se amarem sem que um dos lados queira cair fora com medo da outra pessoa se apaixonar. 
Desde quando vivemos em contagem regressiva??? Está bem que não sabemos o que acontecerá a seguir, todavia não é justificativa para a forma como tenho visto acontecer ultimamente. O padrão se repete e as pessoas estão cada dia menos afim de desvendar o mundo do outro e mais interessadas em transar com toda forma humana que há na face da terra. 
Relationship goals ♥
O que eu desejo é que a minha liberdade envolva alguém a ponto desse alguém escolher ser meu parceiro de vida, mas se formos felizes apenas um período...Maravilha também. 
Vamos pensar bem se queremos estar com alguém porque é nossa vontade ou se estamos nos sentindo pressionadas a ter alguém para corresponder aos anseios de A ou de B.

Beijos,

M.


P.S.
FELIZ DIA DAS MULHERES!!


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Nós não fomos feitos para durar

https://br.pinterest.com/pin/570901690245194941/
Na testa dele eu lia “cuidado, frágil” e no meu coração ele achou um prazo de validade vencido.

Nós não fomos feitos para durar e, mesmo assim, entramos no mercado e compramos escovas de dentes para colocarmos no pote do banheiro.
Ele trouxe um pijama para o meu armário e eu levei uma calcinha para a gaveta dele.
Nós sabíamos que não ia durar.
E mesmo sabendo que não ia durar, nós vestimos nossas meias e preparamos omelete às duas da madrugada. Nós inventamos apelidos um para o outro e nomes para os filhos que não teríamos. Nós contamos as moedas do bolso e corremos de mãos dadas até a padaria. Nós dividimos a conta do jantar e a fronha de travesseiro.
Nós sentíamos que não ia durar, então nos abraçávamos apertado durante a madrugada e nos beijávamos de língua antes de escovarmos os dentes. Combinamos de olhar para os olhos um do outro ao invés dos ponteiros do relógio.
Nós tínhamos certeza de que não tínhamos sido feitos para durar, mas também tínhamos certeza de que tínhamos sido feitos para sermos felizes.
E isso nós fomos.
Até o dia em que não duramos mais.
Afinal das contas, ele era frágil e meu coração já tinha passado do prazo.
Duramos mais do que casais que prometeram a eternidade.

(Natália Nodari)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fazer o bem sem olhar a quem

Certa noite estava num Bob’s próximo da minha casa com um amigo querido, quando chega uma moça falando um “boua notche”, logo percebi que ela não falava português e que a tinha visto dias antes na fila do cinema. Ela pediu que ajudássemos (com qualquer quantia que fosse) uma ONG na qual ela é voluntária, a Children’s Joy Foundation que doa alimentos, vestuário e abriga crianças ao redor do mundo. Infelizmente neste dia estava sem muito dinheiro em mãos e meu amigo que desembolsou o que tinha, mas o que me chamou atenção foi o amor ao próximo e o desapego de sair do seu país e desbravar o mundo para conseguir doações para os menos afortunados.
Às vezes sentamos confortáveis em casa e não paramos para pensar nesses anjos que largam tudo para ajudar tampouco nas pessoas que estão passando fome, frio, que não tem onde morar.  
Portanto, resolvi pesquisar sobre essa ONG e descobri que é um abrigo voltado para órfãos, negligenciados e em situação de abandono que oferece programas e serviços através de várias competências em diferentes disciplinas e no tratamento de casos que abordem os direitos de sobrevivência, proteção, participação e desenvolvimento, voltado para medidas preventivas, curativas, restaurativas e reabilitativas para crianças que necessitam de cuidados especiais e proteção para que cresçam e se desenvolvam para uma vida melhor.


Demais links da CJF:


A vida é feita de encontros e este foi um desses bem felizes.
Foi um prazer conhece-la, viu?
Bom, espero que vocês possam divulgar e ajudar a CJF.
Beijos,

Marina. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Em terra de relação fast-food...

... persistir no amor é luxo!

Sim, meu caro, luxo categoria suíte presidencial master! E olha que quem vos escreve é uma garota criada à base de novelão mexicano e muita (mais muuuuuuita) comédia romântica, ou seja, praticamente uma romântica tóxica (risos). 
Exageros à parte (sem exagero, não seria eu)...muito do meu romantismo está diluído na maneira de agir e me importar com quem me cerca. 
Após algumas experiências é quase impossível que não se aprenda algumas coisas, algumas delas talvez a que mereça um grifo é que não é com todo mundo que você pode ser quem é, veja bem é possível pular de bungee jumping sem equipamento? A menos que você deseje morrer, não!! 
Da mesma forma é IMPRESCINDÍVEL preparar o terreno para se envolver com alguém, principalmente neste mundão onde perde-se cada vez mais o interesse em conhecer minimamente o outro, limitando-se a efemeridade de um momento de prazer.
Não que seja errado comer fast-food de vez em quando (muito embora os médicos proibirem terminantemente, mas é aquele velho ditado "o que é proibido..."), afinal todo mundo já passou pela fase do relacionamento fast-food, até os mais puritanos e certinhos, porém com a maturidade a ficha cai (normalmente) e você percebe que é solitário e monótono aquele investimento, aquele papo superficial - no qual você tem que fingir que não sabe o que o garoto quer (é, porque não se pode dizer de cara o que se quer senão corre o risco de você ser taxada de "fácil") - e você acaba percebendo que no fim das contas o que se quer é voltar para casa e dormir abraçado, é ter quem ligar de madrugada só para o outro lado da linha responder um "uhum" cheio de sono e não lembrar o que você tão pacientemente explicou.  
São esses pequeninos momentos que me mantem crédula de que (AINDA) vale a pena investir numa relação futura e aguardar (vivendo, é claro) aquele que vai fazer meu coração parar por um segundo para voltar a bater incessantemente todas as vezes em que ele me olhar. #romanticismdetected

Vou me valer de um trecho do texto "A impontualidade do amor" da Martha Medeiros que diz: 
[...] O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. [...]

E, se eu tivesse que dizer algo coisa para quem estiver lendo agora esse post seria: Seja você! Se ame! Ame seu corpo! Se vista para você! Se divirta! Não rasteje por quem não faz o mínimo de esforço para estar perto de você, destas pessoas só queira uma coisa: distância. 

Beijos e abraços, 

Marina. 


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Todo fim é um recomeço

Olá! 
Já faz mais de uma semana que deixei de comparecer a este recinto,por isso me faço presente através deste texto que me foi enviado pelo querido A.P. (que estava no post anterior), portanto, vejamos:

Desabafo de um jovem ao lembra-se do fim de um relacionamento

Quando eu perdi você pensei que não iria mais viver,
Que tudo seria sem graça sem você,
Mas, foi um ledo engano passei a conhecer um mundo que nunca iria conhecer contigo.
Fui redescobrindo coisas que, por você, para mim não fazia mais sentido.
De certa forma, vi o quanto mudei, quanto cresci e amadureci durante esses quatros longos anos.
Sabe? No começo sempre é difícil, mas a cada dia fui deixando de lado a zona de conforto que você me trazia, isso me fez muito mal (a zona de conforto).
Foi difícil imaginar você longe dos meus sonhos, mas aprendi que também posso construir esses mesmos sonhos sozinho.
Você foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, cada aprendizado, cada momento, não me esquecerei de nada, exceto as coisas ruins.
Poderíamos ter casado e ter nossos filhos, realizar todos aqueles sonhos, mas você quis partir por achar que “o menino nunca mudaria”.
O nosso fim foi o melhor começo que aconteceu na minha vida, pois tudo me fez ver o mundo de outra forma.
E quando vem aquela lembrança de você? De coração eu não sinto mais aquela dor que me deixava em estado de inércia.
Um dia você vai receber algo, talvez nem se lembre daquilo que prometi e quando receber vai lembrar que aquele menino cresceu.


Obrigada, A.P.! Seu texto foi uma verdadeira catarse. E essa moça vai sentir tua falta.Pode crer! 

Beijos e abraços,

M.
 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dos mistérios da vida

Já ouviu uma música chamada "ensaio sobre ela" do Cícero? Não? Pois ouça ou procure por ela nesse exato momento, você vai amar ou odiar, vai saber.
Bom, a música fala da forma despercebida que uma determinada menina entrou na vida e no coração dele e é isso que me trouxe aqui.
É engraçado pensar em como algumas pessoas entram dessa forma, de sapatinho, sem fazer nenhum barulho na nossa vida. Algumas  vezes só para nos desestabilizar. E nem tem como prever a que horas e nem quem será este cristão que entrará nas nossas vidas. Pode ser quem você teve um namorico na quarta série ou um cara no trabalho que, de repente, te manda uma mensagem e você responde, no início, para ver até onde ele vai. E esta atitude leva a encontros e mais encontros e quando você percebe está totalmente fora de controle e aquela mulher madura/autossuficiente da lugar a menina que você nem sabia que ainda morava lá o tempo inteiro.
As borboletas no estômago estão de volta? Sim! Você fica feliz com qualquer coisa? Sim! Se arruma muito muito até porque ele pode ligar e você tem que estar linda. Vai que ele quer me vê agora? Sim! Rsrs
E da mesma forma, ele te diz que conheceu outra e você fica sem reação, da uma bela risada e continua sua vida normalmente. Certo? Errado!
Passa dias comendo feito louca, correndo feito maratonista para desopilar a mente, mas nada tira aquelas palavras da sua cabeça e as mil perguntas que ficaram sem resposta. Sim. As que ficaram sem ser respondidas matam muito mais.
Com o passar dos dias você se da conta que a necessidade dele se expor por todo o canto sorridente é, no mínimo, ambígua, pois qual a necessidade de se reafirmar para o mundo sua (suposta) alegria? Ok, sei o quanto é ótimo gritar aos 4 cantos do planeta "sou felizzzzzz", mas se está tudo bem, meu caro amigo, guarde para você.  Ou não,  como muitos fazem (eu também, tá? Posto minhas loucuras no ig, fb...).
No fim das contas, a menina ensinou muita coisa para a madura. Principalmente que viver é isso, não ter controle de nada e aí está a felicidade.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Poesia ou pornografia?

E carnavalizamos a purpurina que há em cada um de nós na multidão.


Sinceramente não sei a quem pertence essa foto, achei aleatoriamente no instagram porque alguém curtiu, enfim quem souber a quem pertence,por favor comente aqui. 
A frase abaixo da foto é uma intervenção minha para selar o que eu achei tão bem escrito. 
Eis que vai a pergunta: Para você isso é poesia ou pornografia? 
Para um amigo meu é a segunda opção, mas para duas amigas é a primeira. Me vi diante da questão que norteia todo o pensamento masculino, o machismo! Sim, sim! Não me venham dizendo que não é porque é! E não faz sentindo porque é uma coisa tão boba, porque veja bem, uma mulher decidida é algo que deveria ser encarado como a solução dos problemas dos homens, no entanto essas mulheres são vistas como "fáceis" ou alfaces ( gíria que ouvi e ri litros) justamente por saber o que querem(e o que não querem também).
Honestamente sinto pena de quem ainda pensa assim. Mesmo o mais alternativo e moderno dos homens - e das mulheres - ainda guarda dentro de si resquícios desse pensamento provinciano e patriarcalista.
Ok! Não era para ser um texto feminista,mas não tinha como ser diferente,certo? 
Mas vou retornar ao que me deu vontade de escrever: poesia.

Quando vi essa foto imediatamente me veio a música "Todo amor que houver nessa vida" do Cazuza porque é exatamente isso que eu quero para mim:

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida

Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva(...)

Me servindo das palavras dele quero mais: 

(...)Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão

Boca, nuca, mão e a tua mente não(...)

Se isso é pornografia...Devo ser a maior pervertida da galáxia! (Risos)

Beijos e abraços



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

É preciso andar antes de correr

O título da postagem é uma frase dita por Christian Grey que o seu médico costumava dizê-lo, e não vejo outra maneira senão esta de iniciar essa postagem. Pois é caminhando que se chega a algum lugar. 

Eram duas da manhã de hoje, quando acabava de terminar a leitura do terceiro livro da trilogia 'Cinquenta Tons' de E. L. James. 
Ao contrário do que ouvi dos livros, e, especificamente o primeiro, eu amei de cara. Uma empatia instantânea, talvez por minha afinidade pessoal em psicologia, analisar as ações humanas e dotá-las de significado, talvez...
Para começar, a de se convir que os livros não possuem grande requinte literário a espelho de outras obras da literatura inglesa. A de se ter também em vista que muitas dessas obras inglesas foram escritas em outras épocas, o que se precisava ser dito e da maneira como eram vistas nestas épocas. 
Cinquenta Tons é uma leitura que me desafiou desde o primeiro capítulo, porém fui me rendendo à Anastásia, seu jeito atrapalhado e olhar ingênuo que me lembraram de alguém que conheço bem, a mim mesma.
O Christian Grey em grande parte do primeiro livro, me pareceu um cara metido, babaca, acostumado a ter todas as mulheres caídas a seus pés e a seu controle irracional. Sim, ele tem todas essas características citadas, mas o contato com Ana(como ela gosta de ser chamada) vai mudando algo nele(como em a bela e a fera), que no primeiro livro não se percebe tanto quanto no segundo, Cinquenta Tons Mais Escuros. A evolução do personagem é o que me fez amá-lo,porque ele tem 50 tons, 50 máscaras, 50 sorrisos, 50 tudo, mas uma doçura que só é despertada através da Ana. Em 50 Tons de Liberdade, o terceiro livro, há uma parte em que ele diz que ela virou o mundo dele de ponta cabeça e ele não sabia como se sentia com isso porque ele sempre foi um maníaco controlador, foi tão sincero e dotado de uma carga sentimental que não tem como não se envolver, tem?  
O primeiro livro da trilogia trata-se do encontro deles e o instantâneo fascínio mútuo, a relutância dela em aceitar seus sentimentos por ele e vice e versa. Desse modo fica resumido, cru demais, mas a autora amarra essa trama tão bem que me fez não desgrudar um mísero instante do livro a ponto de perder a noção do tempo enquanto lia,não queria fazer outra coisa a não ser me divertir com a Ana e o Grey. 

Claro que não posso deixar de avisar aos desavisados que se trata de uma literatura permeada de sensualidade e hedonismo, mas também dotada de sentimentos puros que as personagens vão descobrindo (Christian em específico). Sentimentos esses que desnudam Christian e explicam, no segundo e no derradeiro livro, os motivos por ele agir de tal modo e a decisão drástica que toma a fim de manter o que pensou que jamais teria, uma relação comum. 
Essa estimulante descoberta dos dois talvez seja o que me motivou a não parar de ler. Ver o quão bonito foi como a autora conduziu esse enredo,me dá vontade de escrever para que ela prossiga escrevendo sobre eles, já era como se eles fizessem parte da minha rotina. -Risos-
Esse texto não se trata de uma análise pormenorizada do livro, até porque não acho de bom tom contá-lo integralmente e estragar a surpresa, e muito menos uma crítica acerca das discussões que a autora criou com seus livros. Até porque na minha apreensão isto serve apenas como pano de fundo para o desenrolar da estória, desse conto de fadas como a E. L. James mencionou numa entrevista à revista VEJA em setembro de 2012, e permear o imaginário do leitor(em sua maioria mulheres) de imagens ditas como erradas, que durante séculos de repressão foram varridas para os recônditos de suas mentes. 
Portanto, não posso evitar o provável julgamento de vários ao lerem esse post, assim como não poderia deixar de escrever.  Enquanto as pessoas viverem subjugadas sob a opinião dos outros e não emitirem a sua própria opinião a respeito das coisas desde as mais ínfimas, nunca poderão ter uma decisão acertada e ponderada sobre o mundo e sobre as coisas. Acredito que só se possa conhecer algo de fato se deixar permitir a isso, e usando as sábias palavras ditas por Padre Claudio na homilia que ele por sua vez tomou emprestado de Madre Tereza, se você julga, nunca poderá amar, pois terá perdido muito tempo. 
Realmente espero que quem leia esse texto, se inspire e leia o que tem curiosidade e não o faz porque o colega disse que era chato todos tem direito de emitir sua opinião, agora você se privar de ter a sua baseada na de outro, aí já é tolice. 
Aaaah! Espero ansiosamente a escolha dos atores para o filme. Postarei aqui assim que decidirem os atores definitivos, pois já mudaram diveeeeeersas vezes (minha ansiedade só aumenta!!). 

Beijos e abraços! 
Baunilha - leiam e entenderão!

Ps. Já sinto saudade das palavras espertas do Sr. Grey e de todo seu charme.
Ps2. Claaaro que vou reler os livros,só vou dar um tempo e quando a saudade bater, será sempre muito bom rever o Sr. Grey e Ana. 


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Tenho postado pouco

Em detrimento da faculdade, que é o meu sonho, bem verdade que há dias em que ela é meu pesadelo, trabalho em cima de prova e pequisa. Ufa! Coitada de mim! Eu, bancando a vítima, pra variar! kkkk
Sim... Achei um texto no blog do Lucas(Silveira) que é bem o que eu venho tentando escrever e não tenho conseguido seja por falta de tempo ou de "tato" com as palavras.
Aproveitem as palavras lindas dele!

Tenho escrito menos
E vivido um pouco mais. A literatura de meus dias perdeu o caráter de micro conto, por isso não mais os tantos posts. Virou romance que não mais se capitula em poucos parágrafos. Muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava, míope, para dentro de mim e nada via senão o nebuloso vulto da ulceração que ainda gritava em vermelho. Precisava encontrar um caminho para a superfície, mas no fundo daquele poço encontrei um par de lentes.
O romance nos desafia a convicção, por vezes tira a paciência, e pode até nos subtrair alguns anos da vida, mas quando é que alguém, por um segundo que fosse, cogitou – a sério – viver sem ele? Nossas aspirações vão, cada vez mais, aproximando-se da realidade; a gente passa a prometer menos, mentir menos, e chega até a achar que, dessa vez, erraremos menos, por julgarmos saber onde escondem-se todas as bombas desse campo minado. Nem preciso lembrar que a única certeza no romance é a de se estar eternamente em apuros, saracoteando as pernas para não se deixar afundar totalmente no obscuro e indecifrável oceano que é a vida daquela pessoa com a qual estamos de mãos dadas.
Em apuros pois é perigoso. É perigoso porque a gente arrisca. E a gente arrisca porque quer. Ninguém nos obriga a viver o amor, mas a gente ama vivê-lo. Ninguém nos obriga a sentir as mesmas dores de novo, mas a gente se quebra em mil pedaços para sentir o prazer na cura. A gente acha que pode viver sem, mas as palavras soluçadas no fim de uma noite ébria evidenciam o que, para todos ao nosso redor, já era óbvio: estamos fodidos.
Em apuros não estou só eu, estamos todos nós, meus caros. Romance é o que se persegue pelas esquinas, que foge à luz dos postes, e ele está bem. Em perigo estamos nós, nesse apuro que reside na nossa urgência em vivê-lo. Vivê-lo, mesmo que torto, inacabado, ferido, precipitado, errado, proibido, ou impossível. Vivê-lo de verdade, com intensidade e sem escudos. Como deve ser, e como inevitavelmente é, quando nosso coração nos dá aquela única e inevitável rasteira que nos faz quicar no chão.
Viver o romance é estar em apuros.
Estou vivendo, e não quero ser salvo.

Lindo, não? Lucas, se você um dia ler meu blog(pense na felicidade da garota), acho que deveria pensar em colocar esses contos em livro, se é que já não pensou já que sua cabeça é a mil por hora. 

Pessoas lindas, eu me apaixono cada dia por tudo o que vejo e principalmente pelo que eu aprendo. Para muita gente a universidade é só um obstáculo a ser vencido,mas eu tentarei e tento extrair o máximo que posso de cada coisa que me é dita pelos professores ou por alunos em períodos a minha frente. A vida é uma travessia tão bonita, é um romance como bem disse o Lucas. Eu encontro o amor da minha vida e não largo dele mais, e a vida é assim, ela é dada a você e não te larga mais, pois então viva, cara!!  Larga de ser frouxo (como todo o respeito) e vive!!
Larga de ser frouxa, Mari! Digo isso a mim mesma todos os dias! A vida é feita para os que tem atrevimento e não pra os que se escondem atrás dos cabelos ou da "maquiagem".        


Beijos e abraços.

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