Páginas

Mostrando postagens com marcador recomeço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador recomeço. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Destruir para construir

Com certeza você já deve ter ouvido falar ou lido em algum lugar que os 30 são os novos 20, sim?

Bom, ainda não tenho trinta anos, mas dada a proximidade, comecei a refletir. 

Se você já frequenta aqui ou já leu algum post sabe que não é preciso muito para me fazer questionar alguma coisa, não é mesmo? Rsrs

Esse papo vai falar basicamente com o público feminino, porém homens sintam-se convidados a puxar uma cadeira e ouvir também, se lhes interessar. 

Desde crianças nós, mulheres, fomos apresentadas a milhares de normas para viver em sociedade e ser uma “boa garota”, a forma de sentar, como responder as pessoas, como cumprimentar apropriadamente, como não falar, como se vestir, como não se vestir, etc. 

O que é importante compreender neste manual de “bons modos” é que todo comportamento que fosse o oposto do que nos foi ensinado geraria uma resposta sobretudo masculina e principalmente sobre como essa espécie do sexo oposto iria pensar a teu respeito. Sim! Absurdo!

Graças à literatura feminista temos compreendido que boa parte (todo) deste manual tem sido parte do mecanismo patriarcal para nos manter nos “nossos” lugares e perpetuar o machismo, capitalismo e todo esse sistema abominável que impera. 

Onde quero chegar com tudo isso? Que leva no mínimo uns bons anos para descontruir todo esse pensamento de que “se eu fizer isso, ele vai pensar aquilo” e até que estejamos atingido nosso “melhor eu” já temos.. o quê?! Trinta e uns, quarenta e tantos? Não sei bem precisar, uma vez que a melhora pessoal é uma conquista diária. 

Derrubando um tijolo por vez destruiremos esse muro que nos separa de quem realmente somos, mas é preciso paciência consigo, entender que terão dias em que vamos regredir, vamos nos sentir inseguras porque foi assim que nos ensinaram a ser, mas que isso não nos define, somos muito mais do que um dia, somos todos os outros tantos dias. 

Você consegue, eu consigo! 

Here we go again and again and again... 

             


quinta-feira, 16 de julho de 2020

Sinais mistos


Inferno astral findando, mas honrando o seu propósito de virar minha vida do avesso e me fazer perder todo o orgulho que eu achava que precisava ter e me deixando na lona. Literalmente.
Não sei se ocorre com os demais signos, suspeito que não, mas os signos de água tendem a ser sensitivos, a perceberem as coisas ao menor sinal de mudança, talvez seja uma forma do caranguejo se prevenir e se esconder na sua “casinha” a tempo.
Nesse sentido, tenho observado, quase como uma narradora-personagem, algumas mudanças nas pessoas à minha volta e nos seus respectivos comportamentos.
Mudanças, principalmente as negativas, me assustam em demasia e depois, de uma situação que experienciei, passei a antecipar esse tipo de coisa.
Eu odeio essa sensação de que não posso fazer nada para mudar, ainda mais em tempos pandêmicos que você mal pode ir pessoalmente até a pessoa dizer o que quer dizer.
repost / trecho música "quando crescer" da Fresno
Para mim não há nada pior que mensagem instantânea, elas são a bênção do século XXI, mas também a maldição.
É como se num clique você eliminasse a pessoa da sua vida, mas e os sentimentos? Para onde eles vão? Para a lixeira como a conversa, com as fotos? E a troca? O que faço com ela? É muito complicado fazer essa transição de tudo para nada.
Quer saber? Não quero aprender a deletar tudo que vivi num piscar de olhos por mais que doa lembrar das pequenas coisas, como das vezes em que fiquei observando sem ser notada.

domingo, 24 de junho de 2018

Por que a opinião dele tem que ter tanta importância sobre o que você pensa sobre si mesma?

Certa vez estava assistindo Sex and the City e num determinado episódio a personagem da Sarah Jessica Parker diz o seguinte: Por que deixamos a única coisa que não temos definir aquilo que somos?  
Não lembro exatamente se era assim que ela dizia, mas se você der um Google rápido vais encontrar essa citação dela.
O que eu quero dizer com ela é que por qual motivo a nossa vida (nossa pq estou inclusa nela assim como todas as mulheres) tem que sempre girar em torno de homem? Por que deixamos que a opinião deles tenha tanta influência sobre nós? Quando a única opinião que conta é a nossa. Pelo menos deveria ser assim.
E isso está relacionado diretamente com a criação, com os mínimos detalhes, padrões que precisam ser quebrados todos os dias.
Às vezes me pego perguntando a mim mesma "se eu mandar tal coisa, o que será que ele vai pensar?", sendo que a pergunta deveria ser "será que eu quero enviar essa mensagem? Estou enviando pelos motivos certos ou estou só querendo reproduzir um padrão?". Com reproduzir um padrão quero dizer, algumas vezes nos submetemos a relacionamentos tóxicos/equivocados para dar algum tipo de satisfação seja pra sociedade ou pra família, quando poderíamos simplesmente estar felizes com nossa própria companhia.
Pra mim importa muito mais o que eu penso sobre mim mesma do que o que um cara qualquer vai achar se eu enviar uma mensagem dizendo que tô afim dele.
Estamos no século XXI ou no XVIII e não me disseram?!
Nunca me esqueço do que uma professora do ensino médio disse em sala de aula, era mais ou menos isso: "Não tenho receio de expressar meus desejos. Sou mulher e posso te-los". Todas as vezes que me pego censurando minhas vontades lembro dela. Jeane é o nome dela. Uma musa feminista. Por mais Jeanes no mundo.

Grande beijo.

M.

domingo, 12 de outubro de 2014

Mesmo se nada der certo

"Begin again" ou "Mesmo se nada der certo", é o nome do filme que estreou 18/09/2014 nos cinemas brasileiros. É o novo filme com a Keira Knighley protagonizado ao lado de Mark Ruffalo e Adam Levine(vocalista do Maroon 5) que eu assisti na madrugada e me diverti muito porque une os elementos que mais gosto : filme e música. 
Achei um texto que fala muito bem sobre as minhas impressões a cerca do filme:
Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again) segue a mesma lógica do filme premiado com o Oscar de Melhor Canção em 2008 - duas pessoas perdidas que se encontram pela música -, mas o faz de forma diluída, trocando a austeridade europeia pela maleabilidade americana. Keira Knightley vive Gretta, uma jovem compositora sem confiança no próprio talento que se vê sozinha em Nova York depois de perder o namorado (Adam Levine) para a fama. Mark Ruffalo é um produtor musical desprestigiado por suas escolhas profissionais e pessoais. Ele a vê tocando sozinha e visualiza o que ela poderia se tornar. Uma epifania ébria que pode salvar os dois.
A cena em que a personagem de Knightley assume o palco e vira objeto de atenção para o produtor toma o primeiro ato do filme. Começa com o ponto de vista dela, insegura, cantando suas desilusões para uma plateia desinteressada. Depois segue a trajetória de Ruffalo até o encontro, em um dia de fracassos sequenciais que culmina em uma resposta do destino. Uma banda invisível acompanha a cantora aos olhos e ouvidos do produtor, em uma das cenas que mostram a música como um personagem, não apenas como condutor narrativo. O mesmo vale para a ideia de gravar na rua o álbum de Gretta, misturando sua voz e os instrumentos aos sons da cidade que a encantara e maltratara.
Essa ligação sincera é o que torna Mesmo Se Nada Der Certo possível: as canções do longa convencem por sua qualidade e seus atores convencem como músicos. As composições de Carney, Hansard e Gregg Alexander (com a colaboração de outros produtores musicais) são definitivas para que a história se conecte ao público. Já Knightley sabe cantar e convence na sua postura de indie pé no chão. Levine, por outro lado, consagrado como músico, não atrapalha com o seu lado ator.
Ainda que leve a momentos catárticos pela música, Mesmo Se Nada Der Certo, assim comoApenas Uma Vez, não é o filme sobre metamorfoses que aparenta ser. O encontro entre seus personagens não transforma, leva à aceitação - eles apenas passam a compreender a própria história. Para Carney, a música leva ao autoconhecimento e esse é o caminho para a evolução.
Retirado de: http://omelete.uol.com.br/cinema/mesmo-se-nada-der-certo-critica/#.VDqQO2ddUmE
O mais incrível que achei foi o que o Carney conseguiu fazer transformar um filme em um filme sem aquele "q" de previsibilidade do início mostrando as duas perspectivas e o final que não parece final e sim uma espécie de começo, de aceitação para a partir de então crescer, começar de novo (begin again). 
Ps. A voz da Keira... uau! Me surpreendeu muitíssimo. Me pego cantando de vez em quando "roses, roses..." rsrs
O importante é recomeçar a cada tropeço, não é mesmo? ;) 
Beijos e abraços! 

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...