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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Nós não fomos feitos para durar

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Na testa dele eu lia “cuidado, frágil” e no meu coração ele achou um prazo de validade vencido.

Nós não fomos feitos para durar e, mesmo assim, entramos no mercado e compramos escovas de dentes para colocarmos no pote do banheiro.
Ele trouxe um pijama para o meu armário e eu levei uma calcinha para a gaveta dele.
Nós sabíamos que não ia durar.
E mesmo sabendo que não ia durar, nós vestimos nossas meias e preparamos omelete às duas da madrugada. Nós inventamos apelidos um para o outro e nomes para os filhos que não teríamos. Nós contamos as moedas do bolso e corremos de mãos dadas até a padaria. Nós dividimos a conta do jantar e a fronha de travesseiro.
Nós sentíamos que não ia durar, então nos abraçávamos apertado durante a madrugada e nos beijávamos de língua antes de escovarmos os dentes. Combinamos de olhar para os olhos um do outro ao invés dos ponteiros do relógio.
Nós tínhamos certeza de que não tínhamos sido feitos para durar, mas também tínhamos certeza de que tínhamos sido feitos para sermos felizes.
E isso nós fomos.
Até o dia em que não duramos mais.
Afinal das contas, ele era frágil e meu coração já tinha passado do prazo.
Duramos mais do que casais que prometeram a eternidade.

(Natália Nodari)

domingo, 23 de junho de 2013

Ah,Itália,Dio Mio!!

Estava com muita vontade de assistir um filme,sempre faço isso quando preciso arejar minhas ideias, e meu irmão sugeriu um de suspense,mas não gosto de assisti só,portanto pensei em procurar filmes que se passam na Itália,pesquisei e entre uma série de filmes achei esse e a sinopse me atiçou a curiosidade. Se chama 'Sob o sol da Toscana',filme inspirado no romance homônimo de Francis Mayes,o qual quero ler urgentemente.
As imagens,a música,a comida tipicamente italiano por si só já vão deixar vocês com vontade de ver,eu espero (:
A história não é clichê,a escritora tinha um marido,carreira e era feliz,descobre que era traída e que o marido na verdade nunca lhe amou. Perde a casa para ele e a amante,vai morar num prédio onde só moram divorciados,fica deprimida e as amigas a presenteiam com uma excursão pela Itália,onde ela compra uma casa por impulso,reforma a casa,vive,enfim... se eu disser mais vou contar todo o filme e não terá graça.
É um filme que me fez ver que às vezes a nossa vida só está como uma torneira com tubulação enferrujada,basta trocar a tubulação e a água vai jorrar! Vai sim,acredita! 
Cai entre nós,os italianos...são de tirar o fôlego,não?! Risos.
Uma boa noite ou bom dia se estiverem me lendo do Japão! Risos.

Beijos

Ps. A boa receita para a autora do livro e para a protagonista(são a mesma pessoa ^^) é comida,amigos e sol.
Ps2. Quando eu for à Itália com toda a certeza irei conhecer a região da Cortona,Toscana,onde fica a casa que a Francis comprou. 
Ps3.  Quero conhecer o local onde o senhor todos os dias ia colocar as flores e sentir o aroma daqueles campos floridos! Si Si!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Deleite da madrugada

Falar é completamente fácil,
quando se têm palavras em mente
que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.
(Drummond)
Quando leio esse poema do Drummond penso naqueles amores avassaladores nos quais você mal conhece a pessoa e quando ela aparece seu coração bate como uma escola de samba,o coração vai até à garganta,o pulso acelera e você não consegue dizer nada do que pensou em dizer,coisas inteligentes,cultas,poéticas ou até aqueles verdes básicos para saber do que a pessoa gosta e na hora só sai bobagem e você fica sem graça pensando que o cara tá te achando a maior sem noção do pedaço. Rsrs - Imaginação fértil essa que eu tenho,não?

Boa noite para todos os fofos que ainda habitam nesse meu cantinho!
Beijos e abraços

Ps. Ver filminho aqui ;)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Felicidade tem conceito?

Felicidade é qualidade ou estado de feliz; ventura, contentamento.
Feliz é o ser ditoso, afortunado, venturoso. Contente, alegre, satisfeito. Que denota, ou em que há alegria, satisfação, contentamento.
A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los.
Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do auto conhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
A teoria do psicodrama mostra que desenvolvendo respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria, ajuda na busca dessa sensação. Construindo-se enquanto indivíduo, realizando e sentindo a felicidade.
Alguns aprenderam a não ter vontade própria. Só sabem realizar a vontade dos outros, projetos pelos outros, não têm suas próprias respostas, mostram-se carentes e inseguros. Só conseguem agir quando tem garantia, segurança e estabilidade do resultado.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração pela derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a presidência. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.
A maneira de ser de muitos, é pura representação. 
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam sua vocação, sua capacidade, e não queiram vestir uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Se o indivíduo conseguir identificar sua vocação e habilidade, buscar suas realizações com essa base conhecerá a sensação de ser feliz. Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente.
Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar ai, a defesa contra uma auto avaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são  individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz.
A busca é por mais momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer limite, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade.

Retirado: http://www.homemdemello.com.br/psicologia/felicidade.html

Beijos e abraços felizes,

marilimab.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Frase do dia


"Você pode se lamentar muitas vezes por ter pronunciado uma palavra indelicada,
mas nunca por ter pronunciado uma palavra bondosa" (Bert Estabrook)







Beijos e Abraços,

marilimab.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Todos

Todos os dias me deparo com o ser e o não ser de Hamlet,ou seja,o ser vivo e o não vivo mas a todo tempo parecem se comunicar de alguma forma.O caso não é esse no momento e sim o modo como ele se expressa,quem sabe a história compreende o que eu estou tentando falar.
Já repararam que quando falamos sozinhos é de uma certa forma uma reflexão,não! é sim,uma reflexão,porque não seria? na visão filosófica isso se chama solilóquio,o mesmo que monólogo,sabe naquelas peças em que um ator somente conta e interpreta a história,entende? pois é. Quando estou a falar comigo mesma em voz alta,procuro me escutar,ouvir minha razão porém meu coração também,é uma espécie de fuga de uma brecha em que poucas vezes entra luz.Segundo meu estimado professor de Filosofia,só quem está em grau de auto conhecimento filosófico consegue essa proeza,se é loucura ou não,já não sei,mas me sinto melhor quando converso só, rsrs.
Bom, tenho que ir nessa,o dever me chama!

Beijos e abraços,
marilimab.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Te procuro...

Te procuro a ter não poder mais, em cada beco escuro,lua minguante...palavras num jornal antigo me lembram de ti, lembrar que talvez não faça mais parte dos teus risos.
Te ver sorrindo? Um refresco e uma dor!
Refresco por saber que estas bem e dor por não estar presente pra registrar na tua memória a minha presença,mas apesar de tudo,sei por alguma razão você não vai me esquecer.
Tentar te tirar da minha cabeça é tão difícil quanto arrancar-te do meu peito que clama por um abraço que a tempos não sinto...
Saiba que além disso, vou estar aqui seguindo e se qualquer coisa der errado(não torço por isso,claro!) estarei de braços abertos,lhe esperando.

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