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quinta-feira, 25 de maio de 2023

When we grow up, your heart dies

 Partir é difícil mesmo quando a escolha é nossa. A gente se acostuma a falar com o outro, a querer ouvir a opinião do outro quando acontece algum problema ou quando você assiste um episódio daquela série que vocês dois assistem e que foi ele quem indicou. 

A gente se habitua a determinadas rotinas, a ter mais ou menos a ideia que àquela hora talvez vocês se falem, saiam, se vejam e quando isso finda, é inevitável não ser afetada e que não machuque. 

Estranho seria se não machucasse. 

Só espero que os momentos bons fiquem na memória dele, assim como ficaram na minha.  

(Já) Sinto sua falta, fica bem. 




sexta-feira, 30 de abril de 2021

Mais um na multidão

Li numa rede social “não há nada pior que se sentir sozinho mesmo estando cercado de gente” e é a tecla que eu sempre bato: de que adianta estar num relacionamento, mudar o status de relacionamento e continuar se sentindo só.

Quando eu era mais nova tinha mais aquele anseio de estar sempre rodeada de pessoas, talvez pela minha natureza extrovertida e pela memória afetiva da minha família barulhenta, inclusive saudades disso.

Mas, à proporção que fui crescendo, amadurecendo, certas crenças são desfeitas e o véu da ingenuidade é retirado (muitas vezes) bruscamente, percebi que o que desejo é uma companhia de verdade, alguém que esteja realmente para mim e eu para ele, independente do que for, não só para postar fotos bonitas e legendas melosas (nada contra, as adoro, por sinal). 

O que importa é ter com quem contar no final da estrada. 

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Sinais mistos


Inferno astral findando, mas honrando o seu propósito de virar minha vida do avesso e me fazer perder todo o orgulho que eu achava que precisava ter e me deixando na lona. Literalmente.
Não sei se ocorre com os demais signos, suspeito que não, mas os signos de água tendem a ser sensitivos, a perceberem as coisas ao menor sinal de mudança, talvez seja uma forma do caranguejo se prevenir e se esconder na sua “casinha” a tempo.
Nesse sentido, tenho observado, quase como uma narradora-personagem, algumas mudanças nas pessoas à minha volta e nos seus respectivos comportamentos.
Mudanças, principalmente as negativas, me assustam em demasia e depois, de uma situação que experienciei, passei a antecipar esse tipo de coisa.
Eu odeio essa sensação de que não posso fazer nada para mudar, ainda mais em tempos pandêmicos que você mal pode ir pessoalmente até a pessoa dizer o que quer dizer.
repost / trecho música "quando crescer" da Fresno
Para mim não há nada pior que mensagem instantânea, elas são a bênção do século XXI, mas também a maldição.
É como se num clique você eliminasse a pessoa da sua vida, mas e os sentimentos? Para onde eles vão? Para a lixeira como a conversa, com as fotos? E a troca? O que faço com ela? É muito complicado fazer essa transição de tudo para nada.
Quer saber? Não quero aprender a deletar tudo que vivi num piscar de olhos por mais que doa lembrar das pequenas coisas, como das vezes em que fiquei observando sem ser notada.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Câncer em peixes


Esses dias parei pra refletir enquanto colocava umas peças de roupa na lavadora. 
Cheguei à conclusão de que pela primeira vez na minha vida a ideia de estar aberta às possibilidades do amor não me assusta, pelo contrário. Sinto meu coração leve como nunca, e, ao contrário da minha cabeça a mil por hora diz, não preciso me preocupar com relógio biológico tampouco com pressão familiar. Na hora certa hei de reconhecer meu par dentre tantos na pista de dança da vida e o encontro vai acontecer. Assim. (Sempre há a possibilidade desse encontro já estar em nossas vidas e a gente não ter reparado). 
Que, está mais do que na hora de eu oportunizar ao meu coração a oportunidade de se entregar de novo, de tirar as teias de aranha sentimentais, de se entregar de novo, sem medo de ser feliz e de se decepcionar de novo porque isto é inevitável quando se toca. 
Talvez a culpa desse meu otimismo seja de câncer em peixes ou apenas do meu jeito de ser.
Vamos nos permitir amar de novo, amar um pouco, que seja por um cappuccino, por uma pasta, pela risada dos amigos... vamos amar! 


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

The eyes never lie

Havia uma lua bonita lá fora e mesmo cansada ela resolveu sair para ouvir uma música e quem sabe tomar uma breja pra relaxar. Ela sabia que um amigo tocaria nesse local e, talvez por isso tenha ficado mais tentada a não sucumbir ao cansaço.
Neste dia conseguira companhia, desse modo, não iria parecer que o único intuito era prestigiar o tal amigo.
Ao chegar ao bar, entrara depressa e assentara-se numa mesa com vista para o que ela achava que seria a mesa do DJ e, no momento em que ela levantou os olhos avistou o conhecido de costas.
Nesse momento ela pede licença e dirige-se ao banheiro e quando retorna olha através da visão periférica que havia sido notada pelo amigo, então se senta outra vez e imediatamente ele surge e a cumprimenta com um abraço caloroso. Apesar de querer permanecer naquele abraço, ela senta-se à mesa, mas ele a chama para mostrar os vinis que pretendia tocar durante a noite. Ela retorna à sua mesa, pede a cerveja enquanto conversa com o acompanhante e então o amigo se assenta à frente dela e começam a conversar. 
Ela se concentra em decorar cada detalhe, desde o sinal que ele tem próximo aos lábios ao modo como ele arruma os cabelos para colocar o boné que num ímpeto ela havia posto em sua cabeça. 
O restante da noite se resumiu em o amigo tocar e conversar com ela, enquanto compartilhavam a cerveja, trocavam experiências e como o ano (até então) tinha sido ou não intenso para ambos. Enquanto ela tentava explicar com base na astrologia e ele no empirismo.
Numa dessas seleções tocadas durante a noite, uma música cujo nome é o dela, tocara quando ela estava no banheiro o que a pegou de surpresa, então apressara-se para certificar de que se tratava realmente dessa música, quando da confirmação não conseguiu esconder a felicidade que sentira. Quando se sentara à mesa, o amigo perguntou se ela havia escutado a música e que havia tocado para ela.
A cerveja acabara, ela pagou a conta, despediram-se e ela foi embora saltitante ainda sem saber o porquê, mas determinadas perguntas tem o hábito de estragar o que se sente. 
Bom, se fora flerte ou delicadeza talvez ela nunca saiba, porém, o que ela sentira foi algo tão bom que palavras não precisavam ser ditas. Talvez ele não tenha tido consciência, mas os olhos dele, naquela luz, disseram tudo. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sonhos adolescentes

Olá! Como vão? Espero que bem. 
Bom, quem frequenta este humilde blog sabe que curto uma banda chamada Fresno desde os 11/12 anos (não me perguntem quantos anos tenho, por gentileza rsrs) e quem não sabe é só digitar "fresno" na caixa de busca acima que você achará alguns posts acerca disso. 
Nesse sentido, anseio desde àquela época ir ao show deles, de lá para cá a banda amadureceu musicalmente, mudou alguns componentes, tendo estes seguido carreira solo ou abdicado em detrimento da família (o Bell). 
Ainda assim segui acompanhando o trabalho do grupo e dos que trilharam seus próprios caminhos, como o Rodrigo Tavares (Esteban Tavares - nome artístico).
Foto tirada pela banda após o show
Para minha surpresa e imensa satisfação, no final de setembro e no início de Outubro deste ano Fresno e o Esteban marcaram shows na minha Ilha Magnética. 
Parêntesis: Você que está lendo esse post gosta de algum artista, certo? Imagina se fosse improvável ele ir à sua cidade e quão bom seria ele agendar um show? Dessa forma você consegue ter uma noção do estado de êxtase que fiquei. ((:
Pois bem...Tratei de comprar o ingresso da Fresno assim que as vendas começaram por receio de acabarem. Uma amiga combinou de ir comigo, porém no dia do show, dia 29/09/17, uma sexta-feira,todos resolveram furar. No fim das contas, fui sozinha #allbymyself.
Parêntesis 2: Meu irmão ainda ensaiou de ir, mas não era a vibe, contudo ele ficou comigo até a banda chegar e começar a tocar. #melhorpessoa
E se eu contar que quando entrei sequer lembrei que tinha ido só? Estava tão ansiosa para começar o show, e espontaneamente durante a espera conheci algumas pessoas que se tornaram amigas.
Sobre o show...
O show englobou faixas do primeiro disco até o disco mais recente, cortesia dos rapazes em razão de ser a primeira vez (de muitas, espero), mas o ponto alto - para mim - foi quando todos tocaram percussão, e o clímax foi no discurso do vocalista (Lucas) sobre perseguir sonhos anterior à música "Eu sou a maré viva", música essa que me toca bastante. 
Pensei que quando ele tocasse as mais antigas ficariam mais emocionada, mas foi a que citei acima que deixou meus sentimentos expostos em forma de lágrimas. 
Eu e Biga com Mário (teclado) e Guerra (batera) 
Como uma fã com espírito adolescente que sou, gritei como se não houvesse amanhã, resultado? Uma dor de garganta horrorosa. Rsrsrs 
Dica: Leve uma garrafa d'água quando resolver gritar como se não houvesse amanhã - eu não comprei antes e não arredei o pé de onde estava por 1 segundo durante o show.  
AH! Esperei um bom tempo, mas consegui tirar foto com eles. AAAAAAAAAAAAAA *-* 
Idade mental?? 12 kkkkk 
Confiram as fotos de um dos dias mais felizes da minha vida! 


Edit 1: Na semana seguinte, pra ser precisa no dia 05/10/2017, fui ao show do Esteban Tavares e terminei de me realizar.
Desta vez sabia que não estaria sozinha porque, como contei acima, fiz algumas amizades e eles estariam lá.
O show estava previsto para começar cedo, porém começou um pouco depois das 23h e teve duração de quase duas horas, foram as horas mais rápidas e surreais que vivi.
Não tremi como tremi quando vi Fresno, mas fiquei incrédula durante boa parte do concerto.
O show foi voz e violão, uma proposta mais intimista, talvez por isso senti como se estivéssemos na sala da casa dele e ele nos deleitava com suas canções.
O repertório, em sua boa parte, foi do álbum recém-lançado "Eu, Tu e o Mundo", mas também tocou algumas queridinhas do público, como "Sophia", "Muda", "Pianinho" e "Segunda-Feira". E encerrou com "Sinto Muito Blues", muito apropriada.       <3 font="">
Obs: "Muda" e "Segunda-Feira" ele cantou para mim. Tá? Rsrs
Obs2: Entre uma música e outra o Esteban conversa com a platéia, ele meio que tenta transmitir a atmosfera de como foi feita cada canção, até as que ele não gosta de cantar mais porque, segundo o músico, não fazem mais sentido.
E é compreensível, porque este disco é o terceiro, o primeiro ele ainda estava envolto nos "braços" confortáveis da Fresno, o "Saca La Muerte De Tu Vida" foi feito em seis meses com ajuda do crowdfuding e é bem diferente do "Adiós, Esteban", portanto ele ainda está se encontrando musicalmente e realmente haverão músicas que os fãs vão sempre pedir, no entanto não irão condizer com a evolução musical e pessoal do artista. Ossos do ofício, não é mesmo?

   Mil beijos ((: 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O tal do autoconhecimento


Para começo de conversa, esse tal do autoconhecimento é difícil pra CACETE (desculpem a expressão). E como é.
Venho tentando atingi-lo desde os meus...sei lá... desde que comecei a criar um pouco de juízo, porém sempre acontece alguma situação que puxa nosso tapete e diz que ainda não aprendemos tudo e que precisamos dar uma baixada na nossa bola - pelo menos comigo é assim (se não é com você, foi mal rsrs). 
Na última semana ocorreu uma situação que deu uma rasteira certeira no meu ego, daquelas que sacodem e dizem "não é bem assim, baby". Pois é.. A minha sorte é SEMPRE estar próxima de amigos (as) maravilhosos porque se não fosse Carol lá... Provavelmente teria ido embora na hora ou no mínimo deixaria nítido no meu rosto que não estava nada bem. 
Sei que você, caro leitor, não deve estar entendendo, mas tente imaginar uma situação que você tenha vivido, que tenha te feito repensar sobre o que você quer da vida, seja um relacionamento ou mesmo um resultado ruim numa prova da graduação, mestrado ou mesmo do ensino médio. 
Acredito que a grande questão é que achamos que sabemos o que queremos e o que não queremos, e talvez saibamos, todavia a vida é movimento e isso faz com que mudemos o tempo todo, para tanto  é preciso tempo para se reajustar a esses novos anseios. E não, não há nada de errado em demorar para entender o que se passa contigo. 
Ás vezes sinto como se estivesse nadando contra a correnteza e a fadiga me atingiu então a maré foi mais forte que eu e me trouxe de volta à praia. Noutras tantas estou no meio do mar e ele está calmo (assim como meus sentimentos e pensamentos) e assim consigo navegar novamente. 
Saiba identificar em qual desses momentos você está vivendo e tente (apenas tente) ver serenidade no meio desse (aparente) caos. 
Beijos,
M
P.S. Prometo tentar voltar mais vezes.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fazer o bem sem olhar a quem

Certa noite estava num Bob’s próximo da minha casa com um amigo querido, quando chega uma moça falando um “boua notche”, logo percebi que ela não falava português e que a tinha visto dias antes na fila do cinema. Ela pediu que ajudássemos (com qualquer quantia que fosse) uma ONG na qual ela é voluntária, a Children’s Joy Foundation que doa alimentos, vestuário e abriga crianças ao redor do mundo. Infelizmente neste dia estava sem muito dinheiro em mãos e meu amigo que desembolsou o que tinha, mas o que me chamou atenção foi o amor ao próximo e o desapego de sair do seu país e desbravar o mundo para conseguir doações para os menos afortunados.
Às vezes sentamos confortáveis em casa e não paramos para pensar nesses anjos que largam tudo para ajudar tampouco nas pessoas que estão passando fome, frio, que não tem onde morar.  
Portanto, resolvi pesquisar sobre essa ONG e descobri que é um abrigo voltado para órfãos, negligenciados e em situação de abandono que oferece programas e serviços através de várias competências em diferentes disciplinas e no tratamento de casos que abordem os direitos de sobrevivência, proteção, participação e desenvolvimento, voltado para medidas preventivas, curativas, restaurativas e reabilitativas para crianças que necessitam de cuidados especiais e proteção para que cresçam e se desenvolvam para uma vida melhor.


Demais links da CJF:


A vida é feita de encontros e este foi um desses bem felizes.
Foi um prazer conhece-la, viu?
Bom, espero que vocês possam divulgar e ajudar a CJF.
Beijos,

Marina. 

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