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quarta-feira, 15 de maio de 2013

De volta aos anos 80

Olá! Sei que andei sumida(para variar rs) e cá estou.
Aqui é a Olive citando os filmes do John Hughes.
Numa dessas madrugadas da vida estava assistindo o filme 'A Mentira' estrelado pela Emma Stone e esse filme cita vários clássicos da Sessão da Tarde,o que me deixou com  vontade de vê-los e um deles eu já risquei da minha lista, se chama Sixteen Candles ou Gatinhas e Gatões. Eis a sinopse: Samantha Baker (Molly Ringwald), uma adolescente que está completando 16 anos, sonha em namorar um colega que infelizmente namora uma linda jovem. Além disso, em virtude do casamento de sua irmã mais velha seu aniversário é totalmente esquecido e, como desgraça pouca é bobagem, um garoto começa a assediá-la de forma inconveniente.


Essa sinopse não ajuda em muita coisa,mas aqui vai minha contribuição.
A história é clichê, a menina que gosta do menino mais velho e popular da escola,mas ele não sabe que ela existe.O diferencial é o garoto,o Jake Ryan,ele apesar de ser jogador de basquete ou era futebol americano? Não lembro! rsrs Enfim... Ele tem uma namorada(ficante) barbie perfeita,mas ele não parece muito satisfeito com esse TUDO que ele tem.
A Samanta tadinha nem imagina que sua calcinha vai parar com o Jake,acreditem com o Jake!! 
A Sam é uma fofa! *-*
Imagina você chegar em casa e dar de cara com um chinês? E ele ainda te chamar de coisinha fofa? É de rolar de rir! Assistam,não se arrependerão!

O próximo é o 'The Breakfast Club' ou Clube dos Cinco com a Molly também!! 
Assim que eu assisti-lo postarei aqui!

Ah!... Pessoal, esses filmes que eu citei são do diretor John Hughes- assunto para outro post.

Beijos e abraços. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

2013: Ano de mudanças

Olá,habitantes! Como vão? 
Talvez o que eu vá escrever aqui vá chocar vocês,não é nada que envolva mortes nem nada rs.

Eu sempre fui chata com os meus gostos musicais e sempre fui crítica dos gostos alheios,pois achava que os meus gostos eram os melhores assim como boa parte das pessoas também acham,mas com o passar dos anos o amadurecimento vai chegando e você aprende a suportar e de tanto "suportar" os gostos digamos assim "exóticos" dos amigos,acabei gostando de alguns,é...deixei de ser caxias com essas pequenas coisas e sabe que para mim foi a melhor coisa que aconteceu! 
Eu adooooro dançar seja o que for e é impossível ficar parada. Às vezes me via num lugar que estava tocando forró(aqueles em que o ritmo é ótimo e a letra nem tanto),morta de vontade de dançar e com vergonha só porque eu dizia para o mundo todo que eu detestava isso.
Levar a vida de forma mais leve é tão melhor! É como se 100 kg das minhas costas fossem tirados. Tá,eu sei que estou sendo dramática,mas é preciso para que vocês vejam o quanto ser intolerante pode te privar de viver momentos divertidos.

Divirtam-se e sejam felizes!

Beijos e abraços :*

terça-feira, 22 de maio de 2012

Velha e louca

Pode falar que eu não ligo,agora,amigo,eu tô em outra,eu tô ficando velha,eu tô ficando louca.Pode avisar qu'eu não vou,oh oh oh...Eu tô na estrada,eu nunca sei da hora,eu nunca sei de nada.Nem vem tirar,meu riso frouxo com algum conselho,que hoje eu passei batom vermelho,eu tenho tido a alegria como dom,em cada canto eu vejo o lado bom.Pode falar qu'eu nem ligo,agora eu sigo o meu nariz,respiro fundo e canto mesmo que um tanto rouca.Pode falar, não importa o que tenho de torta,eu tenho de feliz,eu vou cambaleando de perna bamba e solta.
Música por Mallu Magalhães

"Sobre o seu jeito original de ser, ela afirma: “Acho que sempre fui doida, mas agora que percebi, tudo ficou fácil. Na real, todo mundo é louco, só que alguns se acham supersensatos”. E teoriza: “Agora aceito que meu jeito torto é espontâneo, da coragem de não procurar ser igual, de não querer pertencer, de só pertencer a si mesmo. A maioria das pessoas quer seguir uma linha alheia. Quando uma pessoa segue a própria linha, fica doido. Mas eu me sinto ótima seguindo a minha própria linha”, analisa." - Em entrevista ao site EGO


Essa postagem surgiu na minha cabeça a partir do momento que  vi o clipe e ouvi a música "velha e louca" que tem tuuuudo a ver comigo e eu costumo brincar que a Mallu escreveu para mim mesmo sem me conhecer. Adoro isso dos artistas,deles falarem conosco na forma de música. 
Mas na verdade o que me motivou a esperar foi a busca,a busca que eu tanto queria,tipo de saber quem é essa cantora que há pouco tempo era uma menina dita como estranha e precoce. No sábado assisti na cia. do meu irmão o Show Na Brasa com a Mallu e foi uma delícia,ouvi todo o "Pitanga",3º álbum dela,um som muito gostosinho de colocar em qualquer lugar. (risos) 
Conclui que eu tinha sido injusta com ela algumas vezes por não compreender antes o seu som,sua coragem,sua criatividade e espontaneidade. E também descobri que somos bem parecidas em alguns aspectos. Posso dizer? Tô apaixonaaaaaaaaaada pela Malluzinha! s2
Vocês precisam ouvir o novo cd dela,é ótimo,super recomendo! :)
Beijos e abraços.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Feliz por nada

Olá,queridos leitores!
Como vão? Espero que estejam bem,pois eu estou tentando ser feliz por nada. rsrs
"Feliz por nada" é o novo livro da Martha Medeiros e a minha mais nova inspiração de post e motivação de vida,mas espera ai,vocês devem estar pensando,o porquê motivação de vida?
Bom...o livro é escrito em crônicas,na verdade é um apanhado de crônicas que me fizeram varar a noite lendo ou pelo menos até meus olhos aguentarem rsrs
A partir do momento que comecei a devorá-lo percebi que a felicidade não é tão difícil quanto a gente imagina e que ela pode e DEVE ser encontrada nas pequenas coisas e que nós precisamos ser felizes,o que não significa que precisemos ficar rindo o tempo todo,mas achar graça em coisas que normalmente não se acha,para desse modo melhor encarar as avalanches da vida.
A Martha escreve de um jeito muito fácil de entender sem deixar de ter poesia,sabe? Uma coisa linda de ser lida! Além de divertir o leitor ainda dá dicas(implicitamente)de outros escritores nas próprias crônicas como o Alain de Botton por exemplo.
Segue abaixo a crônica que intitula o livro.
>> FELIZ POR NADA<<

Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.
(Martha Medeiros)

 Espero que tenham gostado da dica!

Fotografia por mim. Todos os direitos reservados.

Beijos e abraços,
marilimab.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Devo desculpas

Oi,leitores e passeadores do blog! rs

No post "Filmes de Janeiro" falei erroneamente e de cabeça fervente sobre o filme,Millenium:Os homens que não amavam as mulheres,falei por estar um pouco pasmada dada à vivacidade e a violência contidas no filme,devo confessar fico com náusea quando vejo mulheres sendo violentas principalmente quando a violência cometida é de cunho sexual.
Lendo um pouco sobre o filme na internet,que na verdade é inspirado na trilogia de Stieg Larsson e também graças à Cláudinha e ouvindo "depoimentos" e refletindo,percebi que devia isso à mim,aos meus amigos,os quais eu arrastei até o cinema, e ao autor que esse livro trata na verdade das mulheres que são fruto dessa geração e a Lisbeth Salander é aquela que faz justiça com as próprias mãos porque ela não acredita no Estado,o qual a controla por achá-la incapaz de reger a própria vida, e em nada.
Ela é a mulher que eu gostaria de ser com toda a ousadia,coragem,força e inteligência.
A Cláudinha me mandou um link para uma página na internet na foto abaixo:

Aqui vai o link para quem quiser conferir:
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/02/por-que-amamos-tanto-lisbeth-salander.html

Espero ter me desculpado! (:

Beijos e abraços,
marilimab.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Rodízio de livros

Sabem aqueles livros que já lemos e relemos,mas eles permanecem na estante só criando mofo? Pois é,sempre falo com uma amiga minha Josy que a população poderia fazer uma espécie de rodízio literário meio 4 amigas e um jeans viajante.
Quando alguém solicitasse um livro,outro alguém manda via correio ou coisa assim se fosse o caso.

quero uma dessas no meu quarto rs

E coincidentemente a Deise no facebook me propôs o mesmo já que sempre procuro e nunca acho "Orgulho e Preconceito" e o "Livro dos abraços" e ela os tem muito conservados.
Espero que vocês gostem da ideia,acho que as pessoas ganhariam mais que conhecimento através desse 'intercâmbio' como vivência,interação pessoal mesmo que a distância. Enfim essa ideia já está sendo posta em prática,mas se mais pessoas se contagiassem seria melhor ainda.

Um beijo.                           

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dancing...

Já ouviram falar de um programa chamado Na brasa da Mtv? Não,tudo bem,eu explicarei direitinho.
Ora pois esse programa é especializado em artistas nacionais,com clipes,informações,enriquecido de cultura sem deixar de lado o sotaque pernambucano que eu invejo com todas as minhas forças rs.
Bom,a minha relação com esse cantor,especialmente com uma música(já digo qual é), é antiguinha,coisa de uns dois anos.
Tenho apresso imeeeeeeenso e amo,amo,muuuuuuuito o sotaque dele.
Ele tem uma música que me faz sentir tão tão tão bem,leve e me faz querer pegar um fusquinha que nem o dele no clipe e sai por esse Brasilzão,chama-se 'canção que não morre no ar',lindíssima.
Confiram,aqui:
Um dia desses enquanto passa pelo quarto do meu irmão ouvi um trecho de uma música dai fui dá uma espiadinha e vi uma mulher toda serelepe dançando uns passinhos bem engraçadinhos,pensei: "Rapaz,eu conheço-a de algum lugar" rs e sim do filme Ensaio sobre a cegueira.
Ela é a Alice Braga e o artista do clipe é o Thiago Pethit com sua música muito fofa chamada 'nightwalker',que aqui está:


Espero que gostem!

Beijos e abraços,
marilimab.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Crítica ao abandono do patrimônio histórico na Ilha

Bom,moro em São Luís,como eu já devo ter falado antes,foi eleita capital da cultura em 2009,mas preciso desabafar,o patrimônio arquitetônico está ruindo com o tempo por falta de cuidados,o governo federal que diz dar a verba necessária para o órgão responsável(IPHAN) restaurar os prédios que precisam de reparos,porém é necessário uma licitação da prefeitura ou coisa assim(me corrijam se eu estiver errada) para o mesmo poder entrar em ação.
A nossa cidade que é berço de poetas das mais variadas épocas,de inventores,cantores,compositores e uma imensidão de intelectuais,está sendo levada com o tempo,os casarões e toda a sua história estão indo junto com o descaso com que são tratados oferecendo risco à população.
Quando eu vou ao Centro Histórico parece que estou entrando em outra época,meus olhos passam a ser janelas para que eu possa olhar Ana Jansen,os holandeses,os franceses...
Vai ser muito triste se meus filhos não puderem ter a oportunidade de ver o que eu vi,de poder 'tocar' na história do povo maranhense.
Vamos lutar,maranhenses!! Para que o governo cuide do que é nosso,não vamos ficar passivos vendo o tempo levar os azulejos e tudo o que os antepassados construíram para guardar a nossa memória.
Não vai parar só aqui nesse post,em breve terá mais.
Por favor,me ajudem a divulgar essa ideia!        Conto com vocês,queridos.

Beijos e abraços,
marilimab.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sessão pipoca


Esse filme de hoje não tem nada em comum com os demais que já tenho falado por aqui.

Trata-se de duas formas de governo,o nazismo e o fascismo,muitos devem estar achando que é um filme antigo,mas vou logo avisando que não tem nada relacionado à II Guerra Mundial,ok? Devem estar se questionando: Como? Sim. É ai que vem o enredo abrilhantando e fisgando a nossa mente.



A Onda, Die Welle, é um filme realizado [dirigido] na Alemanha em 2008 por Dennis Gansel. Um professor amante de rock e com simpatia pelo anarquismo − personagem apesar de tudo frequente e revelador dos anseios frustrados de antigos estudantes insubmissos que acabaram por integrar o rebanho − foi encarregado pela directora da escola de dar um curso sobre os regimes autocráticos. Na Alemanha, inevitavelmente, o fascismo iria ser o tema dessas aulas, e como ninguém queria ouvir mais uma vez as banalidades de sempre sobre o Terceiro Reich e a culpabilidade alemã, o professor decidiu romper a barreira do desinteresse procedendo a uma experiência pedagógica. Propô-la aos alunos e eles aceitaram. Durante uns dias, o professor obrigaria os alunos, com o consentimento deles, a cumprirem os rituais físicos da disciplina de massas, esperando que eles aprendessem assim o conteúdo ideológico dessa disciplina.
Ao ver o filme, qualquer português da minha idade encontrará ali as aulas de Educação Física da sua infância. O que nos obrigavam a fazer! Talvez por isso todos nós, os jovens esquerdistas, éramos péssimos em ginástica. Se o taylorismo é a disciplina do corpo para a produção, o fascismo foi a disciplina do corpo para a política. Na experiência pedagógica daquele professor tudo começou com gestos simples, o levantar e o sentar, o estar sentado direito e de pés juntos.
E o professor tinha razão, porque antes de ser uma ideologia ou uma forma de governar, o fascismo fora acima de tudo um ritual colectivo, a encenação diariamente repetida da hierarquia e da submissão, da ordem enquanto anulação do indivíduo na grande colectividade, na pátria ou na raça.
O passo seguinte, não menos decisivo, foi a escolha de um uniforme, porque o uniforme não é apenas um símbolo de identidade do grupo. Muito mais do que isso, no fascismo o uniforme era uma máscara que ocultava as diferenças sociais, aquilo que já não sei que crítico britânico denominou «sartorial socialism», socialismo de alfaiate. E o pior é que foi esta a argumentação empregue por alguns alunos para convencer outros, mais renitentes, a aceitar o uniforme. Ele é democrático, diziam eles, pois reduz todos à mesma condição. E não é a democracia nos dias de hoje o mais insuspeito e incontroverso dos valores? Democrático dentro das paredes da sala de aulas, porque lá fora, apesar de envergarem roupa idêntica, os alunos eram ricos ou pobres ou assim-assim, sem que competisse ao uniforme abolir aquela realidade fundamental. A discussão na turma a propósito da adopção de uniforme foi das mais sugestivas, porque surgiu ainda o argumento de que nas democracias as fardas são comuns e até os executivos das empresas adoptam padrões de vestuário. Precisamente. Será que o fascismo foi democrático? Ou é a democracia que é fascista? E não podia ser mais aterrador o uniforme criado pelo professor e pelos alunos, calças jeans azuis e camisa branca. Na sua inteira banalidade, este uniforme lembrou-me o que John Le Carré descreveu em A Small Town in Germany, onde relatou o desenvolvimento de um fascismo pós-fascista, um movimento cinzento e anónimo de mediania social.
Adotado o uniforme, impunha-se naturalmente a escolha de uma saudação, o outro elemento ritual necessário para a identificação do grupo. E como o desporto aquático era a especialidade daquele professor e daquela turma, a saudação acabou por ser um gesto de braço reproduzindo o movimento de uma onda. Aquela tribo adquirira o seu nome e o seu totem. A Onda.
Porém, o que começara como um jogo continuou como um mecanismo inelutável, cujas engrenagens já não puderam ser sustidas e cujos efeitos não puderam ser travados. A sociedade não é um laboratório e as experiências sociais têm efeitos reais. A partir do momento em que se começa a fazer algo como experiência, ela deixa de ser gratuita. Talvez seja esta a maior lição de um filme que tem tantas. Contrariamente ao que imaginam os pós-modernos, a futilidade é uma coisa muito séria.
Uniforme, saudação, rituais, disciplina de massas, este conjunto excluiu todo o resto. As aulas deixaram de ser − ou de pretender ser − a transmissão ou a partilha de um conhecimento e converteram-se na mera afirmação da identidade do grupo. A vida privada foi eliminada. Não só a vida privada, aliás, mas todos os tipos de existência que ultrapassassem os limites do grupo. A Onda não tinha vias de saída, nem sociais nem mentais. A redução da existência a uma perspectiva única, é isto o totalitarismo, e o apelo aos sentimentos é aqui um dos procedimentos mais eficazes. Lealdade, afeto, devoção, nada disto podia ser gasto com namoradas ou com colegas, mas apenas com o grupo ou com as pessoas enquanto membros do grupo. A confusão do político com o afetivo, que ameaça todos os grupos, constitui o grande risco do totalitarismo, tanto mais perigoso quanto é a sedução da demagogia fácil. A política exercida com a razão é o antídoto do fascismo, que sempre se apresenta como uma política da emoção.
A Onda deu aos alunos o que lhes faltava, o sentido de uma comunhão coletiva, mas com a condição de eles darem tudo… a quem? Ao grupo? Através da hierarquia instaurada, tudo é dado inevitavelmente ao chefe do grupo, por isso ele pode aparecer como o generoso dispensador de beneficios e de conselhos. O autoritarismo não é senão a exploração afetiva dos que se entregam à autoridade. O carisma não emana do chefe, é-lhe dado pelos que acreditam nele e que não têm consciência de que recebem de volta no plano simbólico aquilo que lhe concederam no plano real.
Mas não foi só através da repetição dos gestos da disciplina coletiva que os alunos assimilaram o fascismo, a ponto de o adotarem. O terreno propício estava criado pelo misto de ignorância e de ressentimento que caracterizava a quase totalidade dos estudantes daquela turma, como caracteriza a sua esmagadora maioria noutras escolas e em outros países. A ignorância não consiste em não saber,mas em não desejar saber. A ignorância é só outro nome que se dá ao desinteresse. O ressentimento é a outra face do mesmo problema. Referindo-se à base popular dos precursores do fascismo francês, Eugen Weber observou que ela se caracterizara por «odiar os ricos e desprezar os pobres», o que constitui a definição do ressentimento. Naquele caso, o ressentimento era antes de mais sentido pelo professor, licenciado com diplomas de segunda ordem, enquanto os colegas tinham vindo de melhores universidades. O ressentimento era sentido também por muitos alunos e alunas, invejosos dos que tinham melhores notas ou melhores carros ou melhores roupas, das que eram mais bonitas e dos que eram mais atléticos. Como ninguém tem tudo, a semeadura do ressentimento encontra campos férteis. E assim os perdedores de sempre, os tímidos, os incapazes sentiram-se fortes em grupo e foram eles quem forneceu à turma a estrutura embrionária das tropas de choque.
Se  tivesse começado a espalhar-se pela cidade, o fascismo de A Onda fora gerado dentro das paredes de uma sala de aula e mantinha na escola a sua base de sustentação. Foi a estrutura escolar que forneceu o quadro daquela experiência. O professor não inventou uma nova relação com os alunos, apenas deu outro rigor e marcou de outro modo a hierarquia subjacente à vida da escola. Normas, submissões e comportamentos que no cotidiano aparecem de maneira dissimulada passaram para o primeiro plano e preencheram toda a cena. Ainda aqui o filme indica um dos mais importantes caminhos para a análise do fascismo, porque entre as duas guerras mundiais o fascismo jamais poderia ter ascendido e imperado sem o quadro prévio que lhe fora fornecido pelo liberalismo burguês. Compreenderemos o mecanismo básico do fascismo se soubermos que ele foi uma revolta no interior da ordem, não contra a ordem − ainda que,  em alguns casos, pudesse tê-la derrubado depois. Do mesmo modo, aquele fascismo escolar surgiu no interior da hierarquia docente e contou com a proteção discreta, embora significativa, da diretora da escola, numa ocasião em que o barulho dessas estranhas aulas começou a incomodar os professores conservadores que davam aulas ao lado. 

E na perspectiva dos tempos livres vemos que a escola não foi o único quadro constitutivo do fascismo de A Onda. Os pequenos grupos informais existentes entre os alunos, as minúsculos gangues de esquina que alguns deles formavam nos corredores da escola ou nas ruas da cidade, foram mobilizados para influir no grupo mais vasto, e ao mesmo tempo que perderam a sua identidade contribuíram para dar ao movimento uma identidade única e coesa.

É importante ressaltar que não estamos isentos de sermos mergulhados num regime totalitário,pelo contrário,é muito simples,surge a partir de uma ideia e essa mesma ideia se for comum à um pequeno grupo,pode crescer em tomar proporções inimagináveis.
Bom,assistam! É excelente!
Ps: Leitores,queridos,desculpem pelo tamanho,mas é que quando o assunto tem tantas vertentes não consigo me conter rsrs. Desculpem mais uma vez.
Beijos e abraços,
marilimab.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Serenata Histórica

Bom,pessoas lindas do meu humilde blog,ontem prestigiei um movimento chamado "Serenata Histórica" que a meu ver,foi esplêndido. Consiste num grupo de cantores com um carro de som,são boêmios na verdade,com aquele chapéuzinho famoso,cantando ao som de um violão e um saxofone,belas e eternas canções.Durante o trajeto também há um grupo de atores que encenam e declamam poesias dos autores maranhenses.Os atores se caracterizam como trovadores de fato,com roupas de época,rosas na mão e galanteios nas janelas.
Essa iniciativa de nos convidar(minha classe) para participar desse evento que é mais prestigiado pelos turistas do que pelos próprios moradores dessa Ilha,partiu de minha querida professora de português.
Acontece durante um mês,todas as quartas com início às 19:30h,no centro histórico,mais exatamente ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Vitória.
Espero que gostem,se alguém morar por aqui,é só ir lá conferir...Ah!Eu estarei com alguns de meus amigos!
Sintam-se convidados!!


Beijos e abraços,
marilimab.           

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