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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Sinais mistos


Inferno astral findando, mas honrando o seu propósito de virar minha vida do avesso e me fazer perder todo o orgulho que eu achava que precisava ter e me deixando na lona. Literalmente.
Não sei se ocorre com os demais signos, suspeito que não, mas os signos de água tendem a ser sensitivos, a perceberem as coisas ao menor sinal de mudança, talvez seja uma forma do caranguejo se prevenir e se esconder na sua “casinha” a tempo.
Nesse sentido, tenho observado, quase como uma narradora-personagem, algumas mudanças nas pessoas à minha volta e nos seus respectivos comportamentos.
Mudanças, principalmente as negativas, me assustam em demasia e depois, de uma situação que experienciei, passei a antecipar esse tipo de coisa.
Eu odeio essa sensação de que não posso fazer nada para mudar, ainda mais em tempos pandêmicos que você mal pode ir pessoalmente até a pessoa dizer o que quer dizer.
repost / trecho música "quando crescer" da Fresno
Para mim não há nada pior que mensagem instantânea, elas são a bênção do século XXI, mas também a maldição.
É como se num clique você eliminasse a pessoa da sua vida, mas e os sentimentos? Para onde eles vão? Para a lixeira como a conversa, com as fotos? E a troca? O que faço com ela? É muito complicado fazer essa transição de tudo para nada.
Quer saber? Não quero aprender a deletar tudo que vivi num piscar de olhos por mais que doa lembrar das pequenas coisas, como das vezes em que fiquei observando sem ser notada.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Registro, logo existo

Cada vez mais percebo que as pessoas estão vivendo através das telas dos smartphones, seja num show de música eletrônica ou num culto religioso.
As pessoas estão constantemente registrando momentos e deixando de vive-los enquanto eles estão acontecendo naqueles 3 segundos, que, segundo a ciência é o tempo que dura o presente - lembro de ter visto uma matéria sobre o tema há alguns anos no Fantástico.
Costumava publicar bastante no perfil que tenho numa rede social, todavia, com o advento de uma ferramenta nova, desta rede em específico, passei a publicar fotos que ficam exibidas apenas por 24 horas e, com o passar do tempo, deixei de publicar as fotos que ficam em exibição por tempo indeterminado.
O que percebi é que passei a reparar mais no mundo ao meu redor, nas cores, nos acontecimentos enquanto eles estão e não quando já foram. Talvez isso seja o que chamam de exercício de atenção.
Falando assim parece que já atingi o nirvana ou algo do tipo. Gostaria, mas ainda não e estou bem longe disso.
O que estou tentando dizer é que deveríamos experimentar ver a vida menos pela lente da câmera do celular e ver mais com os nossos olhos, sem sentir a necessidade de mostrar para quem quer que seja aquilo que se pode eternizar com a memória, com o afeto. Mais abraços, mais beijos, menos "stories". 
    Foto retirada do ig @cometacavalo

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