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sábado, 19 de abril de 2014

Pimenta nos olhos dos outros é refresco

Quando estava no ensino médio,conheci uma garota chamada Júlia, nunca fomos amigas apenas conhecidas, porém simpatizava com ela, me transmitia uma luz boa( não, eu não sou exotérica,nem mística,mas essas coisas são bem legais de certo modo). Foi então que ano passado soube que essa garota tinha falecido,não por causa natural ou doença, mas porque ela tinha tirado a própria vida. Fiquei horrorizada! Uma garota de 17 anos, linda, com toda uma vida pela frente tinha se matado assim? Era muito egoísmo para uma pessoa que me transmitia tanta coisa boa.
Na verdade ela estava sendo vítima de chantagens virtuais, e o chantageador era um ex que havia filmado-a enquanto tiveram relações sexuais. - Não filmem e não deixe serem filmadas! Hoje ele é o amor a sua vida, amanhã pode ser o seu chantageador. Não é paranoia, é um conselho. Momentos como estes não precisam ser filmados. - O vídeo deles se espalhou como viral e muitas pessoas viram, ela não aguentou os julgamentos, as palavras de ofensa, a vergonha que fez a família passar e resolveu aliviar o sofrimento de todos. Ela só não teria como medir que ao fazer isso, mataria todos de uma só vez.
Certa vez Durkheim disse que o suicídio é o atestado de que uma determinada sociedade ou instituição, a família por exemplo, falhou, e, portanto choca tanto. Ele tinha toda a razão.
Fico me perguntando, se a sociedade fosse menos hipócrita se isso teria acontecido,com certeza não. Hipocrisia sim porque todo mundo sabe que os jovens iniciam sua vida sexual mais cedo, que por estarem numa fase de descobertas não sabem o que fazem, nem com quem fazem. Estão descobrindo o que gostam, o que querem e quem são, como alguém tão imaturo pode ser culpado por se descobrir? Não sou a favor de que meninas muito novas saiam por ai transando com o primeiro ou primeira que encontrarem na rua, e por isso as mães DEVEM ensiná-las ou elas vão aprender sozinhas. Não adianta ficar oprimindo, fazendo-as vestir roupas compridas ou institucionalizar o sexo após o casamento. Não vai rolar! Ela vai casar com o primeiro só para poder transar e não se sentir tão culpada e vai aguentar um casamento falido porque disseram para ela que tinha que ser para vida toda. Desculpe dizer, mas não estamos mais no século XVIII e já faz tempo isso.
Talvez se o garoto não tivesse espalhado o vídeo, ou se alguém tivesse prestado atenção ao comportamento que a Júlia vinha apresentando seria tudo diferente, porém isso nós nunca iremos saber. Viver na pele são outros quinhentos, não é? Protejam seus filhos,eduque-os e preste atenção a cada suspiro diferente que ele der, muitos não conseguem falar o que sentem de uma vez, mas quem sabe aos poucos, ganhando terreno ele fale o que está incomodando. Ok?

Beijos e abraços!

PS.: Boa Páscoa para todos!! Que o recomeço recomece a cada novo abrir e fechar de olhos para todos nós!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Saudade no ar!

Oi,pessoas queridas!Ontem foi ao ar no Jornal Hoje,na Tv Globo,uma reportagem de um flagrante feito em Salvador. Uma mulher agrediu o próprio cachorro com um cabo de vassoura logo após proferir palavras de baixo escalão referindo-se ao pobre animalzinho.Na edição de hoje do telejornal,foi mostrado que a polícia foi à casa da mulher com o mandato de busca e apreensão,mas os moradores da casa não estavam. E aiw Fica por isso mesmo? O pobrezinho vai ficar lá? Sem comer? Sem beber?
Bem...isso me gerou uma revolta tão grande e me fez pensar acerca disso. Existem leis que punem esse tipo de crime? No telejornal,foi falado que a pena para isso é de 3 meses a um 1 ano de detenção,mas será que isso é suficiente? Para mim não é! Porque tentem imaginar se esse tipo de agressão que eu citei ainda pouco fosse cometido em uma pessoa,uma criança por exemplo. Seria horrendo,não?Pois é...Da mesma forma o animal também sente,pois ele é humilhado verbalmente e agredido fisicamente,a diferença é que o ser humano,por ter a capacidade de raciocinar e compreender o que acontece ao ser redor,se julga melhor.
Mas será que somos melhores? Um cachorro ou qualquer outro animal só morde alguém se sentir ameaçado,ou estou errada? Agora alguém que tem coragem de maltratar um animal sem ele fazer nada,é um tremendo de um agressor ou sei lá como pode ser chamado esse "ser das cavernas".
Estava pesquisando sobre leis contra agressores de animais e encontrei muita coisa. Uma delas me chamou atenção > http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5546972-EI306,00-Punicao+a+agressores+de+animais+e+tratada+com+ironia+na+Camara.html
Ah! No Panamá foi proibido as touradas e foram criadas leis para quem maltrata animais,querem confirir mais? Aqui está: http://www.anda.jor.br/17/03/2012/panama-proibe-touradas-e-cria-lei-de-punicao-a-agressores-de-animais
>>Casos de agressões contra animais que foram veiculados na mídia:

Lobo,um rotweiller que foi arrastado pelo carro de seu dono por pelo menos 1 km em Piracicaba, no interior de São Paulo, e teve as patas amputadas e não resistiu aos ferimentos e morreu. O mecânico Claudio César Messias, dono do animal, havia sido multado em R$ 1.500 pela Polícia Ambiental.
A enfermeira Camila Corrêa da Silva, de 22 anos, que virou notícia nacional por espancar até a morte seu cachorro de raça “Yorkshire“ na frente do próprio filho, pagando uma multa de apenas R$ 3 mil pelo ato insano.
A cadelinha Mel, de 3 meses, sofreu um trauma após ser maltratada pelo dono e perdeu os movimentos das patas traseiras.
(Fonte: http://rbvnews.com.br/portal/news/geral/9390-caso-mel-cria-debate-sobre-rigidez-na-lei-para-agressores-de-animais.html)
Esses são alguns exemplos de até onde a maldade do ser humano pode chegar e se não fizermos nada,essas atrocidades vão continuar e não podemos deixar que esses criminosos continuem impunes,porque é baseado na impunidade que eles tem certeza de que podem fazer qualquer coisa com os bichos de estimação e nada será feito.
O que pode ser feito? Podemos denunciar! À polícia ou mandando vídeos para telejornais locais ou nacionais,podemos usar a mídia em prol de uma causa nobre. Além de mostrar nossa indignação não aceitando esse tipo de comportamento.Por exemplo quem tem filho pode e deve mostrar a ele/ela a importância do respeito,palavra tão importante e tão pouco praticada,com as pessoas e com os animais,o cuidado,enfim...Ensinar valores para assim criar uma sociedade mais respeitosa no futuro.

Espero que esse post sirva para ajudar algum desses bichinhos lindos.   

Beijos e abraços,
marilimab.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Up Maranhão!

Estou de volta... de novo! rs E vai ser assim o ano inteirinho rs
Bom,não é das minha idas e vindas o motivo pelo qual dei esse nome ao post,não mesmo!
Vi uma notícia na página da UOL no facebook sobre uma descoberta feita pela UFRJ,foi encontrado na Ilha do Cajual,no litoral maranhense.Acredita-se que o animal, que media entre 12 e 14 metros (do crânio à ponta da cauda) e pesava entre 5 e 7 toneladas, viveu há cerca de 95 milhões de anos.Antes da descoberta do Oxalaia quilombensis, o maior dinossauro carnívoro brasileiro era o Pycnonemosaurus, que media 9 metros.

Querem saber mais? O endereço é esse ---> http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/03/16/museu-nacional-anuncia-descoberta-do-maior-dinossauro-carnivoro-do-brasil.jhtm

 Saudade de vocês todos!! s2

Beijos e abraços,
marilimab.





 morto de gato,hein? rsrs

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dois mil e onze

O novo ano já começou e com ele tantas coisas ainda podem acontecer até nos dermos conta de que ele realmente já chegou vai demorar um pouquinho.
Em 2010 vivi tanta coisa e cumpri quase todas as minhas metas,exceto uma,amar alguém.
Estava decidida a não me deixar levar pelo coração e somente estudar,certo,estudei muito,me estressei bastante,quase fico louca,mas me apaixonei.
Só que encontrei o que faltava em mim,um pouco de serenidade,calmaria,paz.
Antes pensava que era uma escolha um pouco precoce,porém vejo que está certíssima a minha vontade de ser psicóloga. Vou contar um fato bem esquisito que aconteceu comigo,mais precisamente em dezembro.
Bom,estava lanchando na praça de alimentação do shopping quando senta ao meu lado um senhor que mais tarde eu saberia que era um psicólogo formado há muito tempo.Sempre quis encontrar alguém que tivesse escolhido esse curso para viver,pois uma coisa é você dizer:"Ah,vou fazer psicologia!" e outra é conhecer alguém que fez,para essa pessoa dizer os prós,os contras,enfim.
E sim,tive a certeza de que não estou errada nem um pouco,quero sim ser um futura psicóloga.
Conheci pessoas maravilhosas esse ano,fiz o blog,que foi uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida,por que com ele encontrei pessoas especiais e continuo encontrando-as,o engraçado é como elas surgem.
Fui convidada para um encontro de blogueiras do estado e fiquei muitíssimo feliz,senti que estou sendo valorizada por uma das coisas que eu mais adoro fazer: Postar.
Continuei irritada em 2010,bagunceira(não mais),preguiçosa(o ápice).
Descobri uma coisa que eu adoro fazer: Escrever enquanto o resto está dormindo,ou seja,durante a madrugada.
Assisti ótimos filmes,que me fizeram crescer de certa forma,me enriqueceram culturalmente e ainda falta assisti vários da minha listinha(logo,logo posto ela aqui!) e claro,vi muitas comédias para rir à toa sem preocupação. A-doro comédias rsrs.
Ah! Claro o meu ano não podia ficar sem música,não viveria sem. Descobri uma infinidade de bandas e cantores novos,alguns com uns anos de estrada.
Meu natal foi melhor do que eu imaginava e meu reveillon idem. 
E a saudade dos que não estão mais comigo,essa não me abandona,nunca!


Para quem eu ainda não desejei:
FELIZ ANO NOVO,Happy New Year ou Feliz Navidad!

Beijos e abraços,
marilimab.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Crítica ao abandono do patrimônio histórico na Ilha

Bom,moro em São Luís,como eu já devo ter falado antes,foi eleita capital da cultura em 2009,mas preciso desabafar,o patrimônio arquitetônico está ruindo com o tempo por falta de cuidados,o governo federal que diz dar a verba necessária para o órgão responsável(IPHAN) restaurar os prédios que precisam de reparos,porém é necessário uma licitação da prefeitura ou coisa assim(me corrijam se eu estiver errada) para o mesmo poder entrar em ação.
A nossa cidade que é berço de poetas das mais variadas épocas,de inventores,cantores,compositores e uma imensidão de intelectuais,está sendo levada com o tempo,os casarões e toda a sua história estão indo junto com o descaso com que são tratados oferecendo risco à população.
Quando eu vou ao Centro Histórico parece que estou entrando em outra época,meus olhos passam a ser janelas para que eu possa olhar Ana Jansen,os holandeses,os franceses...
Vai ser muito triste se meus filhos não puderem ter a oportunidade de ver o que eu vi,de poder 'tocar' na história do povo maranhense.
Vamos lutar,maranhenses!! Para que o governo cuide do que é nosso,não vamos ficar passivos vendo o tempo levar os azulejos e tudo o que os antepassados construíram para guardar a nossa memória.
Não vai parar só aqui nesse post,em breve terá mais.
Por favor,me ajudem a divulgar essa ideia!        Conto com vocês,queridos.

Beijos e abraços,
marilimab.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sessão pipoca


Esse filme de hoje não tem nada em comum com os demais que já tenho falado por aqui.

Trata-se de duas formas de governo,o nazismo e o fascismo,muitos devem estar achando que é um filme antigo,mas vou logo avisando que não tem nada relacionado à II Guerra Mundial,ok? Devem estar se questionando: Como? Sim. É ai que vem o enredo abrilhantando e fisgando a nossa mente.



A Onda, Die Welle, é um filme realizado [dirigido] na Alemanha em 2008 por Dennis Gansel. Um professor amante de rock e com simpatia pelo anarquismo − personagem apesar de tudo frequente e revelador dos anseios frustrados de antigos estudantes insubmissos que acabaram por integrar o rebanho − foi encarregado pela directora da escola de dar um curso sobre os regimes autocráticos. Na Alemanha, inevitavelmente, o fascismo iria ser o tema dessas aulas, e como ninguém queria ouvir mais uma vez as banalidades de sempre sobre o Terceiro Reich e a culpabilidade alemã, o professor decidiu romper a barreira do desinteresse procedendo a uma experiência pedagógica. Propô-la aos alunos e eles aceitaram. Durante uns dias, o professor obrigaria os alunos, com o consentimento deles, a cumprirem os rituais físicos da disciplina de massas, esperando que eles aprendessem assim o conteúdo ideológico dessa disciplina.
Ao ver o filme, qualquer português da minha idade encontrará ali as aulas de Educação Física da sua infância. O que nos obrigavam a fazer! Talvez por isso todos nós, os jovens esquerdistas, éramos péssimos em ginástica. Se o taylorismo é a disciplina do corpo para a produção, o fascismo foi a disciplina do corpo para a política. Na experiência pedagógica daquele professor tudo começou com gestos simples, o levantar e o sentar, o estar sentado direito e de pés juntos.
E o professor tinha razão, porque antes de ser uma ideologia ou uma forma de governar, o fascismo fora acima de tudo um ritual colectivo, a encenação diariamente repetida da hierarquia e da submissão, da ordem enquanto anulação do indivíduo na grande colectividade, na pátria ou na raça.
O passo seguinte, não menos decisivo, foi a escolha de um uniforme, porque o uniforme não é apenas um símbolo de identidade do grupo. Muito mais do que isso, no fascismo o uniforme era uma máscara que ocultava as diferenças sociais, aquilo que já não sei que crítico britânico denominou «sartorial socialism», socialismo de alfaiate. E o pior é que foi esta a argumentação empregue por alguns alunos para convencer outros, mais renitentes, a aceitar o uniforme. Ele é democrático, diziam eles, pois reduz todos à mesma condição. E não é a democracia nos dias de hoje o mais insuspeito e incontroverso dos valores? Democrático dentro das paredes da sala de aulas, porque lá fora, apesar de envergarem roupa idêntica, os alunos eram ricos ou pobres ou assim-assim, sem que competisse ao uniforme abolir aquela realidade fundamental. A discussão na turma a propósito da adopção de uniforme foi das mais sugestivas, porque surgiu ainda o argumento de que nas democracias as fardas são comuns e até os executivos das empresas adoptam padrões de vestuário. Precisamente. Será que o fascismo foi democrático? Ou é a democracia que é fascista? E não podia ser mais aterrador o uniforme criado pelo professor e pelos alunos, calças jeans azuis e camisa branca. Na sua inteira banalidade, este uniforme lembrou-me o que John Le Carré descreveu em A Small Town in Germany, onde relatou o desenvolvimento de um fascismo pós-fascista, um movimento cinzento e anónimo de mediania social.
Adotado o uniforme, impunha-se naturalmente a escolha de uma saudação, o outro elemento ritual necessário para a identificação do grupo. E como o desporto aquático era a especialidade daquele professor e daquela turma, a saudação acabou por ser um gesto de braço reproduzindo o movimento de uma onda. Aquela tribo adquirira o seu nome e o seu totem. A Onda.
Porém, o que começara como um jogo continuou como um mecanismo inelutável, cujas engrenagens já não puderam ser sustidas e cujos efeitos não puderam ser travados. A sociedade não é um laboratório e as experiências sociais têm efeitos reais. A partir do momento em que se começa a fazer algo como experiência, ela deixa de ser gratuita. Talvez seja esta a maior lição de um filme que tem tantas. Contrariamente ao que imaginam os pós-modernos, a futilidade é uma coisa muito séria.
Uniforme, saudação, rituais, disciplina de massas, este conjunto excluiu todo o resto. As aulas deixaram de ser − ou de pretender ser − a transmissão ou a partilha de um conhecimento e converteram-se na mera afirmação da identidade do grupo. A vida privada foi eliminada. Não só a vida privada, aliás, mas todos os tipos de existência que ultrapassassem os limites do grupo. A Onda não tinha vias de saída, nem sociais nem mentais. A redução da existência a uma perspectiva única, é isto o totalitarismo, e o apelo aos sentimentos é aqui um dos procedimentos mais eficazes. Lealdade, afeto, devoção, nada disto podia ser gasto com namoradas ou com colegas, mas apenas com o grupo ou com as pessoas enquanto membros do grupo. A confusão do político com o afetivo, que ameaça todos os grupos, constitui o grande risco do totalitarismo, tanto mais perigoso quanto é a sedução da demagogia fácil. A política exercida com a razão é o antídoto do fascismo, que sempre se apresenta como uma política da emoção.
A Onda deu aos alunos o que lhes faltava, o sentido de uma comunhão coletiva, mas com a condição de eles darem tudo… a quem? Ao grupo? Através da hierarquia instaurada, tudo é dado inevitavelmente ao chefe do grupo, por isso ele pode aparecer como o generoso dispensador de beneficios e de conselhos. O autoritarismo não é senão a exploração afetiva dos que se entregam à autoridade. O carisma não emana do chefe, é-lhe dado pelos que acreditam nele e que não têm consciência de que recebem de volta no plano simbólico aquilo que lhe concederam no plano real.
Mas não foi só através da repetição dos gestos da disciplina coletiva que os alunos assimilaram o fascismo, a ponto de o adotarem. O terreno propício estava criado pelo misto de ignorância e de ressentimento que caracterizava a quase totalidade dos estudantes daquela turma, como caracteriza a sua esmagadora maioria noutras escolas e em outros países. A ignorância não consiste em não saber,mas em não desejar saber. A ignorância é só outro nome que se dá ao desinteresse. O ressentimento é a outra face do mesmo problema. Referindo-se à base popular dos precursores do fascismo francês, Eugen Weber observou que ela se caracterizara por «odiar os ricos e desprezar os pobres», o que constitui a definição do ressentimento. Naquele caso, o ressentimento era antes de mais sentido pelo professor, licenciado com diplomas de segunda ordem, enquanto os colegas tinham vindo de melhores universidades. O ressentimento era sentido também por muitos alunos e alunas, invejosos dos que tinham melhores notas ou melhores carros ou melhores roupas, das que eram mais bonitas e dos que eram mais atléticos. Como ninguém tem tudo, a semeadura do ressentimento encontra campos férteis. E assim os perdedores de sempre, os tímidos, os incapazes sentiram-se fortes em grupo e foram eles quem forneceu à turma a estrutura embrionária das tropas de choque.
Se  tivesse começado a espalhar-se pela cidade, o fascismo de A Onda fora gerado dentro das paredes de uma sala de aula e mantinha na escola a sua base de sustentação. Foi a estrutura escolar que forneceu o quadro daquela experiência. O professor não inventou uma nova relação com os alunos, apenas deu outro rigor e marcou de outro modo a hierarquia subjacente à vida da escola. Normas, submissões e comportamentos que no cotidiano aparecem de maneira dissimulada passaram para o primeiro plano e preencheram toda a cena. Ainda aqui o filme indica um dos mais importantes caminhos para a análise do fascismo, porque entre as duas guerras mundiais o fascismo jamais poderia ter ascendido e imperado sem o quadro prévio que lhe fora fornecido pelo liberalismo burguês. Compreenderemos o mecanismo básico do fascismo se soubermos que ele foi uma revolta no interior da ordem, não contra a ordem − ainda que,  em alguns casos, pudesse tê-la derrubado depois. Do mesmo modo, aquele fascismo escolar surgiu no interior da hierarquia docente e contou com a proteção discreta, embora significativa, da diretora da escola, numa ocasião em que o barulho dessas estranhas aulas começou a incomodar os professores conservadores que davam aulas ao lado. 

E na perspectiva dos tempos livres vemos que a escola não foi o único quadro constitutivo do fascismo de A Onda. Os pequenos grupos informais existentes entre os alunos, as minúsculos gangues de esquina que alguns deles formavam nos corredores da escola ou nas ruas da cidade, foram mobilizados para influir no grupo mais vasto, e ao mesmo tempo que perderam a sua identidade contribuíram para dar ao movimento uma identidade única e coesa.

É importante ressaltar que não estamos isentos de sermos mergulhados num regime totalitário,pelo contrário,é muito simples,surge a partir de uma ideia e essa mesma ideia se for comum à um pequeno grupo,pode crescer em tomar proporções inimagináveis.
Bom,assistam! É excelente!
Ps: Leitores,queridos,desculpem pelo tamanho,mas é que quando o assunto tem tantas vertentes não consigo me conter rsrs. Desculpem mais uma vez.
Beijos e abraços,
marilimab.

domingo, 19 de setembro de 2010

Minha percepção de VMB

Como já foi bem dito pela Luz,as bandas coloridas são a febre da vez,estão em todos os lugares,em todas as rádios,para a infelicidade daqueles que gostam de uma boa música num domingo à tarde.
O que as pessoas não pensam e no post a qual me referi também consta isso,é que o que estamos vivendo,o tal  happy rock não tem nada de novo,não mesmo.Se você for pensar,são apenas garotos,apenas um marketing reinventado para agradar os jovens(que também não tem nada de novidade).
Tudo é tendência,momentâneo,instântaneo,do mesmo jeito que chegam,vão logo embora,e então você entende e vê quais são ou não bandas.
Não vai demorar muito para o vocalista do Restart "resolver"(com o auxílio do empresário)seguir carreira solo, pelo menos não enquanto for lucrativo para a gravadora mantê-los juntos.
O que eu fico frustrada é que não tem nada,absolutamente nada de conteúdo nisso tudo,nada que nos vai tornarmos melhores,(claro que já tive um triste fase da minha vida em que eu gostava de RBD e achava um máximo, enfim isso não vem ao caso agora!).As músicas não protestam! 
Ok,falam de amor,certo! Que raios de amor é esse que dura um semana e para todos assistirem online no msn? Pois é assim que os jovens de hoje namoram,não que eu não seja jovem,mas poxa,não sou obrigada a ser jogada no mesmo saco que estes,que dizem saber tanto de música e acabam escutando o quê? Cine? ora essa!
A internet também já não é novidade há alguns anos e muitas bandas começaram a partir dessa ferramenta pra conseguir o booom e passam de underground para mainstream muito rápido,o que antes era galgado passo a passo,degrau por degrau,hoje você alcança em seis meses,não que não seja bom,mas na minha concepção meio que perde a essência do que é rock,entendem?Perde-se a dimensão do quantas pessoas ralaram anos e anos até serem reconhecidas nacional e até internacionalmente,sem falar que muitas perderam as vidas e apenas postumamente alcançaram o sucesso. É esse tipo de coisa que me deixa profundamente triste,vê que as pessoas não valorizam tanto isso,ao mesmo tempo que muito fãs formam famílias e ajudam as bandas a crescerem.Ainda bem que há tanto contraste nisso tudo.


*As roupas:
Bom,eles vendem muito mais a imagem do que a música em si,se preocupam muito mais em "serem bonitos"(que pra mim,aquilo não é beleza) do que tocarem ou terem algum talento de fato.
Eles estão vendendo,VENDENDO um estilo de comportamento nitidamente e as pessoas não percebem ou fingem não perceber o que está óbvio,sabe? Puuutz!!


Vou chegar ao ponto que me fez fazer deste tema um post,essa semana no dia 16/09/10 foi ao ar uma premiação chamada: VMB,que pra quem não sabe,é uma premiação realizada pela MTV Brasil destinada aos artistas que mais brilharam no ano.
Agora devem estar se pergutando o que tem a ver as bandas coloridas com o VMB,certo?
Justamente,por quê foram esta banda,Restart,que usurpou dos prêmios mais cobiçados,como artista do ano e hit do ano.Pelo amor né?Restart? Artista do ano?.
Vou relatar a vocês um fato ocorrido nesse programa,estavam dois caras que não sei o nome e mais o Danilo Gentili,se não me engano para falar quem tinha ganho o prêmio de hit do ano,todos gritavam vorazmente pela Pitty e no momento que um deles disse: Restart! Todos vaiaram muuito os ganhadores e me despertou que não era só eu que estava insatisfeita por eles terem ganho,porque caramba tinham muitos artistas melhores que eles e não levaram nada para casa. Nossa fiquei extremamente triste nesse dia,que eu esperava que seria um dos melhores VMBs e foi uma droga! Mesmo!


Pois tá,obrigada aos que leram todo o post,para os que não leram,obrigada também! rs


Ps: Quero deixar claro que estou criticando o comportamento e não as pessoas que estão por trás deste comportamento,ok?.


Beijos e abraços,
marilimab.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Serenata Histórica

Bom,pessoas lindas do meu humilde blog,ontem prestigiei um movimento chamado "Serenata Histórica" que a meu ver,foi esplêndido. Consiste num grupo de cantores com um carro de som,são boêmios na verdade,com aquele chapéuzinho famoso,cantando ao som de um violão e um saxofone,belas e eternas canções.Durante o trajeto também há um grupo de atores que encenam e declamam poesias dos autores maranhenses.Os atores se caracterizam como trovadores de fato,com roupas de época,rosas na mão e galanteios nas janelas.
Essa iniciativa de nos convidar(minha classe) para participar desse evento que é mais prestigiado pelos turistas do que pelos próprios moradores dessa Ilha,partiu de minha querida professora de português.
Acontece durante um mês,todas as quartas com início às 19:30h,no centro histórico,mais exatamente ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Vitória.
Espero que gostem,se alguém morar por aqui,é só ir lá conferir...Ah!Eu estarei com alguns de meus amigos!
Sintam-se convidados!!


Beijos e abraços,
marilimab.           

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