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domingo, 28 de junho de 2020

Inferno AStral



A primeira vez que entendi o significado de inferno astral foi quando um ex me explicou e ele sabia muito a respeito e, não sei se porque fiquei sugestionada, mas a partir de então aquela explicação começou a fazer sentido para mim.
Bom, considerando o período pandêmico e que muito provavelmente não irei comemorar (assim como milhares de pessoas não puderam/ão) da forma como gostaria cercada das pessoas que gosto, bebendo bolo com cerveja e dançando cacuriá ao som de alguma música pop, resolvi procurar o que inferno astral significa.
Segundo o site “Astral Centro”:
“O período de Inferno Astral em cada signo corresponde aos últimos 30 dias de seu ano. Nessa época, o sol começa a caminhar pela última casa do Mapa Astral. Segundo a astrologia, esse lugar representa o inconsciente e uma energia confusa que não se consegue entender bem, atraindo pessoas, situações e fatos confusos gerando, assim, a má fase e o mau humor do período.
Nesta fase, há pessoas que ficam doentes, sofrem perdas e passam por situações de muita confusão e indefinição até que o Inferno Astral vá embora”.

O que esse site diz não foge das informações que possuía, todavia, resolvi que esse ano meu inferno astral vai ser bom, vai ser resolutivo, vai ser um encerramento digno de ciclo, vou agradecer aos meus anos bem vividos, às experiencias dos últimos 11 (onze) meses, às podas que tive que fazer, ao aprendizado, ao crescimento pessoal e espiritual, as pessoas que conheci e reconheci, ao autoconhecimento adquirido, às lágrimas derramadas, aos pores de sol, aos impulsos, por eu ter aprendido a deixar entrar, pelo recomeço.
Não vou fingir que não estou morrendo de medo da nova idade, das responsabilidades, dos sonhos que pretendo realizar, de tudo que ainda que tenho a viver, porém, a vontade de ver tudo isso é maior que o medo de ficar sentada vendo a vida passar.
Como disse Clarice Lispector, “...o que eu desejo ainda não tem nome”.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O (quase) fim de uma era

Tenho observado com frequência a ansiedade quanto ao fim da década, sendo que, como apontado oportunamente por uma amiga, uma década termina em 0, logo apenas em 2020 será encerrada a década propriamente dita. 
O que quero dizer com isto é: ansiedade. Ansiedade que 2019 acabe, ansiedade porque 2020 está batendo na porta e muitas coisas não foram realizadas ou concluídas. 
A internet está lotada de memes acerca do assunto e não é para menos o "fim" sempre assusta, a mudança mexe com os recônditos do consciente e do inconsciente. 
Esse ano, em particular, me ensinou muitas coisas, acredito que estava mais consciente diante das avalanches e até às mais singelas mudanças, refletindo mais do que apenas deixando passar sem entender os processos.
Processos. Bem, eles realmente fizeram e ainda estão fazendo o meu ano, acredito que sem cada um deles eu não estaria me encaminhando para um estado de maior atenção ao que estou vivendo, à mim.
O que 2019 te ensinou ou que ainda está ensinando?

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Relacionamentos

Desde mais nova tive uma tendência a gostar de dramas, sejam aqueles de novela mexicana ou os hollywoodianos. Gosto que adquiri assistindo bastante televisão, bem criança dos anos 90.  Esta propensão somada ao meu signo (e logo depois à minha vênus), me transformou numa amante dos romances melodramáticos, das comédias românticas e dramáticas em geral. Quer me ver feliz? Me apresente uma que eu ainda não tenha assistido rsrs. 
Você imagina que devo ter levado essa característica aos meus relacionamentos afetivos, sim? Bom, sim e não. Confesso que idealizei muitos relacionamentos a princípio, mas com o passar do tempo e após algumas vivências amorosas, aprendi uma e outra coisa. E, embora essas características sejam marcantes em mim, entendi que não vale amar sozinha, sonhar sozinha, me moldar num relacionamento que (claramente) não é para mim. Se não for para ser toda, prefiro nada. 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Inferno astral

Não sei como vocês lidam com aquele período chamado de "inferno astral", que é exatamente um mês antes do aniversário. 
Normalmente fico ansiosa com a chegada do dia, afinal é aquele dia em que é permitido ser egoísta, narcisista e querer as atenções todas para si. Além desse sintoma clássico, costumo avaliar o meu trajeto até aqui, especialmente este ano tenho estado bastante reflexiva acerca do aspecto pessoal da vida, organizando o armário emocional, jogando fora aquelas caixas com ressentimentos, doando as roupas com cheiro
s que não fazem bem, tirando a poeira de certas memórias agridoces, abrindo espaço para novas roupas, quem sabe novos porta-retratos? 
Talvez seja preciso reformar todo o guarda-roupas, mexer na estrutura, pode estar infestado de cupim, aquela pessoa que vez ou outra reaparece na sua vida só para roer uma prateleira que você achava estar firme, no entanto por dentro estava em ruínas. 
Está mais que na hora de tirar tudo o que não faz bem e abrir espaço para o novo, para as coisas boas. 
Não, você não merece reviver o passado nem as tristezas ali vividas, o presente está aqui e o futuro logo ali aguardando você como uma folha branca aguardando a tinta tocar o papel para ser escrito. 

Feliz revolução solar, que o alinhamento planetário te traga novas experiências, prosperidade e oportunidades de
aprendizado. 
  

quinta-feira, 13 de junho de 2019

A garota da vitrine

Domingo enquanto procurava um filme semelhante à "Uma linda mulher", me deparei com o título "A garota da vitrine" ou "Shopgirl" e resolvi dar uma chance, já que a sinopse soava interessante.
Bom, o filme tem um narrador que se faz presente em alguns momentos, muitas cenas sutis onde a interpretação é tudo que se pode perceber, pois não há tantas falas quanto filmes hollywoodianos, a que se está acostumada (tô procurando me habituar a filmes com roteiros menos óbvios). 
O filme conta a estória de Mirabelle, uma jovem que muda de cidade e trabalha na Saks e vende luvas, sim...luvas! Aquelas que se usa com vestidos de gala. 
Mirabelle conhece Jeremy na lavanderia num dia comum enquanto dobrava suas roupas e conhece Ray quando este vai comprar um par de luvas pretas. Não conhece os dois ao mesmo tempo, há um momento em que um deles retorna à vida dela, mas ela já está saindo com o outro, embora este tivesse a alertado de seu desejo de manter as opções em aberto. 
Os diálogos com o Jeremy rendem boas risadas, eu garanto, dada a falta de noção por parte dele com regras básicas de convivência e a ingenuidade da personagem. 
O Ray representa o arquétipo de homem dos sonhos, educado, envolvente, charmoso, abastado, tudo o que uma garota foi ensinada a querer (graças aos céus este padrão está mudando!), o desenrolar da trama surpreende (ao menos a mim) bastante. 
O que permeia o filme e me deixou reflexiva, é análise bastante coesa e atual, apesar do filme ser de 2005. 
Antes de mais nada, é preciso dizer que o enredo é baseado no livro de mesmo nome escrito pelo ator Steve Martin (que interpreta o Ray no filme) e trata sobre os relacionamentos modernos (Bauman teria bastante o que dizer sobre) em que as pessoas, por receio de sucumbir à paixão e consequentemente medo de sofrer, de se envolver plenamente e preferem deixar o outro à uma distância "segura", porém acabam sofrendo e fazendo o outro sofrer. 
Além disso, o filme também mostra que mudamos a vida do outro sem perceber e talvez algo dito, por mais singelo que seja, pode transformar complemente a vida de alguém, portanto, é preciso ter responsabilidade quando tocamos a vida do outro. Empatia sempre. 

Por fim, espero não ter tirado a vontade de vocês de assistirem ao filme. Vale muito a pena. 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

TAKE ME TO YOUR RIVER

Leon Bridges tocando nos fones de ouvido e você me veem a mente, aquele dia em que a gente trocou olhares e parecia que o tempo tinha congelado.
 As pontas dos nossos dedos tocando a pele um do outro, minha respiração colada na sua, era como se respirássemos o mesmo ar por alguns instantes.
Nesses momentos de recordação parecia que você ainda estava aqui do lado esquerdo da cama, ainda conseguia ouvir você reclamar de que eu te deixava dormir demais, que ia perder a hora ou quando você reclamava que eu tinha que sair tão cedo.
O refrão tocando em looping na minha cabeça, “take me to your river”, você sobre mim, suas risadas misturadas as minhas, o suor, o calor do beijo mesmo naquele temporal de fevereiro.
Ah! O que eu não daria para ter aqueles minutos, hora, não sei, de volta?
“Me leva de volta para o seu rio”, eu implorava, mas você não parecia se importar. Nem em meio aos meus prantos e tentativas quase inaudíveis de dizer que não ia aguentar vê-lo sair da minha vida.

Assim que a música termina, a lembrança de você se esvai e eu lembro que preciso seguir adiante, terminar o que ainda não terminou dentro de mim e viver. 

Foto: @cometacavalo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Percepção do tempo


Bom, aqui estamos em 2019 e muita coisa mudou, o que não mudou foi a minha vontade de continuar escrevendo, apenas diminui a frequência ao longo dos anos, contudo, a minha forma de ver o mundo não mudou, o que mudou foi, de fato, eu. E me dei conta disso ontem enquanto conversava com velhos amigos e um deles, sob o efeito desconcertante do álcool, trouxe à tona minhas predileções afetivas a.k.a minhas paixões infanto-juvenis. Noss.. que constrangedor! Rsrs
Incrível como as coisas mudam dentro de nós, nossa percepção sobre tudo se modifica, mas alguns sentimentos relutam a permanecer em nós, do contrário como explicar o lace que une quatro pessoas ao longo de quase vinte anos senão a amizade?
 Outro destes amigos quis traçar o perfil de garotos que gosto e naquele momento só consegui mostrar a foto de um rapaz que acho interessante, mas é muito mais do que barba, cara de hipster e um corpo não tão definido, é questão de vibe, de energia, sabe assim? Pode parecer um papo esquisito, mas me vejo questionando as formas atuais de relacionar-se e não me vejo encaixada nessa modernidade, por mais moderna que me considere ainda sou vintage, como diz uma amiga querida. 
Mas o que eu quero dizer com isso tudo? Que evoluímos, não somos mais as crianças tampouco os adolescentes que éramos, somos adultos, cujos passados não devem ser vistos como único referencial e que tudo bem ter tido uma ou duas paixonites horrorosas, perdoe-se pelo que você fez e hoje não faria e agradeça pelos aprendizados que a vida generosamente lhe possibilitou. Pois, se não estivermos aqui para aprender e melhorar, para o que mais estaremos? 

Desejo um 2019 de reinvenção, mas sobretudo de agradecimento. ♥ 


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