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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Destruir para construir

Com certeza você já deve ter ouvido falar ou lido em algum lugar que os 30 são os novos 20, sim?

Bom, ainda não tenho trinta anos, mas dada a proximidade, comecei a refletir. 

Se você já frequenta aqui ou já leu algum post sabe que não é preciso muito para me fazer questionar alguma coisa, não é mesmo? Rsrs

Esse papo vai falar basicamente com o público feminino, porém homens sintam-se convidados a puxar uma cadeira e ouvir também, se lhes interessar. 

Desde crianças nós, mulheres, fomos apresentadas a milhares de normas para viver em sociedade e ser uma “boa garota”, a forma de sentar, como responder as pessoas, como cumprimentar apropriadamente, como não falar, como se vestir, como não se vestir, etc. 

O que é importante compreender neste manual de “bons modos” é que todo comportamento que fosse o oposto do que nos foi ensinado geraria uma resposta sobretudo masculina e principalmente sobre como essa espécie do sexo oposto iria pensar a teu respeito. Sim! Absurdo!

Graças à literatura feminista temos compreendido que boa parte (todo) deste manual tem sido parte do mecanismo patriarcal para nos manter nos “nossos” lugares e perpetuar o machismo, capitalismo e todo esse sistema abominável que impera. 

Onde quero chegar com tudo isso? Que leva no mínimo uns bons anos para descontruir todo esse pensamento de que “se eu fizer isso, ele vai pensar aquilo” e até que estejamos atingido nosso “melhor eu” já temos.. o quê?! Trinta e uns, quarenta e tantos? Não sei bem precisar, uma vez que a melhora pessoal é uma conquista diária. 

Derrubando um tijolo por vez destruiremos esse muro que nos separa de quem realmente somos, mas é preciso paciência consigo, entender que terão dias em que vamos regredir, vamos nos sentir inseguras porque foi assim que nos ensinaram a ser, mas que isso não nos define, somos muito mais do que um dia, somos todos os outros tantos dias. 

Você consegue, eu consigo! 

Here we go again and again and again... 

             


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Desapontada, mas não surpresa

Quando eu era mais nova achava incrível quando meus pais iam votar, sempre pedia para apertar os botões só para ouvir aquele somzinho que confirma que o voto foi efetuado. 
À proporção em que fui crescendo e estudando, tomei a consciência de que aquela conquista era especialmente importante para nós, mulheres.    
Todavia, apesar de saber do peso do voto e de seu significado, durante algum tempo minha mente ficou turva com os pensamentos  "política não serve para nada", "todo político é corrupto", "meu voto não faz diferença", "vou votar nulo ou branco, assim não me responsabilizo". 
Ideias estas que além de limitantes são falaciosas, na medida em que meu (e o seu) voto faz (em) sim diferença, a política é fundamental para a engrenagem da sociedade democrática de direito em que estamos inseridos, bem como a escolha dos nossos representantes é imprescindível, vez que o nosso sistema é representativo, ou seja, necessariamente temos que escolher quem nos representará e, por isso deve-se escolher com coerência, isento do famigerado "voto em fulano porque meu pai vota", digo isto porque foi esse o raciocínio que utilizei na primeira vez que votei e, embora tenha partido deste princípio, lembro que me senti inclusa e feliz por participar do pleito eleitoral porque eu sabia que muitas mulheres lutaram para hoje eu e tantas outras mulheres pudessem entrar na cabine de votação e apertar aqueles botões, algo que parece tão singelo, mas que representa tanto. 
Nesta senda, em pleno 2018 ver mulheres defendendo um presidenciável que se declarou algumas tantas vezes ser favorável a diferenciação de salários baseado no gênero, entre outras afirmações misóginas*, é simplesmente inaceitável. Implica dizer que tudo o que lutamos não importou em nada e não se trata de discurso feminista (se é que essa expressão pode ser usada de forma pejorativa porque sinceramente não entendo assim), mas de uma constatação fática, basta um pouco de leitura via breve pesquisa na web com as palavras-chave "sufrágio-feminino".
Além disso, nesse pleito eleitoral é perceptível o ressentimento da população com as denúncias envolvendo políticos/desvio de dinheiro público, principalmente após o escândalo da operação Lava-Jato que transformou o PT no inimigo nacional. 
Obviamente não se pode negar os desvios e a corrupção varrida para fora do tapete, contudo, acredito que é interessante analisar as propostas de todos os candidatos e escolher um cujos propostas sejam razoáveis para o nosso país, não aquele (a) que atenda aos interesses egoísticos de uma parcela da população. 
Pensem bem, não existem mal a ser expurgado, mas sim mentalidades tacanhas tentando impor o que é "certo" e "errado".  Vote consciente! 

Que nesse 07 de outubro façamos história mais uma vez, que não cedamos à censura, tampouco à tentativa de reduzir nossos tão (árduos) direitos. #elenão #elejamais

Beijos, 

M. 

P.s.: Sempre bom lembrar que este texto não tem intenção de defender nenhum partido, mas sim ser a favor de direitos constitucionais que, se hoje estão lá assegurados, é sinônimo de luta e não de perfume de rosas. 

domingo, 18 de julho de 2010

Somos todos iguais?

Desde os primórdios,o sexo masculino é dominante sobre o feminino.
Estereotipando comportamentos,ocupações etc.
"Mulher serve para isso,mulher serve para aquilo",blá,blá...


Em décadas como 1950 e 1960,Simone de Beavoir lançou um livro chamando,"Segundo Sexo" debatendo sobre o que mais tarde se chamaria de feminismo.Defendia que para as mulheres serem inseridas na sociedade era preciso eliminar uma série de elementos que as impediam de ser autônomas:a educação que as preparava para agradar aos homens,para o casamento e a maternidade;o caráter opressivo do casamento para as mulheres,uma vez que,em vez de ser realizado por amor,era por obrigação para obter proteção e prestígio diante da sociedade;o fato de a maternidade não ser livre,no sentido que não existiam um controle adequado da fertilidade que permitisse às mulheres escolherem se desejavam ou não ser mães;a vigência de um duplo padrão de moralidade sexual,isto é,de normas diferenciadas entre os gêneros,o que permitia maior liberdade para os homens;e finalmente,a falta de trabalhos e profissões dignas e bem remuneradas que dessem oportunidade às mulheres de ter real independência econômica.
Sempre existiu o sistema de patriarcado que a diferença sexual serve como base para subordinação,da mulher pelo homem.Mas como esse este termo era meio que genérico,foi logo abolido.


O termo "mulher" nem era utilizado,pois nós quanto mulheres,não nos reconhecemos como um coletivo,só a partir do feminismo de segunda onda que viram que a opressão atingia não só classes e raças,mas atingia a todas de uma maneira geral,o que trouxe mais revolta e a enfim,união.



Com o sucesso do movimento,estas manifestantes começaram a serem criticadas,não só elas,mas também o que elas representavam,várias charges da década de 1980 revelam isso,"a mulher era vista como aquela que queria ter nascido homem".Muitas delas eram banidas do convívio social,sendo presas e/ou executadas pois muitas se recusavam a dar informações sobre o movimento sufragista



A figura feminina era vista como apelativa,que servia apenas para satisfazer o homem nas horas solicitadas,nas demais tinha que ser simpática e gentil com todos,sempre à rédia curta.
Os anúncios publicitários de décadas passadas mostram o quanto a figura feminina era voltada para cuidar dos filhos,do marido e dos afazeres domésticos.


Elas jamais não poderiam usar o corpo para outros fins que não fossem a satisfação dos homens.A demonstração do desejo(não com devassidão como é estimulado nos dias de hoje),da atração,do que o sexo oposto as faziam sentir,era considerado "pecado" grave,cometido apenas pelas meretrizes.


 Muitas damas da sociedade,eram traídas e sabiam disso,porém a opressão massiva,o sobrenome e a vergonha de ser separada pesavam mais que a própria honra.
Como as mulheres brasileiras ainda são vistas no exterior?
Muitas mulheres foram barradas no aeroporto de Lisboa porque a polícia migratória acharam que fossem prostitutas somente pelo fato da sua nacionalidade.


Apesar de hoje em dia ainda existir pré-conceitos sobre a capacitação profissional feminina,conseguimos muita coisa que jamais pensamos em conseguir.Hoje são mulheres poderosas que estão sentadas nas cadeiras de grandes empresas e não homens.Pode ser a vez de uma mulher ser presidente(ou não).
O fato é que o Brasil apesar dos pesares,é um dos países em que vemos mulheres atuarem em muitas áreas diferentes,de motoristas de ônibus à empresárias de alto porte.


Um dia chegamos lá! Só não podemos é abaixar a cabeça,ok?


Ps: Na terceira imagem,para àqueles que não conseguiram ler,esta escrito:"Eu queria ter um pênis,porque eu ferraria você e depois roubaria seu trabalho", o que fica bem claro é que muitas apelavam pra isso,as vezes se vestiam como homens para conseguir empregos que eram restritos aos homens.


Beijos e abraços,
marilimab.



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