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domingo, 24 de junho de 2018

Por que a opinião dele tem que ter tanta importância sobre o que você pensa sobre si mesma?

Certa vez estava assistindo Sex and the City e num determinado episódio a personagem da Sarah Jessica Parker diz o seguinte: Por que deixamos a única coisa que não temos definir aquilo que somos?  
Não lembro exatamente se era assim que ela dizia, mas se você der um Google rápido vais encontrar essa citação dela.
O que eu quero dizer com ela é que por qual motivo a nossa vida (nossa pq estou inclusa nela assim como todas as mulheres) tem que sempre girar em torno de homem? Por que deixamos que a opinião deles tenha tanta influência sobre nós? Quando a única opinião que conta é a nossa. Pelo menos deveria ser assim.
E isso está relacionado diretamente com a criação, com os mínimos detalhes, padrões que precisam ser quebrados todos os dias.
Às vezes me pego perguntando a mim mesma "se eu mandar tal coisa, o que será que ele vai pensar?", sendo que a pergunta deveria ser "será que eu quero enviar essa mensagem? Estou enviando pelos motivos certos ou estou só querendo reproduzir um padrão?". Com reproduzir um padrão quero dizer, algumas vezes nos submetemos a relacionamentos tóxicos/equivocados para dar algum tipo de satisfação seja pra sociedade ou pra família, quando poderíamos simplesmente estar felizes com nossa própria companhia.
Pra mim importa muito mais o que eu penso sobre mim mesma do que o que um cara qualquer vai achar se eu enviar uma mensagem dizendo que tô afim dele.
Estamos no século XXI ou no XVIII e não me disseram?!
Nunca me esqueço do que uma professora do ensino médio disse em sala de aula, era mais ou menos isso: "Não tenho receio de expressar meus desejos. Sou mulher e posso te-los". Todas as vezes que me pego censurando minhas vontades lembro dela. Jeane é o nome dela. Uma musa feminista. Por mais Jeanes no mundo.

Grande beijo.

M.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dois mil e deSEX and the City

Oi, oi!
Sei que sempre estou em débito com vocês por não ter estado muito aqui nos últimos anos, seja por não saber expressar o que queria dizer ou pela correria maluca, enfim..
Este final do ano, especialmente, me deixou mais nostálgica e pensativa do que de costume, não sei se com vocês acontece a mesma coisa.
Da esq. para direita: Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha
Comecei a me questionar sobre as escolhas que fiz, sobre minha postura frente aos obstáculos, saí do modo automático em que estava vivendo há bastante tempo e não percebia.
Não sei dizer o que foi o estopim dessa reflexão, se foi algum episódio ou alguém, todavia tô lutando contra velhos hábitos e tentando estabelecer novos desafios e atitudes. Afinal, sem ação nada muda, não é mesmo?
Nessa transição conheci uma série pela qual tô apaixonada, chama-se Outlander (tema dos próximos posts) e outra que já conhecia, mas nunca tinha dedicado tempo para assistir, Sex and the City. Esta última me fez questionar algumas coisas, tais como o famigerado medo da solidão e a plasticidade dos relacionamentos atuais, e olha que as primeiras temporadas se passaram no final dos anos 90 ainda assim continua bem coerente.
Sem entrar em detalhes sobre as personagens ou contar sobre a série (vai que alguém além de mim não tenha visto, não é mesmo?), me restringirei apenas aos questionamentos que a Carrie (Sarah Jessica Parker) fez, ok?
Bom, fiz um post sobre os relacionamentos fast-food (se não o leu, clique aqui) em que falei sobre a necessidade das pessoas em se relacionarem com o máximo de pessoas sem manter nenhum relacionamento e sobre a dificuldade que se tem de conhecer alguém além da anatomia humana.
Do quão exaustivo é passar daquele fase inicial em que se conversa somente sobre amenidades e depois de uma linha pré-estabelecida em que cada um vai para o seu canto e o ciclo recomeça.  É ENFADONHO!!
Num determinado episódio elas se questionam se o medo de enfrentar a solidão é maior do que se sujeitar a ter sua cama aquecida com alguém que você mal conhece. Lhes pergunto: É?
Das quatro, Carrie é quem finge aceitar bem a solidão e permanece mantendo hábitos doentios, fingindo ser quem ela não é mais, tudo isso por qual motivo? Para provar para alguém que ela é maravilhosa demais para estar num sábado à noite em casa vendo filme antigo e comendo comida chinesa?
Por que temos essa necessidade de provar para todo mundo que somos quem não somos??? 
Alright???
É por esse sentimentos que nos envolvemos com caras errados a vida inteira e ficamos nos perguntando: "Por que não aparece um cara legal na minha vida?". Já pensou que você pode estar sofrendo por um bobão enquanto um cara maravilhoso está bem à sua frente te encarando a aula inteira ?? Ou no trabalho??
Juro que não entendo essa incoerência de querer ser cuidada e não dar valor a quem cuida. Por que se envolver com quem nos maltrata?? Isso é masoquismo, garota! Cai fora enquanto ainda há tempo!
Ser solteira não é o fim do mundo, você não vai virar "moça velha", é apenas o começo de uma aventura de autoconhecimento e de amor próprio.
Não se deixe iludir pelas metades que os poetas tanto falam, somos inteiros e como tal buscamos outros inteiros, metade para quê?!
Bom 2017 à todos! 

Beijos e abraços, 

M.

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