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quarta-feira, 8 de março de 2017

Amar e ser livre

Ultimamente tenho sido questionada (e tenho me questionado) bastante sobre minha vida amorosa (ou a ausência dela rsrs) por algumas pessoas mais próximas e isso me fez pensar sobre alguns pontos. 
Para começo de conversa:  O que é namorar? É ter um parceiro, um relacionamento estável, saudável, que ocasionalmente um dorme na casa do outro, etc.. Certo? Mas esses relacionamentos precisam ter um termo? Digo..precisam ser eternos? 
O modo como as coisas foram repassadas, esse viés religioso engendrado até hoje dita a forma de pensar, isto é, não concebemos a ideia de que um namoro pode ser sazonal, porém porque não desfrutar a companhia do outro o tempo que nos for confortável (infinito enquanto durar já dizia Vinícius) sem a pressão de que a qualquer momento possam nos perguntar sobre nosso estado civil (solteira, casada, união estável...). 
Não quero dizer que eu seja a favor da promiscuidade (o que é promiscuidade afinal?!) ou da banalização do sexo, mas sim que é possível duas pessoas se relacionarem, se envolverem, se amarem sem que um dos lados queira cair fora com medo da outra pessoa se apaixonar. 
Desde quando vivemos com contagem regressiva??? Está bem que não sabemos o que acontecerá a seguir, todavia não é justificativa para a forma como tenho visto acontecer ultimamente. O padrão se repete e as pessoas estão cada dia menos afim de desvendar o mundo do outro e mais interessadas em transar com toda forma humana que há na face da terra. 
Relationship goals ♥
O que eu desejo é que a minha liberdade envolva alguém a ponto desse alguém escolher ser meu parceiro de vida, mas se formos felizes apenas um período...Maravilha também. 
Vamos pensar bem se queremos estar com alguém porque é nossa vontade ou se estamos nos sentindo pressionadas a ter alguém para corresponder aos anseios de A ou de B.

Beijos,

M.


P.S.
FELIZ DIA DAS MULHERES!!


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Não queria querer, mas sem querer eu quis

E deixei de querer outras mil
Chame-me de louca, mas o que mais sinto falta é de discutir contigo.
De você me dizendo que as minhas escolhas são tolas e eu, em vão, tentando explicar que na verdade são ótimas.
De quando você me xingava e da sua risada quando eu mostrava o dedo médio em resposta.
Das suas danças malucas para me fazer sorrir e eu prendendo o riso para fingir que não dava a mínima.
De como teus olhos brilhavam quando você ficava falando dos seus planos e achava que eu não estava ligando – bem, eu estava prestando atenção na tua boca, mas também estava escutando tudo.

Só não sinto falta de quando você se comportava como se ainda não tivesse saído do ensino fundamental.  



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Nós não fomos feitos para durar

https://br.pinterest.com/pin/570901690245194941/
Na testa dele eu lia “cuidado, frágil” e no meu coração ele achou um prazo de validade vencido.

Nós não fomos feitos para durar e, mesmo assim, entramos no mercado e compramos escovas de dentes para colocarmos no pote do banheiro.
Ele trouxe um pijama para o meu armário e eu levei uma calcinha para a gaveta dele.
Nós sabíamos que não ia durar.
E mesmo sabendo que não ia durar, nós vestimos nossas meias e preparamos omelete às duas da madrugada. Nós inventamos apelidos um para o outro e nomes para os filhos que não teríamos. Nós contamos as moedas do bolso e corremos de mãos dadas até a padaria. Nós dividimos a conta do jantar e a fronha de travesseiro.
Nós sentíamos que não ia durar, então nos abraçávamos apertado durante a madrugada e nos beijávamos de língua antes de escovarmos os dentes. Combinamos de olhar para os olhos um do outro ao invés dos ponteiros do relógio.
Nós tínhamos certeza de que não tínhamos sido feitos para durar, mas também tínhamos certeza de que tínhamos sido feitos para sermos felizes.
E isso nós fomos.
Até o dia em que não duramos mais.
Afinal das contas, ele era frágil e meu coração já tinha passado do prazo.
Duramos mais do que casais que prometeram a eternidade.

(Natália Nodari)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Música do dia

Acordei pensando nas música do Jorge Vercilo, não sei bem o motivo, mas tô cantando desde a primeira vez que dei play. 

"Ela une todas as coisas
Como eu poderia explicar
Um doce mistério de rio
Com a transparência de um mar..."

Uma boa terça-feira para todos nós! 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

F*CK YOU

Sempre soube que isso não ia dar em nada sério, e eu nem queria, só queria me sentir livre e me divertir, algumas vezes a gente só quer se sentir viva. Não é? 
De certa forma ele me fez sentir mulher mais do que qualquer outro, por mais que não queira admitir. 
Não precisava pensar, só me entregava àquela confusão de cabelo, suor e atração. Era realmente bom, intenso e as conversas tão fluidas como se nós nunca tivéssemos deixado de conviver. 
Naquele emaranhado de vozes roucas e desejos expostos pude ver (achei que vi) uma versão dele talvez pouco revelada, guardada a sete chaves, uma versão tão mais bonita que era um pecado guardá-la. 
Apesar dos arroubos e da rabugice habitual era bom estar na companhia dele, exceto quando ele, claramente, quis que eu me afastasse e transformou a rabugice em ignorância gratuita.
A raiva escondida na minha postura contida esconde uma vontade imensa de gritar e dizer: 
Bem a cara dele

Dois mil e deSEX and the City

Oi, oi!
Sei que sempre estou em débito com vocês por não ter estado muito aqui nos últimos anos, seja por não saber expressar o que queria dizer ou pela correria maluca, enfim..
Este final do ano, especialmente, me deixou mais nostálgica e pensativa do que de costume, não sei se com vocês acontece a mesma coisa.
Da esq. para direita: Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha
Comecei a me questionar sobre as escolhas que fiz, sobre minha postura frente aos obstáculos, saí do modo automático em que estava vivendo há bastante tempo e não percebia.
Não sei dizer o que foi o estopim dessa reflexão, se foi algum episódio ou alguém, todavia tô lutando contra velhos hábitos e tentando estabelecer novos desafios e atitudes. Afinal, sem ação nada muda, não é mesmo?
Nessa transição conheci uma série pela qual tô apaixonada, chama-se Outlander (tema dos próximos posts) e outra que já conhecia, mas nunca tinha dedicado tempo para assistir, Sex and the City. Esta última me fez questionar algumas coisas, tais como o famigerado medo da solidão e a plasticidade dos relacionamentos atuais, e olha que as primeiras temporadas se passaram no final dos anos 90 ainda assim continua bem coerente.
Sem entrar em detalhes sobre as personagens ou contar sobre a série (vai que alguém além de mim não tenha visto, não é mesmo?), me restringirei apenas aos questionamentos que a Carrie (Sarah Jessica Parker) fez, ok?
Bom, fiz um post sobre os relacionamentos fast-food (se não o leu, clique aqui) em que falei sobre a necessidade das pessoas em se relacionarem com o máximo de pessoas sem manter nenhum relacionamento e sobre a dificuldade que se tem de conhecer alguém além da anatomia humana.
Do quão exaustivo é passar daquele fase inicial em que se conversa somente sobre amenidades e depois de uma linha pré-estabelecida em que cada um vai para o seu canto e o ciclo recomeça.  É ENFADONHO!!
Num determinado episódio elas se questionam se o medo de enfrentar a solidão é maior do que se sujeitar a ter sua cama aquecida com alguém que você mal conhece. Lhes pergunto: É?
Das quatro, Carrie é quem finge aceitar bem a solidão e permanece mantendo hábitos doentios, fingindo ser quem ela não é mais, tudo isso por qual motivo? Para provar para alguém que ela é maravilhosa demais para estar num sábado à noite em casa vendo filme antigo e comendo comida chinesa?
Por que temos essa necessidade de provar para todo mundo que somos quem não somos??? 
Alright???
É por esse sentimentos que nos envolvemos com caras errados a vida inteira e ficamos nos perguntando: "Por que não aparece um cara legal na minha vida?". Já pensou que você pode estar sofrendo por um bobão enquanto um cara maravilhoso está bem à sua frente te encarando a aula inteira ?? Ou no trabalho??
Juro que não entendo essa incoerência de querer ser cuidada e não dar valor a quem cuida. Por que se envolver com quem nos maltrata?? Isso é masoquismo, garota! Cai fora enquanto ainda há tempo!
Ser solteira não é o fim do mundo, você não vai virar "moça velha", é apenas o começo de uma aventura de autoconhecimento e de amor próprio.
Não se deixe iludir pelas metades que os poetas tanto falam, somos inteiros e como tal buscamos outros inteiros, metade para quê?!
Bom 2017 à todos! 

Beijos e abraços, 

M.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fazer o bem sem olhar a quem

Certa noite estava num Bob’s próximo da minha casa com um amigo querido, quando chega uma moça falando um “boua notche”, logo percebi que ela não falava português e que a tinha visto dias antes na fila do cinema. Ela pediu que ajudássemos (com qualquer quantia que fosse) uma ONG na qual ela é voluntária, a Children’s Joy Foundation que doa alimentos, vestuário e abriga crianças ao redor do mundo. Infelizmente neste dia estava sem muito dinheiro em mãos e meu amigo que desembolsou o que tinha, mas o que me chamou atenção foi o amor ao próximo e o desapego de sair do seu país e desbravar o mundo para conseguir doações para os menos afortunados.
Às vezes sentamos confortáveis em casa e não paramos para pensar nesses anjos que largam tudo para ajudar tampouco nas pessoas que estão passando fome, frio, que não tem onde morar.  
Portanto, resolvi pesquisar sobre essa ONG e descobri que é um abrigo voltado para órfãos, negligenciados e em situação de abandono que oferece programas e serviços através de várias competências em diferentes disciplinas e no tratamento de casos que abordem os direitos de sobrevivência, proteção, participação e desenvolvimento, voltado para medidas preventivas, curativas, restaurativas e reabilitativas para crianças que necessitam de cuidados especiais e proteção para que cresçam e se desenvolvam para uma vida melhor.


Demais links da CJF:


A vida é feita de encontros e este foi um desses bem felizes.
Foi um prazer conhece-la, viu?
Bom, espero que vocês possam divulgar e ajudar a CJF.
Beijos,

Marina. 

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