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segunda-feira, 19 de março de 2018

Pressão de ser "alguém"

Bom, se tu já tens mais de 18 anos é bom ir se preparando para as cobranças porque elas nunca mais deixarão de incomodá-lo(a). 
Há uma crença equivocada de que ao se completar 18 anos adquire-se o total controle da sua vida, a famosa independência. Mas, o que não lhe contam é que essa famigerada liberdade só será entregue  quando puderes se sustentar (em todos os sentidos!) e que de nada adianta completar mais uma primavera se tu não sabes o que fazer com todas as implicações que dela advêm.
Não, eu não tenho mais dezoito anos, caro leitor.
Não sei se gostaria (HELL NO!) de tê-lo novamente, estou feliz com as minhas conquistas e fracassos. (!!!)
Do alto dos meus VINTE E QUATRO ANOS (sei que não é muito, para alguns), experienciei momentos que estão ajudando a construir a mulher que quero ser, afinal todos estamos inacabados, não-terminados, insatisfeitos com algo que ainda não conseguimos conquistar, sempre querendo mais por mais distante que pareça estar.
Estou num momento de novas descobertas, de estreia no mundo de "gente grande", aquelas pessoas míticas que quando criança achava que fossem muito mais velhos e sábias.
Sabe de uma coisa? Não é nada disso. Não me considero sábia tampouco velha, talvez menos ingênua, uma vez que desmitifiquei muitas coisas que me contaram, confirmei outras tantas e simplesmente me sinto honrada dos passos que estou dando, da feitura da minha vida, sabe essa sensação?
Essa paranoia de atingir o inatingível, de preencher as expectativas alheias, é o caminho mais rápido para frustração e quanto mais cedo perceberes isso, melhor.
Se preocupe em se encontrar na vida, sem a pressão de ser isso ou aquilo, tente manter sua saúde mental, ser feliz apesar dos obstáculos e perceber que são os tropeços que te tornam um bom navegador.
Mar calmo nunca fez bom marinheiro.  Não é assim que costumam dizer? Pois bem.

Era isso.

XXXX

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Assim "caminha" a humanidade

Uma vez a internet foi ponte para inúmeras pessoas atravessarem, inclusive para a construção e desenvolvimento de relacionamentos, fossem amorosos ou não. 
Todavia, o que se observa ultimamente é um total distanciamento, completa apatia social.
Parece que a plataforma que, anteriormente, fora desenvolvida para encurtar distâncias só as tem alargado exponencialmente. 
Este é um comportamento possível de ser (melhor) percebido entre os jovens entre 16 e 31 anos, geração que cada vez menos se comunica sem o auxílio dos aplicativos. 
Tantos apps (aplicativos, como é popularmente utilizado) são criados para a interação social, contudo, nos locais onde estes jovens deveriam interagir entre si a presença de smartphones é uma constante, quase como se o momento vivido e não compartilhado não tivesse valor algum. 
Ou será que são os valores que estão sendo modificados? Sem sombra de dúvidas, a questão é: será esta mudança positiva ou negativa? 

...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Joguinho? Nem de videogame eu gosto

Há quem goste de fazer mistério e há quem prefira ser objetivo. Eu, com toda a certeza, estou no segundo time. 
Costumo abordar esse assunto em roda de amigos e ouço bastante reclamação tanto da ala feminina quanto da masculina em relação ao "joguinho". 
Essa forma de "demonstrar" interesse com desinteresse. Demorar a responder uma mensagem para não parecer que está querendo muito, mas também não demorar tanto para não parecer que está desinteressado.  - Qual seria a medida exata, então? 
Olha, para mim isto é simples: Se olhei um rapaz e o achei interessante, digo a ele, se não quero digo também. Nada mais injusto do que prender alguém à você por ego ou seja lá o que for. 
Quando se quer alguém de verdade não há espaço para fingir desinteresse ou julgar a conduta do outro. 
Claro que devemos controlar a ansiedade, pois as relações precisam de tempo para maturar. No entanto, ultimamente essa pressa em viver tudo que há para viver (Lulu Santos feelings) está suprimindo a fase de conhecer o território, de conhecer melhor o outro, de desnudar a alma porque ao mesmo tempo em que fingimos desinteresse querendo dizer que estamos afim, não queremos perder tempo "esquentando banco", estamos em constante busca pela próxima paixão efervescente. E quando as bolhas se esvaem, acaba também a relação que nem havia sido construída. 

Uma dica: Se você quer alguém, demonstre. Se ele ou ela não entender dessa forma, o problema obviamente não é contigo e sim com o outro que perdeu a sensibilidade de se relacionar com o outro. 

Dessa água nunca beberei. Só que sim.

Com toda a certeza você já ouviu alguém (tia, mãe, vó) usar essa expressão ou até mesmo você já bradou aos quatros cantos "nunca vou fazer tal coisa".
Bom, eu dizia com uma frequência absurda e ainda hoje utilizo, porém de tanto falar acabei "pagando a língua" umas tantas vezes, principalmente no quesito relacionamento.  
Meus amigos SEMPRE me ouviram falar (e bradar) repetidas vezes que não me relacionaria com rapazes mais jovens, os famigerados "novinhos", todavia, "mordi a língua" e isso me refletir sobre os padrões que ocasionalmente utilizamos, nas oportunidades perdidas pelo pré-julgamento. 
É necessário ter em mente que  quando se trata de interação humana não é algo que se possa equacionar de forma lógica. 
Não há uma fórmula, quer dizer, pode até ser uma fórmula, mas não matemática e sim química. 
São dois corpos, 
duas sensações, 
dois olhares e, de repente, acontece a faísca. 
E se deixar levar (o que nem sempre faço) pode ser surpreendentemente bom.
Esse post é apenas um convite para se deixar levar pelas oportunidades místicas que a vida te proporcionará eventualmente. 

Não se (me) leve tão a sério !  

Take it easy, my brother. 


  

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DIAMANTE BRUTO LAPIDADO PELA VIDA


Meu avô foi um homem simples, não teve acesso à educação como eu e os seus demais netos tiveram, mas nem por isso ele deixou de ser uma das pessoas mais inteligentes que conheci na vida.
Todas as vezes que ia vê-lo, ele estava sentado lendo um livro ou uma revista e sempre gostava de compartilhar suas ideias, por mais que eu não entendesse o que ele queria dizer de pronto, no final fazia sentido. Ele costumava falar através de metáforas, de parábolas, de enigmas, de frases intrigantes que só ele era capaz de proferi-las.
Fazem 04 (quatro) meses que o devolvemos para Deus, e ao mesmo tempo em que parece que foi ontem que falei com ele pela última vez, parece que faz muito tempo que não o vejo.
Hoje eu queria muito dar um abraço apertado nele, daqueles em que ele dizia que eu ia quebra-lo (felícia feelings). <3 o:p="">

A saudade, tenho certeza, esta nunca vai passar. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sonhos adolescentes

Olá! Como vão? Espero que bem. 
Bom, quem frequenta este humilde blog sabe que curto uma banda chamada Fresno desde os 11/12 anos (não me perguntem quantos anos tenho, por gentileza rsrs) e quem não sabe é só digitar "fresno" na caixa de busca acima que você achará alguns posts acerca disso. 
Nesse sentido, anseio desde àquela época ir ao show deles, de lá para cá a banda amadureceu musicalmente, mudou alguns componentes, tendo estes seguido carreira solo ou abdicado em detrimento da família (o Bell). 
Ainda assim segui acompanhando o trabalho do grupo e dos que trilharam seus próprios caminhos, como o Rodrigo Tavares (Esteban Tavares - nome artístico).
Foto tirada pela banda após o show
Para minha surpresa e imensa satisfação, no final de setembro e no início de Outubro deste ano Fresno e o Esteban marcaram shows na minha Ilha Magnética. 
Parêntesis: Você que está lendo esse post gosta de algum artista, certo? Imagina se fosse improvável ele ir à sua cidade e quão bom seria ele agendar um show? Dessa forma você consegue ter uma noção do estado de êxtase que fiquei. ((:
Pois bem...Tratei de comprar o ingresso da Fresno assim que as vendas começaram por receio de acabarem. Uma amiga combinou de ir comigo, porém no dia do show, dia 29/09/17, uma sexta-feira,todos resolveram furar. No fim das contas, fui sozinha #allbymyself.
Parêntesis 2: Meu irmão ainda ensaiou de ir, mas não era a vibe, contudo ele ficou comigo até a banda chegar e começar a tocar. #melhorpessoa
E se eu contar que quando entrei sequer lembrei que tinha ido só? Estava tão ansiosa para começar o show, e espontaneamente durante a espera conheci algumas pessoas que se tornaram amigas.
Sobre o show...
O show englobou faixas do primeiro disco até o disco mais recente, cortesia dos rapazes em razão de ser a primeira vez (de muitas, espero), mas o ponto alto - para mim - foi quando todos tocaram percussão, e o clímax foi no discurso do vocalista (Lucas) sobre perseguir sonhos anterior à música "Eu sou a maré viva", música essa que me toca bastante. 
Pensei que quando ele tocasse as mais antigas ficariam mais emocionada, mas foi a que citei acima que deixou meus sentimentos expostos em forma de lágrimas. 
Eu e Biga com Mário (teclado) e Guerra (batera) 
Como uma fã com espírito adolescente que sou, gritei como se não houvesse amanhã, resultado? Uma dor de garganta horrorosa. Rsrsrs 
Dica: Leve uma garrafa d'água quando resolver gritar como se não houvesse amanhã - eu não comprei antes e não arredei o pé de onde estava por 1 segundo durante o show.  
AH! Esperei um bom tempo, mas consegui tirar foto com eles. AAAAAAAAAAAAAA *-* 
Idade mental?? 12 kkkkk 
Confiram as fotos de um dos dias mais felizes da minha vida! 


Edit 1: Na semana seguinte, pra ser precisa no dia 05/10/2017, fui ao show do Esteban Tavares e terminei de me realizar.
Desta vez sabia que não estaria sozinha porque, como contei acima, fiz algumas amizades e eles estariam lá.
O show estava previsto para começar cedo, porém começou um pouco depois das 23h e teve duração de quase duas horas, foram as horas mais rápidas e surreais que vivi.
Não tremi como tremi quando vi Fresno, mas fiquei incrédula durante boa parte do concerto.
O show foi voz e violão, uma proposta mais intimista, talvez por isso senti como se estivéssemos na sala da casa dele e ele nos deleitava com suas canções.
O repertório, em sua boa parte, foi do álbum recém-lançado "Eu, Tu e o Mundo", mas também tocou algumas queridinhas do público, como "Sophia", "Muda", "Pianinho" e "Segunda-Feira". E encerrou com "Sinto Muito Blues", muito apropriada.       <3 font="">
Obs: "Muda" e "Segunda-Feira" ele cantou para mim. Tá? Rsrs
Obs2: Entre uma música e outra o Esteban conversa com a platéia, ele meio que tenta transmitir a atmosfera de como foi feita cada canção, até as que ele não gosta de cantar mais porque, segundo o músico, não fazem mais sentido.
E é compreensível, porque este disco é o terceiro, o primeiro ele ainda estava envolto nos "braços" confortáveis da Fresno, o "Saca La Muerte De Tu Vida" foi feito em seis meses com ajuda do crowdfuding e é bem diferente do "Adiós, Esteban", portanto ele ainda está se encontrando musicalmente e realmente haverão músicas que os fãs vão sempre pedir, no entanto não irão condizer com a evolução musical e pessoal do artista. Ossos do ofício, não é mesmo?

   Mil beijos ((: 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O tal do autoconhecimento


Para começo de conversa, esse tal do autoconhecimento é difícil pra CACETE (desculpem a expressão). E como é.
Venho tentando atingi-lo desde os meus...sei lá... desde que comecei a criar um pouco de juízo, porém sempre acontece alguma situação que puxa nosso tapete e diz que ainda não aprendemos tudo e que precisamos dar uma baixada na nossa bola - pelo menos comigo é assim (se não é com você, foi mal rsrs). 
Na última semana ocorreu uma situação que deu uma rasteira certeira no meu ego, daquelas que sacodem e dizem "não é bem assim, baby". Pois é.. A minha sorte é SEMPRE estar próxima de amigos (as) maravilhosos porque se não fosse Carol lá... Provavelmente teria ido embora na hora ou no mínimo deixaria nítido no meu rosto que não estava nada bem. 
Sei que você, caro leitor, não deve estar entendendo, mas tente imaginar uma situação que você tenha vivido, que tenha te feito repensar sobre o que você quer da vida, seja um relacionamento ou mesmo um resultado ruim numa prova da graduação, mestrado ou mesmo do ensino médio. 
Acredito que a grande questão é que achamos que sabemos o que queremos e o que não queremos, e talvez saibamos, todavia a vida é movimento e isso faz com que mudemos o tempo todo, para tanto  é preciso tempo para se reajustar a esses novos anseios. E não, não há nada de errado em demorar para entender o que se passa contigo. 
Ás vezes sinto como se estivesse nadando contra a correnteza e a fadiga me atingiu então a maré foi mais forte que eu e me trouxe de volta à praia. Noutras tantas estou no meio do mar e ele está calmo (assim como meus sentimentos e pensamentos) e assim consigo navegar novamente. 
Saiba identificar em qual desses momentos você está vivendo e tente (apenas tente) ver serenidade no meio desse (aparente) caos. 
Beijos,
M
P.S. Prometo tentar voltar mais vezes.

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