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quinta-feira, 12 de maio de 2016

CAFÉ-COM-LEITE E O IMPEACHMENT DA PRESIDENTA

Quando eu era pequena, lembro que eu e meus primos brincávamos muito e que eu sempre era “café-com-leite” – mas o que raio é café-com-leite? Bom, imagine que você e outras pessoas estão brincando de esconde-esconde e um de vocês perde, ok? E este que perdeu começa a reclamar muito, dizendo “não vale” ou “eu peguei primeiro” incessantemente, e você, já sem paciência, diz “ok, você é café-com-leite. Quem te pegar não estará valendo” – por que ficava muito inconformada de perder para os mais velhos, então enchia o “saco” deles até me deixarem “imune”, digamos assim.
O que eu quero falar é que essa situação política-econômica-social que se vive no Brasil é exatamente isso que me referi acima. São pessoas chateadas porque não sabem perder querendo se tornar “cafés-com-leite”, basicamente.
A comparação foi infantil, mas num momento em que os jornalistas verbalizam tanto o juridiquês, é fundamental que se esclareça alguns pontos, quais sejam:
1 – O que são crimes de responsabilidade fiscal?
São infrações político-administrativas cometidas no desempenho da função presidencial, condutas que atentam contra a Constituição e, especialmente, contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes do Estado, a segurança interna do País, a probidade (moralidade – em grossas linhas) da Administração, a lei orçamentária, o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais e o cumprimento das leis e das decisões judiciais, porém esse rol contido no art. 85 da Constituição Federal de 1988 é exemplificativo, pois outras condutas ser enquadradas na definição de crime de responsabilidade, desde que haja definição legal, por meio de lei federal, no caso, a Lei 1.079 de 1950.
Nesta linha de 1950 do artigo 5º até o art. 12 estão ele descritos as hipóteses de ocorrência do rol contido no art. 85 da Constituição (acima citado).
2 – O que é impeachment?
Processo instaurado com base em denúncia de crime de responsabilidade contra alta autoridade do poder executivo (p.ex., presidente da República, governadores, prefeitos) ou do poder judiciário (p.ex., ministros do S.T.F.), cuja sentença é da alçada do poder legislativo.
3 – O que são “pedaladas fiscais”?
São como ficaram conhecidos os atrasos nos repasses da União a bancos públicos para cobrir gastos dessas instituições com programas do governo.
Esses gastos podem ser, por exemplo, pagamentos de benefícios como seguro-desemprego ou o Bolsa Família. Ou ainda, subsídios para que os bancos concedessem empréstimos com juros mais baratos a empresários e agricultores. A maior parte das "pedaladas" refere-se a empréstimos do BNDES a empresas.
É natural haver, eventualmente, descasamento dessas operações. No caso dos benefícios, por exemplo, o governo repassa previamente valores de acordo com a estimativa de gastos para o mês. No entanto, pode acontecer de o banco, em determinado mês, ter que pagar mais seguro-desemprego do que o previsto e, por isso, usar recursos próprios para fazer o pagamento.
O que os juristas autores da denúncia apontam como crime de responsabilidade é o fato de, a partir de 2013 e 2014, esses atrasos terem se acumulado por um período longo de tempo, somando valores muito altos — no que seria uma estratégia deliberada de maquiar as contas públicas.
Isso, dizem, permitiu que o governo escondesse da sociedade que a situação fiscal era pior do que as estatísticas oficiais indicavam — dando margem para que não fossem cortados gastos com seus programas em pleno ano eleitoral de 2014.
Eles destacam ainda que essas operações estariam desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal (lei complementar nº 101/2000) que, em seu artigo 36, proíbe bancos públicos de emprestar recursos à União.
Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios.

Mas como esses valores atrasados foram corrigidos por juros, a defesa de Dilma argumenta que se tratou de uma operação de crédito, e não de empréstimo.
As pedaladas foram também um dos motivos que levaram o TCU (Tribunal de Contas da União) a recomendar que o Congresso rejeite as contas do governo federal de 2014 — no entanto os parlamentares até hoje ainda não votaram a questão.
O governo se defendeu nas comissões (tanto na Câmara quanto no Senado) alegando que as pedaladas são “atrasos” em pagamentos, e não empréstimos. Mas os relatores mantiveram o entendimento.

4 – A crise econômica atual foi causada pelas “pedaladas fiscais”?
Segundo o jurista que propôs o pedido de impeachment, sim, pois para ele “Crime não é apenas botar a mão no bolso do outro e roubar dinheiro. Crime também é eliminar as condições desse país de ter desenvolvimento, cujas bases é responsabilidade fiscal".
Porém, alguns economistas afirmam que a origem da atual situação da economia brasileira é anterior às manobras fiscais praticadas pelo governo.
Segundo Paulo Roberto Feldmann, “Os grandes motivos da crise são outros. Em primeiro lugar, a desoneração fiscal e o represamento de preços públicos, como o da energia. Essas medidas, tomadas em 2014, provocaram um rombo nas contas do governo. E, depois, já em 2015, para tentar corrigir esse erro, o ministro [Joaquim] Levy anunciou medidas recessivas, o que acabou travando de vez a economia”.

A discussão sobre crime de responsabilidade é plenamente possível e exaustiva, mas é preciso ressaltar que a suposta maquiagem que foram feitas nas contas públicas, que inclusive levaram o TCU a rejeitar aquelas oriundas do ano 2014, é uma prática costumeira aos presidentes anteriores.
O que se vê é uma crise de “cafés-com-leite”, que, chateadas por terem perdido nas urnas, querem a qualquer custo ter suas vontades egoísticas aceitas. E utilizam da escusa de que a “população brasileira não quer mais a presidenta”, todavia a oportunidade correta é o sufrágio popular – aonde a presidenta obteve a maioria.

Então só posso concluir que esse processo embebido de legitimidade está mais para um leite muito do azedo. 

Espero que, no fim, a justiça seja (de fato) feita.

Beijos e abraços,

M.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Sobre ser intensa



 Incrível que quando o universo conspira, não tem jeito. 

Ontem estava conversando com minha prima e estávamos justamente falando sobre o conteúdo da foto. Falava que inevitavelmente há um fator identificador em todos aqueles por quem nos interessamos, seja uma característica física ou da personalidade.
E o que realmente me interessa é a pessoa falar sobre chuva de meteoros (que ocorreu ontem),sobre formigas ninjas (só um exemplo esdrúxulo, gente rsrs), sobre seus medos mais engraçados, sobre ter acordado de madrugada e confundido o guarda roupa com a porta e ter feito xixi lá mesmo, sobre o perímetro da lua, sobre a fórmula da penicilina, sobre ter um sinal do tamanho da Oceania próximo da bunda, enfim... como minha prima falou,"Tu gosta de pessoa que te agregue" e ela tá certa, pois é exatamente isso. Não tô dizendo que só os caras ditos "cultos" é que são interessantes, pelo contrário (conheci alguns que eram um pé no saco), mas que não são apenas os amassos que contam, sabe?


É o que você tem a falar e principalmente o que escolhe falar. 
Tá na forma de responder a uma simples mensagem instantânea. São essas coisas que tocam ou não.
É o cara dizer prefere o Caetano ao MC Biel e lá pelas tantas começar a cantar "ôh, tô chegando hein! ôh, que que isso, hein? coisa louca". 
É dizer que minha forma de pensar não é linear e nem por isso me corrigir. 
Assim como no print ao lado, gosto de gente com profundidade, que fala com a emoção de uma mente confusa. Não quero saber de 'e ai'. 



Fui!
Beijos e abraços,

M. 

Todo fim é um recomeço

Olá! 
Já faz mais de uma semana que deixei de comparecer a este recinto,por isso me faço presente através deste texto que me foi enviado pelo querido A.P. (que estava no post anterior), portanto, vejamos:

Desabafo de um jovem ao lembra-se do fim de um relacionamento

Quando eu perdi você pensei que não iria mais viver,
Que tudo seria sem graça sem você,
Mas, foi um ledo engano passei a conhecer um mundo que nunca iria conhecer contigo.
Fui redescobrindo coisas que, por você, para mim não fazia mais sentido.
De certa forma, vi o quanto mudei, quanto cresci e amadureci durante esses quatros longos anos.
Sabe? No começo sempre é difícil, mas a cada dia fui deixando de lado a zona de conforto que você me trazia, isso me fez muito mal (a zona de conforto).
Foi difícil imaginar você longe dos meus sonhos, mas aprendi que também posso construir esses mesmos sonhos sozinho.
Você foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, cada aprendizado, cada momento, não me esquecerei de nada, exceto as coisas ruins.
Poderíamos ter casado e ter nossos filhos, realizar todos aqueles sonhos, mas você quis partir por achar que “o menino nunca mudaria”.
O nosso fim foi o melhor começo que aconteceu na minha vida, pois tudo me fez ver o mundo de outra forma.
E quando vem aquela lembrança de você? De coração eu não sinto mais aquela dor que me deixava em estado de inércia.
Um dia você vai receber algo, talvez nem se lembre daquilo que prometi e quando receber vai lembrar que aquele menino cresceu.


Obrigada, A.P.! Seu texto foi uma verdadeira catarse. E essa moça vai sentir tua falta.Pode crer! 

Beijos e abraços,

M.
 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Ano novo, marcador novo

Olá, meus amores!
Depois que finalmente consegui colocar o que eu sentia pra fora, resolvi mostrar para alguns amigos, foi então que dois deles acabaram me falando que gostariam de postar seus textos aqui no saudade e, óbvio, que disse sim. 
Portanto, hoje teremos a estreia de um deles, mas ele é bem tímido por isso assinará como A.P., certo? 

Segue abaixo pequeno trecho do meu querido amigo A.P.:


"Pensamento da manhã
Aquele convite que nunca te fiz será que ainda está de pé?
De ir à praia no final da tarde e depois tomar um café?
Por quê não fizemos isso antes?
Por que não nos convidamos para fazer parte da vida um do outro?
Por quê?. "

Obrigada por fazer do saudade seu recanto, A.P.!

Beijos e abraços,

M. 
Resultado de imagem para final da tarde tumblr
foto extraída de: indicefeminino.com.br

domingo, 10 de abril de 2016

A carta que nunca vou enviar para ti

Uma amiga psicóloga me aconselhou a colocar numa folha de papel todos os meus sentimentos sobre você e para jamais enviá-la, seria uma forma de desabafo particular e de entender como me sinto em relação a você.
Eis que farei aqui mesmo, afinal quando criei este blog a intenção era falar de tudo um pouco (dá uma olhada aqui), pois bem.

Eu gostei de ti. Muito. Talvez ainda goste muito, mas aprendi que me amo mais do que amo qualquer pessoa, ainda mais se este cara não me quiser por inteira.
Talvez se eu não tivesse respondido as tuas mensagens naquele dia ou tivesse me limitado ao "oi, td bem? td e ctg?", mas eu não sou assim, sou do "oito ou do oitenta", do "tudo ou nada", não sou do "em cima do muro",portanto me joguei sem paraquedas, sem colchão de segurança, mergulhei de cabeça, acreditei que seria feliz e fui. Fui sim!
Talvez tu não estivesse na mesma sintonia que eu, talvez tu não se veja como eu te via, talvez...
Talvez outras não vejam aquilo que eu admiro tanto e que pra qualquer pessoa possa ser banal, mas o teu jeito de ser era o que me encantava. Esse teu jeito bobo e tosco, ousado e homem de ser nas mínimas coisas.
Não! Jamais saberá o quanto tu me marcaste, pelo menos não agora nem hoje.
Só não entendo o motivo de ter me feito lembrar do que eu tinha esquecido e que eu gostava tanto.
Não era pra ser. Não era pra ser a gente. Porque você preferiu o mais fácil, o superficial. Não quis ver mais ou teve medo do que veria através de si mesmo.
Talvez você descobrisse o que realmente te afasta.
Então, até que tome coragem para ver além do que todos veem, vou seguindo sendo feliz. Por inteira.
(Espero que um dia você possa ver o que eu via e seja esse cara para alguém)
Beijos e abraços.

M
Prazer, Má! 

domingo, 13 de março de 2016

O que tem ocupado minha mente, meus ouvidos e meus olhos.

Não sei se vocês assistem TV,e se, assistem a aqueles programas que descobrem bandas, se sim vão gostar da dica, senão pulem este post.
Dentro do universo infinito desta leva de programas musicais, há um que quero fazer menção o superstar, exibido pela emissora Globo. Ano passado, dentre muitas bandas que se apresentaram, há uma que encantou meu coração desde a primeira apresentação, a Versalle(foto à direita). 
Não conheço muito sobre a história ou dos membros que a compõem, mas as músicas são maravilhosas, dentre elas citarei as que tem me feito amar o mundo (ainda mais) nos últimos dias: “A saudade é algo que eu não quero” e “verde mansidão”.
Se eles tem mais? Claramente que sim é só procura-los no ytb e acharão depressa.
Eles têm ocupado minha playlist nos últimos dias e me feito lembrar de como eu costumava ser quando procurava cantores desconhecidos na internet há alguns anos (não tenho mais de 30 anos,mas sinto como se tivesse). A minha busca era essencialmente por bandas diferentes das que rondavam o circuito mainstream (bandas que tocam em rádio e em todos os programas de TV), com uma sonoridade original, que cantavam fazendo sentido entre a letra e o modo de cantar.
Versalle é uma banda excelente e merece gravar muitos CDs por grandes gravadoras, além de incluirSão Luís em sua tour pra que eu marque presença e lembre meus tempos de tiete. Ô saudade! Risos

Agora o que tem ocupado meus olhos é uma série que já acabou faz algum tempo(2012), mas como sempre sou atrasadinha (não é uma coisa a se orgulhar, pelo contrário) e orgulhosa (não gosto de ir pela onda dos outros – essa é uma característica que me orgulha) não assisti na época.
A série se chama “Gossip Girl” e vai contar a história da elite adolescente que vive no Upper West Side (bairro da nata nova iorquina) além dos que lá frequentam - não necessariamente moram por lá. A trama é centrada nos Serena, Blair, Chuck, Dan, Nate e Jenny.
Serena, Blair, Chuck e Nate representam a parcela que tem tudo (sexo, dinheiro etc) sem qualquer esforço, já Dan e Jenny são bolsistas na St. Judes/Constance (escola particular caríssima que todos eles estudam) moram no Brooklyn (num loft ) com o pai, o Rufus que é ex- vocalista da Lincoln Hawk época em que namorou a mãe da Serena (Lily), e tentam preservar ao máximo o que lhes foi ensinado pelos pais quando são corrompidos pelo Upper East Side way of life - que inclui grandes festas regadas a bebidas e aos desejos mais secretos.
A trama é costurada por uma teia de intrigas, segredos, paixões e muito bom gosto - que vai da trilha sonora, passa pelo figurino e não abandona a fotografia.
O seriado é extremamente divertido, exceto os episódios que os personagens sofrem e eu também.
Fiz uma verdadeira maratona para concluir as SEIS temporadas, mas vale a pena A MENOS QUE você tenha que estudar (O QUE EU DEFINITIVAMENTE NÃO RECOMENDO) como eu (que estou ferrada REAL) 
Gossip Girl foi um tremendo sucesso na época e até hoje faz, um bom exemplo disso é uma pagina no facebook dedicada a vida dos fã pós GG. 
Espero que vocês tenham gostado de alguma das dicas acima. 
Tenho que ir,
M
Chuck, Nate, Serena(vestido rosa), Vanessa, Jenny, Dan e Blair

P.S. Deixei de assistir GG por birra de criança, porque se eu soubesse que era bom jamais teria cometido esse sacrilégio. Kkkkk
P.S. (2): Em breve farei um outro post falando dos personagens, trilha sonora e tudo o mais que cercam o mundo de GG, assim eu fico mais um pouco na companhia deles (a saudade já é grande). 


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Lost stars

De todas as ausências,
A tua é a que mais se faz presente em mim.
Meus silêncios ainda gritam teu nome,
Falta tua luz na minha escuridão.
Se tu escrevesses, certamente devolverias a graça ao meu riso.
Se tu voltasses, voltaria contigo a melodia da minha canção.
Se tu ficasses, seria feliz a vida.
Se tu me amasses, estaria pleno o meu coração.



(Karla Thayse Mendes)

Recentemente houve um evento muito triste em minha vida e me fez refletir sobre o quão impotente somos, que não temos certeza do amanhã, e sequer se estaremos outra vez com aqueles que amamos, se vamos ter a oportunidade de nos desculpar e de dizer que o amamos. Isso é um sentimento avassalador, não? De repente você se dá conta de que nunca mais terá a chance de abraçar apertado e e dizer "senti sua falta, você é importante para mim", portanto vale aquele cliché: deixe sempre quem você ama com uma palavra de carinho. 


Esse evento o qual citei é o falecimento da minha querida avó, Stela (do latim, estrela) cujo matrimônio deu origem à uma família linda da qual tenho orgulho em fazer parte. 



Falando em sentir a dor da partida, quem mais está sentindo falta dos silêncios dela é o meu avô. Afinal foi ele quem compartilhou a vida com ela durante 62 anos (o equivalente a 525,600 segundos... MUITA COISA!).



Isso me trouxe a outra reflexão: Quantos relacionamentos duram isso hoje em dia? Muitos não chegam a cinco anos, imagine 62 anos! 



Há um sociólogo chamado Zygmunt Bauman que escreveu sobre a liquidez como a sociedade é construída, ele costuma dizer que vivemos tempos líquidos, líquidos no sentido que queremos tudo e todos ao mesmo tempo e, por isso não conseguimos nos concentrar nos relacionamentos e dar a devida importância que merecem. Nos enchemos de aparelhos eletrônicos para fugir da temível solidão e com isso nos isolamos em meio a multidão. 



Segue abaixo um texto de sua autoria:



"É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".
O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado."


O texto completo está em: www. lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html



Esta mania de preencher a vida com parafernália em nada alivia a solidão que há entre quatro paredes, pois ficar com todos (ou todas) não traz consolo muito menos companhia.

Portanto, pense se não é preferível gastar um tempo de qualidade conhecendo bem uns aos outros.


Beijos e abraços.          

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